Barbirotto na Copa


Como no tabuleiro



Em jogo, cinco títulos mundiais e duas finais de Copa do Mundo. A partida entre alemães e argentinos, pelas oitavas-de-final, foi tão equilibrada que pode ser definida como um verdadeiro jogo de xadrez.

A Argentina, que vinha jogando num 4-4-2, mudou. Coloccini entrou para jogar como um terceiro zagueiro, enquanto Maxi Rodriguez jogava de ala, pela direita, para conter o ótimo lateral-esquerda Lahm. José Pekerman sacrificava um dos destaques da sua equipe justamente para conter um dos melhores jogadores do time alemão. À frente da zaga, Mascherano. Coube a Lucho Gonzalez e Riquelme a tarefa de assitir o ataque, de Crespo e Tevez – escalado em lugar de Saviola.

Por sua vez, a Alemanha entrou em campo sem novidades. Klose e Podolski na frente, Ballack ditando o ritmo no meio-campo. O time alemão pode ser bastante previsível, mas também é verdade que os alemães são ótimos no que fazem. E, em duas jogadas características, quase fizeram o gol. Primeiro, em cobrança de falta de Podolski, que Abbondanzieri defendeu em dois tempos. Depois, com uma cabeçada de Ballack após cruzamento de Frings. A bola passou rente ao travessão argentino.

Com muito mais posse de bola, os argentinos dominavam as ações ofensivas, mas não conseguiam concluir a gol. A Argentina foi chegar ao seu gol na bola parada, logo a 5min do segundo tempo: Riquelme bateu o escanteio e Ayala subiu sem marcação para, de cabeça, abrir o placar. E o gol acendeu o time alemão. Odonkor entrou em lugar de Schneider e deu novo ânimo ao lado direito de ataque. Poborski entrou em lugar de Schweinsteiger e o meio-campo alemão ganhou mais fôlego. Aos 35min, a Alemanha empatou. Ballack fez ótimo passe para Poborski, que só raspou de cabeça para Klose, também de cabeça, mandar para o fundo das redes: 1 a 1.

O empate levou a partida para a prorrogação. Mas ambas as equipes estavam cansadas demais para tentar algo a mais. E a disputa se encaminhou, fatalmente, para as penalidades máximas.

Neuville bate para a Alemanha, e faz.
Julio Cruz bate para a Argentina, e empata.
Ballack cobra no alto, e coloca os alemães à frente de novo.
Ayala cobra rasteiro, e Lehmann defende. Cheque.
Podolski bate certeiro e faz: 3 a 1.
Maxi Rodriguez bate muito bem, e desconta: 3 a 2.
Borowski cobra para a Alemanha, e aumenta.
Cambiasso cobra à meia-altura, e Lehmann defende. Cheque-mate.

Com a vitória de 4 a 2, nos pênaltis, a Alemanha despacha a sempre favorita Argentina e caminha rumo ao tetracampeonato. E nem o tumulto gerado pelos hermanos, ao final da partida, tirou o brilho do triunfo do time alemão, que ficou ainda muito tempo em campo celebrando com sua torcida um jogo que desde já entra para a história.


Quartas-de-Final
Alemanha 1 (4) x (2) 1 Argentina
Olympiastadion, Berlim

Escrito por Fabricio K às 19h57
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A última chance da Zebra



Itália x Ucrânia
World Cup Stadium, Hamburgo


Brasil, Argentina e Alemanha sempre chegam às copas do mundo como favoritos. E há outra seleção que, não importa como esteja atuando, é sabido que, aos trancos e barrancos, chegará entre os melhore do Mundial. Esta é a Itália. Que, neste ano, não fez diferente. A equipe de Marcello Lippi até surpreendeu em sua partida de estréia na Alemanha, mas aos poucos o time se fechou, Gattuso assumiu seu lugar entre os 11 titulares, e a Azzurra voltou a ser aquele time como o qual estamos acostumados.

A campanha na primeira fase foi bastante razoável. Duas vitórias e um empate deram aos italianos a primeira colocação da chave. Mas o enfrentamento com os australianos, pelas oitavas-de-final, só foi decidido em um pênalti duvidoso, marcado nos últimos instantes do segundo tempo.

Difícil também foi a vida da Ucrânia, estreante na Copa do Mundo. A segunda colocação do Grupo H só veio na última rodada, com uma vitória pelo placar mínimo sobre a Tunísia. Nas oitavas-de-final, foi ainda mais dramático: ucranianos e suíços se enfrentaram durante 120 minutos, sem que houvesse a marcação de um mísero gol. O vencedor foi definido somente na cobrança de penalidades máximas, e o time de Schvchenko, que errou a sua, classificou-se em meio a muita desconfiança.

A equipe que se classificar após o confronto entre italianos e ucranianos enfrenta a Alemanha em uma das semifinais. E se depender do retrospecto, precisará jogar muito mais do que vem jogando para ser um adversário à altura dos anfitriões.

Escrito por Fabricio K às 16h01
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Duelo de gigantes



Alemanha x Argentina
Olympiastadion, Berlim


1986. Depois de uma vitória mínima sobre Marrocos e uma disputa de pênaltis com o México, a Alemanha Ocidental, de Karl Rummenigge, chega à final do Mundial depois de uma grande vitória sobre a França de Michel Platini. Seu adversário é a Argentina de Diego Maradona, que deixara pelo caminho Uruguai, Inglaterra e Bélgica. Num jogo espetacular, Maradona comanda o time argentino, que conquistaria seu segundo título mundial, com uma vitória de 3 a 2.

1990. Maradona não é mais o mesmo, mas leva sua claudicante Argentina a mais uma final depois de eliminar o Brasil, nas oitavas-de-final, e Iugoslávia e Itália na sequência, após duas disputas de pênaltis que consagraram o goleiro Goycochea. Do outro lado, há uma Alemanha Ocidental que, se não é brilhante, é eficiente: vitórias sobre Holanda, Tchecoslováquia e Inglaterra, nos pênaltis, levam a equipe de Jurgenn Klinsmann e Rudi Völler à final. Um gol de Brehme, aos 38min do 2º tempo, dá, aos alemães, seu terceiro título mundial.

2006. Depois de quatro vitórias consecutivas, a Alemanha chega às quartas-de-final cheia de confiança. Se antes da Copa do Mundo se duvidava do time de Klinsmann, hoje esse se afirma como um dos favoritos ao título. A Argentina, ao contrário, chegou ao Mundial como um dos favoritos. Encantou com a vitória de 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. Mas gerou desconfianças após a penosa vitória sobre o México, na prorrogação.

Para alguns a final antecipada, o confronto entre alemães e argentinos deve, fatalmente, apontar um dos finalistas da Copa do Mundo. Berlim vai presenciar um verdadeiro duelo de gigantes.

Escrito por Fabricio K às 10h18
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O esquema da Copa

É comum a Copa do Mundo ditar os rumos do futebol nos anos seguintes. A equipe campeã acaba servindo de exemplo de vitória. E talvez por isso muito se condene, por exemplo, o Mundial de 1990. Os esquemas apresentados na Itália, que priorizavam a defesa acima de tudo, seriam os culpados pelo mau futebol apresentado durante a década de 90. Sendo assim, nem a Alemanha, campeã em 90, nem o Brasil, campeão em 94, seriam os melhores exemplos a serem seguidos.

Carlos Alberto Parreira profetizou que, num futuro próximo, teremos equipes sem atacantes fixos – porque o importante, na verdade, não seria o número de atacantes, mas o de jogadores que chegam à frente quando o time tem a posse de bola. Se depender desta Copa do Mundo, Parreira está no caminho certo.

Pouco se vê o tradicional 3-5-2, que Felipão usou na conquista do Penta. E assim como a formação com três zagueiros, a figura do líbero parece estar em extinção. No máximo, se vê um dos volantes ou um dos laterais se posicionar junto à defesa. Mas o líbero clássico, como eram Beckembauer e Baresi, para ficar nos mais famosos, quase não existe.

O 4-3-3, tão comum na década de 80, quase não é visto. Nesta Copa, a Espanha se apresentou dessa forma, na partida contra a Ucrânia: eram três volantes (Marcos Senna, Xavi e Xabi Alonso) e três atacantes (Fernando Torres, Villa e Luis Garcia). Um caso raro.

Já o 4-4-2, talvez a mais clássica e tradicional das formações, ainda tem muitos adeptos. Muitos times europeus e a maioria dos brasileiros joga assim. E isso se repete nas seleções: o próprio time de Parreira atua dessa forma. São dois volantes (Emerson e Zé Roberto), dois meias (Kaká e Ronaldinho) e dois homens de frente (Adriano e Ronaldo).

Mas o esquema que surge como grande novidade é uma derivação do já conhecido 4-5-1: no Mundial da Alemanha, temos visto algumas equipes atuarem no 4-2-3-1: são dois volantes, três meias e apenas um atacante fixo.

Veja o caso da França, o próximo adversário da Seleção Brasileira. Como volantes, temos Makelele e Vieira. À frente deles, se posiciona uma linha de três: Ribéry pela direita, Malouda pela esquerda e Zidane, centralizado. No ataque, fica o isolado Henry.

Portugal, de Felipão, usa uma formação semelhante: Maniche a Costinha guardam a entrada da área. Adiante, temos Cristiano Ronaldo pela direita, Figo pela esquerda e Deco pelo meio. Como único homem de frente, está Pauleta.

E esses não são os únicos exemplos.

Se o 4-2-3-1 será o esquema adotado no futebol mundial daqui para adiante, ainda não se pode afirmar. Mas é grande a probabilidade. Tudo vai depender da equipe vencedora da partida do próximo dia 9 de julho.

Escrito por Fabricio K às 22h52
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15 vezes Ronaldo



Cinco minutos de jogo. Ronaldo se posiciona entre a adiantada defesa de Gana, recebe um belo lançamento de Kaká, avança livre de marcação, dribla o goleiro Kingson e toca para o fundo das redes. O gol que abriu o placar para a Seleção Brasileira, na partida contra os africanos, pelas Oitavas-de-Final, apresentou de ótima forma qual seria a estratégia do Brasil para a partida.

Carlos Alberto Parreira é, reconhecidamente, um estudioso do futebol. E, como tal, deve ter analisado todas as qualidades e defeitos da seleção de Gana. Que era uma equipe de muita força. Que atacava em bloco. E que deixava generosos espaços atrás de sua defesa que, além de jogar adiantada, o fazia em linha. Foi chocante para quem esperava um time brasileiro mágico, que deveria passar por cima de qualquer adversário. Porque Parreira pediu para o time manter a posse de bola, virar o jogo, tocar a bola de lá para cá, aguardando o momento exato para acionar seus homens de frente, Ronaldo e Adriano.

E foi o que Kaká fez. E o que o Brasil procurou fazer, durante toda a partida. Mas não conseguiu. A marcação sob pressão dos africanos fez com que os brasileiros errassem muitos passes – e fossem duramento cobrados por Parreira após a partida. Sem a contrapartida na marcação, principalmente por parte de Kaká e Ronaldinho, o Brasil permitiu que Gana avançasse e criasse ótimas oportunidades de gol. A maioria delas resultou em péssimas conclusões. As que foram a gol pararam em uma atuação perfeita de Dida. Algumas nem chegaram na área, devido à ótima atuação da dupla de zaga, principalmente de Lúcio, um dos melhores em campo.

Quando Mensah cabeceou para o chão, aproveitando a cobrança de um escanteio, e Dida fez uma defesa milagrosa com o pé direito, viu-se que o jogo, definitivamente, era do Brasil. Poucos minutos depois, Adriano ampliou: Kaká avançou pela direita e lançou para Cafu, que cruzou para a área. Quase em cima da linha, livre de marcação, o Imperador só precisou tocar para o fundo das redes.




Para o segundo tempo, o time brasileiro voltou com uma alteração: Emerson, sentindo lesão, foi substituído por Gilberto Silva. Minutos depois, Adriano deixou o campo para a entrada de Juninho. E então, o Brasil mudou. A entrada do Pernambucano liberou Ronaldinho para se juntar ao ataque, e logo em sua primeira jogada o Gaúcho fez belo passe para Roberto Carlos, que entrou na área mas perdeu o gol, chutando em cima do goleiro Kingson.

Gana respondeu com um chute de Gyan Asamoah, que Dida defendeu em dois tempos. Quando o jogo se encaminhava para seus minutos finais, o mesmo Gyan foi expulso, e então o Brasil teve ainda mais espaço para trabalhar a bola. Ricardinho entrou em lugar de Kaká, e a partir de então comandou o meio-campo brasileiro. Nem bem entrara em campo, e o meia fez excepcional lançamento para Zé Roberto avançar livre de marcação, driblar o goleiro e tocar para o gol vazio.

Cafu quase ampliou o placar na sequência. Mas o capitão brasileiro ignorou Ronaldinho livre, dentro da área, e preferiu encobrir Kingson, que saiu bem e impediu o gol. Juan também quase fez o seu, após receber um passe extraordinário de Ricardinho, de calcanhar. Mais uma vez, Kingson saiu com rapidez e evitou mais um gol brasileiro.

Na partida em que Ronaldo fez o seu 15º gol em copas do mundo, superando Gerd Müller e se tornando o maior artilheiro da história da competição, a Seleção Brasileira venceu, com folga, e garantiu seu lugar nas Quartas-de-Final – quando enfrentará, mais uma vez, a França de Zinedine Zidane. O grupo brasileiro prefere evitar, mas não há como não ver este confronto como uma revanche de 1998, quando os franceses conquistaram seu único título mundial.

Neste Mundial, o Fenômeno tem a chance de exorcisar o fantasma daquela final e marcar seu nome na história. Mais uma vez.


Oitavas-de-Final
BRASIL 3 X 0 GANA
Westfalenstadion, Dortmund

Escrito por Fabricio K às 13h18
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Os 11 de Parreira

DEFESA

Dida
Simplesmente perfeito.
Nota 10

Cafu

Ótimo no apoio. Fez o passe para o gol de Adriano.
Quase fez o seu no segundo tempo.
Nota 7

Lúcio

Soberano, ganhou todas as disputas.
Nota 9

Juan

Não foi tão bem quanto seu parceiro, mas foi eficiente.
Quase fez um gol no segundo tempo.
Nota 7

Roberto Carlos

Nulo no primeiro tempo. Melhorou no segundo.
Nota 4


MEIO-CAMPO

Emerson
Bem, até sair machucado.
Nota 6




Zé Roberto

O melhor em campo.
Defendeu, armou, atacou e fez um golaço.
Nota 9


Kaká

Bem abaixo de suas melhores atuações.
Mas fez um passe excepcional para o gol, de Ronaldo.
Nota 6

Ronaldinho

No primeiro tempo ficou restrito à marcação e pouco fez.
No segundo, jogou mais à frente e melhorou muito.
Nota 6

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Gilberto Silva
Entrou muito bem em lugar de Emerson.
Pode virar titular na sequência.
Nota 7

Juninho

Não repetiu a boa atuação contra o Japão.
Nota 6

Ricardinho

Espetacular nos poucos minutos em que esteve em campo.
Nota 9



ATAQUE

Adriano
De bom, só o gol. Errou muitos passes.
Nota 6

Ronaldo

Fez o seu, e é o maior artilheiro de todos os tempos.
Nota 8

Escrito por Fabricio K às 13h17
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Allez Les Bleus



Espanha e França fizeram um dos jogos mais esperados das Oitavas-de-Final. De um lado, havia uma equipe mais nova, de jovens talentos; de outro, uma equipe mais experiente, de jogadores renomados. E a juventude foi melhor em campo até o final do primeiro tempo. Villa havia aberto o placar para os espanhóis, mas, antes que o jogo fosse para o intervalo, Ribéry recebeu de Vieira, driblou Casillas e tocou para o gol vazio para deixar tudo igual no placar. Neste momento, viu-se que a equipe francesa ainda tinha muito o que dar.

E foi de uma afirmação, de um veterano, que saiu o gol da virada: Zidane bateu a falta e Vieira, de cabeça, marcou. A Espanha pressionava, buscava o empate, mas quase ao final do tempo regulamentar Zidane recebeu o lançamento livre de marcação, driblou Puyol e bateu no contrapé do goleiro espanhol, para sacramentar a vitória da França. Uma equipe até então muito contestada, mas que renasceu na Copa do Mundo justamente no momento decisivo.

Classificados às Quartas-de-Final, Les Bleus enfrentam, na sequência, a Seleção Brasileira, em uma revanche da final da Copa de 1998.


Oitavas-de-Final
ESPANHA 1 X 3 FRANÇA
Niedersachsenstadion, Hannover

Escrito por Fabricio K às 12h06
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Quartas-de-Final

Em uma Copa do Mundo sem surpresas, todos os seis campeões mundias que iniciaram a competição se classificaram para as Quartas-de-Final. Mas dois deles serão eliminados na sequência, após os confrontos entre alemães e argentinos e brasileiros e franceses:


Jogo 57
Alemanha x Argentina
Olympiastadion, Berlim

Jogo 58
Itália x Ucrânia
World Cup Stadium, Hamburgo

Jogo 59
Inglaterra x Portugal
Arena AufSchalke, Gelsenkirchen

Jogo 60
Brasil x França
Waldstadion, Frankfurt



Na sequência, a disputa segue:


Semifinais

Jogo 61 – Venc. Jogo 57 x Venc. Jogo 58
Jogo 62 – Venc. Jogo 59 x Venc. Jogo 60


Final

Venc. Jogo 61 x Venc. Jogo 62

Escrito por Fabricio K às 00h06
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Melhores e piores, parte 3

SELEÇÃO DA FASE DE GRUPOS

GOLEIRO
Cech // República Tcheca

LATERAIS
Miguel // Portugal
Lahm // Alemanha

ZAGUEIROS
Andrews // Trinidad e Tobago
Cannavaro // Itália

MEIO-CAMPISTAS
Joe Cole // Inglaterra
Maxi Rodriguez // Argentina
Ballack // Alemanha
Mendéz // Equador

ATACANTES
Saviola // Argentina
Klose // Alemanha

Escrito por Fabricio K às 00h05
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O fator arbitragem



Não foi um erro clamoroso. Não foi um escândalo. Mas foi a favor da Itália. Aos 50min do segundo tempo. Em uma partida de Oitavas-de-Final em que os italianos atuavam com um jogador a menos em campo e eram pressionados constantemente pelo time da Austrália – que, a qualquer momento, parecia pronta a fazer o gol da vitória. E quando o árbitro Medina Catalejo marcou a penalidade máxima de Neill em Grosso, o estádio silenciou e os Socceroos perceberam que não seria dessa vez que eliminariam a toda poderosa Azzurra.

Totti cobrou, converteu e fez o único gol da partida. Que classifica a Itália para um jogo decisivo contra a Ucrânia pelas Quartas-de-Final.


Oitavas-de-Final
ITÁLIA 1 X 0 AUSTRÁLIA
Fritz-Walter-Stadion, Kaiserslautern

Escrito por Fabricio K às 19h40
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Criatividade zero



Não que houvesse maiores expectativas, mas o confronto entre Ucrânia e Suíça foi tudo o que não se espera de uma partida de futebol. Com esquemas muito defensivos, ucranianos e suíços pouco arriscaram. Os 90 minutos regulamentares reservaram apenas dois lances de perigo, um de cada equipe, ambos no primeiro tempo de jogo: primeiro, Schevchenko aparou um cruzamento e, de cabeça, acertou o travessão. Depois, foi a vez de Frei acertar o travessão após cobrança de falta.

Os 30 minutos de prorrogação não foram diferentes. Muita marcação, pouca inspiração e iniciativa nenhuma. As penalidades máximas, então, surgiram como a única forma de definir um vencedor. E a incompetência da Suíça, que errou simplesmente todas as suas cobranças, acabou por classificar a Ucrânia – que ainda viu seu grande artilheiro, Schevchenko, errar o primeiro pênalti.

Estreante em copas do Mundo, a Ucrânia enfrenta a Itália nas Quartas-de-Final. E a Suíça se despede do Mundial sem ter levado sequer um gol.


Oitavas-de-Final
SUÍÇA 0 (0) X (3) 0 UCRÂNIA
World Cup Stadium, Colônia

Escrito por Fabricio K às 19h33
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Quarto round

Brasil x Gana

Mesmo contestado, o Brasil fez uma das melhores campanhas da fase de classificação, conquistando o primeiro lugar do Grupo F, com três vitórias. A última, sobre o Japão, com um time recheado de reservas. A atuação dos substitutos colocou muitas dúvidas sobre qual seria o time para enfrentar os ganeses, mas Carlos Alberto Parreira confirmou o time dito titular, do 1 ao 11, com Ronaldo e Adriano no ataque.

Gana por sua vez, apesar da derrota na primeira partida mostrou ser a melhor equipe africana da competição, sendo a única entre cinco a conquistar a classificação às Oitavas-de-Final. O Brasil da África vem a campo para fazer história. Se um confronto com os brasileiros já era um sonho realizado, uma vitória sobre os pentacampeões certamente transformaria o time em lenda.

Meu placar: 3 a 0 para o Brasil.


RAIO-X DAS EQUIPES

Brasil
1º Grupo F
3 vitórias
7 GF / 1 GC / saldo 6
7 pontos

Craque do time
Ronaldinho

Destaque na Copa
Kaká


Gana
2º Grupo E
2 vitórias / 1 empate
4 GF / 1 GC / saldo 3
6 pontos

Craque do time
Michael Essien

Destaque na Copa
Stephen Appiah



Espanha x França

A vitória de 4 a 0 sobre os ucranianos, na partida de estréia, fez com que todos virassem os olhos para a Espanha. Renovada, a equipe de Luis Aragonés chegou à Alemanha com novos talentos, como Fernando Torres, Villa e Cesc Fábregas, e conquistou a primeira colocação no Grupo H com três vitórias e a melhor campanha da primeira fase.

O primeiro jogo da França, ao contrário, foi desalentador. Um empate sem gols contra a Suíça imediatamente fez com que se duvidasse do que um time recheado de veteranos pudesse fazer neste Mundial. Mas veio a recuperação, Henry voltou a marcar gols e uma vitória sobre Togo colocou Les Bleus nas Oitavas-de-Final, mesmo que sem grandes méritos. O grande desfio dos franceses é provar que não são um time em decadência.

Meu placar: 3 a 2 para a França.


RAIO-X DAS EQUIPES

Espanha
1º Grupo H
3 vitórias
8 GF / 1 GC / saldo 7
9 pontos

Craque do time
Raúl

Destaque na Copa
Fernando Torres


França
2º Grupo G
1 vitória / 2 empates
3 GF / 1 GC / saldo 2
5 pontos

Craque do time
Zinedine Zidane

Destaque na Copa
Thierry Henry

Escrito por Fabricio K às 11h25
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Quem joga, bonito?

As mudanças na equipe promovidas por Carlos Alberto Parreira fundiram a cabeça de comentaristas e jornalistas esportivos. Se a Seleção Brasileira pouco mostrou nas partidas contra Croácia e Austrália, contra o Japão o time deslanchou. Jogou bem, fez quatro gols e reabilitou Ronaldo, a grande estrela do grupo. Vejamos, então, quais dos jogadores que foram novidade nesta partida têm maiores chances de estarem em campo contra Gana:


Cicinho // difícil. Além de ter substituído o capitão Cafu, a atuação de Cicinho não foi tão brilhante. Deu boa resposta do meio pra frente, mas deixou generosos espaços na defesa, sobrecarregando os demais. Deve seguir no banco;

Gilberto // apesar de menos exaltada que a de seu companheiro do lado direito, Gilberto foi bem mais seguro. Foi vacilante nos primeiros minutos, mas na sequência do jogo tomou conta da lateral e encerrou a bela atuação com um gol. Mais experiente, tem chances de seguir na equipe;

Gilberto Silva // assim como seria Edmílson, esta é a melhor aposta. Gilberto Silva é mais alto e mais novo que Emerson, e foi muito elogiado por sua atuação. Conta a favor do titular a melhor desenvoltura pelo lado direito, na cobertura e no apoio a Cafu;

Juninho // apesar da boa atuação, Juninho tem poucas chances de virar titular. Primeiro, porque isso exigiria a volta ao esquema anterior, sem o quadrado. Segundo que hoje ele é reserva imediato de Kaká, e não de Zé Roberto. Com Juninho o time é mais criativo e tem melhor opção na bola parada. Mas a solidez defensiva é o que mais preocupa Parreira;

Robinho // esse, pode-se dizer, estava escalado. Mas uma lesão na coxa, em um dos últimos treinos, tirou de Robinho a chance de virar titular.


Jogue quem jogar, é importante entender que os três jogos da primeira fase tiveram histórias diferentes. Contra a Croácia e a Austrália, o Brasil foi muito bem marcado, seus principais jogadores não tiveram espaços e os adversários aproveitaram os mínimos espaços cedidos para explorar rápidos contra-ataques. Contra o Japão, foi exatamente o contrário. O gol japonês foi em contra-ataque, sim, mas porque o Brasil jogou muito mais aberto, à frente, porque seu adversário precisava ganhar a qualquer custo e deixou que o time brasileiro desenvolvesse seu melhor futebol.

Contra Gana, é de se esperar a mesma equipe do início da Copa do Mundo, com seus 11 titulares. Mesmo que o time não tenha encaixado na oportunidade, hoje o condicionamento físico e o entrosamento são melhores. E mais: depois de ver os reservas atuando tão bem, os titulares sabem que precisarão jogar muita bola para manter seu lugar no time.

Escrito por Fabricio K às 10h35
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Melhores e piores, parte 2

OS 5 MELHORES JOGOS DA FASE DE GRUPOS

Itália 1 x 1 Estados Unidos
Grupo E, 17 de junho

Suécia 2 x 2 Inglaterra
Grupo B, 20 de junho

Portugal 2 x 1 México
Grupo D, 21 de junho

Costa do Marfim 3 x 2 Sérvia e Montenegro
Grupo C, 21 de junho

Japão 1 x 4 Brasil
Grupo F, 22 de junho

Escrito por Fabricio K às 09h47
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A Libertadores é aqui



Foi uma vitória ao estilo Felipão. Portugal pode não ter craques. Pode não ser a melhor equipe da competição. Mas, certamente, é um time que tem alma. Nos anos de comando da seleção portuguesa, o técnico brasileiro comprou briga com a imprensa, barrou algumas estrelas decadentes, mas conseguiu. O vice-campeonato da Euro2004 foi frustrante, mas nunca o país se viu tão envolvido com sua seleção. E ontem o que se viu em campo foi o reflexo de toda essa união.

Porque a Holanda, para muitos, era favorita. Um time jovem, sim, mas com grandes talentos, como Van Persie e Arjen Robben, um dos melhores jogadores da competição. Só que os portugueses não entraram em campo para disputar mais uma partida, e, sim, para vencerem mais uma batalha. E o jogo que ficou marcado como o mais violento da história das copas do mundo foi decidido, ironicamente, em uma bela jogada coletiva: Deco lançou Pauleta, que ajeitou para Maniche, que dominou, livrou-se da marcação e bateu no alto, indefensável para Van Der Saar.

Antes do Mundial, Felipão proferiu que Portugal chegaria às Quartas-de-Final. Chegou. E agora enfrenta a Inglaterra de Sven-Goran Ericksson. Em 1966, os ingleses venceram e partiram para a conquista de seu único título. Em 2002, a vitória foi dos portugueses, na campanha que levou a seleção ao vice-campeonato da Eurocopa. O que acontecerá no próximo sábado ninguém pode prever. Mas é certo que se verá em campo uma equipe portuguesa extremamente competitiva.

Bem ao estilo Felipão.


Oitavas-de-Final
PORTUGAL 1 X 0 HOLANDA
Frankenstadion, Nuremberg

Escrito por Fabricio K às 23h40
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O dono da bola. Parada



Em 1998, Beckham viveu o inferno na seleção inglesa. Argentina e Inglaterra enfrentavam-se nas Oitavas-de-Final da Copa do Mundo, e o inglês foi expulso após revidar a agressão sofrida pelo meio-campo argentino Simeone. A partida acabou empatada, os ingleses foram derrotados na disputa de pênaltis e Beckham, então um jovem talento de 23 anos, foi execrado publicamente.

A redenção veio em 2002. Em novo confronto entre as duas seleções, o então capitão do English Team parte para a cobrança de uma penalidade máxima, que certamente decidirá o jogo. A cobrança, se não é perfeita, é eficiente. E a vitória por 1 a 0 eleva o jogador a heroí nacional quatro anos depois.

Mais quatro anos se passam, e chegamos ao Mundial da Alemanha. Inglaterra e Equador disputam uma das vagas nas Quartas-de-Final, em um jogo muito disputado. Rooney sofre falta na entrada da área a responsabilidade recai, como sempre, em seu capitão. Ele a assume, e os ingleses vencem, por 1 a 0. O suficiente para conquistar a classificação.

Decidida, mais uma vez, pelos pés de David Beckham.


Oitavas-de-Final
INGLATERRA 1 X 0 EQUADOR
Gottlieb-Daimler-Stadion, Stuttgart

Escrito por Fabricio K às 23h17
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Terceiro round

Itália x Austrália

O primeiro jogo da Itália impressionou. Diferente de outros anos, a vitória contra Gana mostrou uma equipe leve e de vocação ofensiva, com Pirlo e Totti na meia e Gilardino e Luca Toni na frente. Ainda assim, a Azzurra mostrou a tradicional segurança na defesa, e confirmou a primeira colocação do Grupo E com mais uma vitória na última rodada, dessa vez sobre a República Tcheca.

A Austrália, por sua vez, garantiu a segunda colocação, no grupo do Brasil, com uma vitória sobre o Japão, nos últimos minutos de jogo. O empate com a Croácia, na última rodada, apenas sacramentou a vaga da equipe do holandês Guus Hiddink, que mais uma vez se coloca no caminho dos italianos – assim como em 2002.

Meu placar: 1 a 0 para a Itália.


RAIO-X DAS EQUIPES

Itália
1º Grupo E
2 vitórias / 1 empate
5 GF / 1 GC / saldo 4
7 pontos

Craque do time
Francesco Totti

Destaque na Copa
Andrea Pirlo


Austrália
2º Grupo F
1 vitória / 1 empate / 1 derrota
5 GF / 5 GC / saldo zero
4 pontos

Craque do time
Harry Kewell

Destaque na Copa
Tim Cahill



Suíça x Ucrânia

O Grupo G talvez fosse o mais imprevisível de todos. A maior expectativa, certamente, recaía sobre a equipe francesa, de Zidane e cia., mas quem surpreendeu foi a Suíça. A equipe não só eliminou a Coréia do Sul, semifinalista da Copa de 2002, como conquistou o primeiro lugar do grupo com duas vitórias e um empate com Les Bleus. A Suíça conta com o fato de ainda não ter levado gols para surpreender também nas Oitavas-de-Final, mesmo que na última partida tenha perdido seu principal jogador de defesa, o zagueiro Senderos.

Já a Ucrânia teve um começo decepcionante: a derrota de 4 a 0 para os espanhóis fez com que muitos duvidassem da capacidade da equipe, e nem mesmo a vitória sobre os árabes, pelo mesmo placar, aumento o crédito do time ucraniano. Somente a presença do artilheiro Schevchenko permite que se tenha maiores expectativas em relação à equipe.

Meu placar: 2 a 1 para a Ucrânia.


RAIO-X DAS EQUIPES

Suíça
1º Grupo G
2 vitórias / 1 empate
4 GF / 0 GC / saldo 4
7 pontos

Craque do time
Alexander Frei

Destaque na Copa
Philippe Senderos

Escrito por Fabricio K às 11h28
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Um tango de 120 minutos



O empate contra a Holanda, na última partida da fase de grupos, já havia sido um aviso. Mesmo que jogasse com alguns reservas, a Argentina, com Messi e Tevez, não conseguiu sair de um empate sem gols. Garantiu o primeiro lugar do Grupo C, mas ficou longe da exibição contra a Sérvia e Montenegro, que encantou a todos.

Pois contra o México, em jogo pelas Oitavas-de-Final, o sofrimento começou cedo. Nem bem as equipes se assentaram em campo quando Rafa Marquez, de carrinho, abriu o placar. Com aplicadíssima marcação e alta velocidade nos contra-ataques, os mexicanos surpreenderam os argentinos e mostraram que, se os hermanos quisessem seguir adiante, teriam que brigar pela vaga. E muito.

Mas veio um escanteio, e, na cobrança de Riquelme, Borguetti foi pressionado por Crespo e acabou cabeceando contra a própria meta. Era o gol de empate. Em nove minutos de jogo, Argentina e México haviam feito tanto quanto fariam no restante do tempo regulamentar. E logo na segunda partida de Oitavas-de-Final a decisão da vaga seguiu para a prorrogação.

No ano passado, na última Copa das Confederações, foi preciso uma disputa de pênaltis para se definir um vitorioso. Mas os argentinos não pretendiam chegar a tanto, e ainda no primeiro tempo da prorrogação narcaram o gol da vitória: Sorín atravessou a bola de um lado ao outro de campo para Maxi Rodriguez matar no peito e, sem deixar a bola cair, mandar um belo chute no ângulo direito do gol defendido por Sanchez, que nada pôde fazer. Um golaço. Certamente, o mais bonito do mundial.

E se o caminho da Argentina até o título estava difícil, com essa vitória acabou por ficar ainda mais: nas Quartas-de-Final, os argentinos enfrentam justamente a anfitriã Alemanha, repetindo as finais das copas de 1986 e 1990. A batalha está marcada para a próxima sexta, no Estádio Olímpico de Berlim.


Oitavas-de-Final
ARGENTINA 2 X 1 MÉXICO
Zentralstadion, Leipzig

Escrito por Fabricio K às 23h49
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Como um Panzer



Antes de iniciar a Copa do Mundo, a desconfiança pairava sobre a seleção alemã. Havia quem duvidadasse da competência de Jurgen Klinsmann. Ou reclamasse de o técnico insistir em morar na California, longe de seus comandados. Mas veio a estréia no Mundial, e a Alemanha não apenas venceu como goleou a Costa Rica, abrindo a competição de forma exemplar. Mais uma vitória sobre a Polônia, e o povo alemão começou a acreditar que talvez fosse possível. Mas ainda havia dúvidas, uns e outros achavam que a equipe pudesse ruir frente ao bom time equatoriano. A resposta, em campo, foi definitiva. E a torcida, enfim, se entregou de corpo e alma.

Contra a Suécia, na partida que abriu as Oitavas-de-Final, a seleção alemã foi arrasadora. Tal e qual um tanque, a Alemanha passou por cima do adversário e, em 12 minutos, já havia decidido a partida.

O primeiro gol saiu logo no início. Klose recebeu na área e livrou-se da marcação. O goleiro saiu rápido e evitou o gol no primeiro lance, mas não na sequência: Podolski pegou o rebote e bateu de primeira para abrir o placar. E foi também do jovem atacante, nascido polonês, o segundo gol: Klose recebeu na área, partiu em direção ao gol e, quando a zaga sueca saiu em sua marcação, fez o passe para Podolski, livre, deslocar o goleiro e marcar seu segundo gol na partida.

Depois de ver o zagueiro Lucic expulso, poucos minutos depois da volta para o segundo tempo a Suécia teve, em um pênalti, a oportunidade de reagir. E, talvez, mudar a história da partida. Mas a cobrança de Larsson saiu longe do gol, levando consigo as esperanças dos suecos. Herói da partida, o goleiro Isaksson ainda impediu que a derrota virasse vexame, e a Suécia encerrou sua participação no Mundial sabendo que pode ter sido eliminada pelo provável campeão.

Com um início de partida exemplar, a Alemanha garantiu seu lugar nas Quartas-de-Final e ruma, determinada, ao tetracampeonato mundial. No seu caminho, surge a Argentina, louvada pelo futebol apresentado na primeira fase, mas desgastada por 120 minutos de sofrimento contra os mexicanos. O jogo mais aguardado deste Mundial acontece na próxima sexta-feira.


Oitavas-de-Final
ALEMANHA 2 X 0 SUÉCIA
Allianz Arena, Munique

Escrito por Fabricio K às 23h08
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Melhores e piores, parte 1

OS 5 PIORES JOGOS DA FASE DE GRUPOS

Inglaterra 1 x 0 Paraguai
Grupo B, 10 de junho

França 0 x 0 Suíça
Grupo G, 13 de junho

Japão 0 x 0 Croácia
Grupo F, 18 de junho

Holanda 0 x 0 Argentina
Grupo C, 21 de junho

Ucrânia 1 x 0 Tunísia
Grupo H, 23 de junho

Escrito por Fabricio K às 22h37
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Segundo round

Inglaterra x Equador

A Inglaterra chegou à Copa do Mundo como uma das favoritas ao título, com uma geraçåo de jogadores aclamada como a melhor desde a campeã mundial de 1966. Primeiros colocados do Grupo B, os ingleses terão que enfrentar o Equador com um grande desfalque: Michael Owen sofreu uma lesão grave e está fora do Mundial. Em compensação, Wayne Rooney está completamente recuperado da lesão que o tirou da partida de estréia.

Do lado equatoriano, a grande expectativa é em cima dos dois atacantes, Carlos Tenório e Agustín Delgado. Mas o grande maestro da equipe é a revelação Edison Méndez, da LDU. A zebra do Mundial chega às oitavas-de-final disposta a fazer história.

Meu placar: 2 a 1 para a Inglaterra.


RAIO-X DAS EQUIPES

Inglaterra
1º Grupo B
2 vitórias / 1 empate
5 GF / 2 GC / saldo 3
7 pontos

Craque do time
David Beckham

Destaque na Copa
Joe Cole


Equador
2º Grupo A
2 vitórias / 1 derrota
5 GF / 3 GC / saldo 2
6 pontos

Craque do time
Agustín Delgado

Destaque na Copa
Edison Méndez



Portugal x Holanda

Portugal e Holanda repetem, nesta Copa do Mundo, a semifinal da Euro2004. Naquela oportunidade, o time de Felipão venceu por 2 a 1 e conquistou sua vaga na finalíssima, em um dos melhores jogos da competição.

O mesmo deve se repetir neste confronto: os holandeses vêm com um time renovado, bem diferente daquele de quatro anos atrás. Mas a estrela continua a mesma: Anjen Robben, atacante do Chelsea, da Inglaterra. Já os portugueses entram em campo com um time muito bem arrumado, sem grandes estrelas mas com um grande conjunto – como de costume, nas equipes do treinador brasileiro. O luso-brasileiro Deco, que decidiu a partida contra o México, está recuperado e tem seu lugar na equipe confirmado.

Meu placar: 3 a 2 para Portugal.


RAIO-X DAS EQUIPES

Portugal
1º Grupo D
3 vitórias
5 GF / 1 GC / saldo 4
9 pontos

Craque do time
Luís Figo

Destaque na Copa
Cristiano Ronaldo


Holanda
2º Grupo C
2 vitórias / 1 empate
3 GF / 1 GC / saldo 2
7 pontos

Craque do time
Arjen Robben

Destaque na Copa
Arjen Robben

Escrito por Fabricio K às 12h11
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Primeiro round

Alemanha x Suécia

As oitavas-de-final da Copa do Mundo começam com a disputa entre a afitriã, a Alemanha, e a Suécia. Depois de ficar o primeiro jogo de fora, Michael Ballack assumiu seu lugar no meio-campo alemão e levou sua equipe à primeira colocação do Grupo A, com três vitórias. Por sua vez, Ibrahimovic, o grande craque sueco, ainda se recupera de uma lesão e não conseguiu apresentar o futebol que o consagrou na Juventus, da Itália. Zlatan, inclusive, deve começar a partida no banco de reservas.

Meu placar: 2 a 1 para a Alemanha.


RAIO-X DAS EQUIPES

Alemanha
1º Grupo A
3 vitórias
8 GF / 2 GC / saldo 6
9 pontos

Craque do time
Michael Ballack

Destaque na Copa
Miroslav Klose


Suécia
2º Grupo B
1 vitória / 2 empates
3 GF / 2 GC / saldo 1
5 pontos

Craque do time
Zlatan Ibrahimovich

Destaque na Copa
Kim Kallstrom



Argentina x México

O segundo jogo do dia coloca, frente a frente, dois cabeças-de-chave: a Argentina, comandada por Riquelme, parece ter superado o trauma da precipitada eliminação em 2002. A vitória de 6 a 0 sobre os sérvios-e-montenegrinos, na segunda partida, encantou a todos e mostrou que os hermanos chegam neste Mundial para buscar o título. O México, por outro lado, decepcionou em um grupo que tinha Irã e Angola e chega para esta decisão com o moral em baixa.

Meu placar: 3 a 0 para a Argentina.


RAIO-X DAS EQUIPES

Argentina
1º Grupo C
2 vitórias / 1 empate
8 GF / 1 GC / saldo 7
7 pontos

Craque do time
Juan Román Riquelme

Destaque na Copa
Maxi Rodriguez


México
2º Grupo D
1 vitória / 1 empate / 1 derrota
4 GF / 3 GC / saldo 1
4 pontos

Craque do time
Rafa Marquez

Destaque na Copa
Omar Bravo

Escrito por Fabricio K às 11h16
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Oitavas-de-final

Depois de 15 dias de disputa, de 48 jogos realizados, a Copa do Mundo chega às suas fases de mata-mata. Ou, simplesmente, mata, já que são confrontos de apenas uma partida. De 32 seleções, metade se vai; as restantes brigam pela glória do futebol mundial:


Jogo 49
Alemanha x Suécia
Allianz Arena, Munique

Jogo 50
Argentina x México
Zentralstadion, Leipzig

Jogo 51
Inglaterra x Equador
Gottlieb-Daimler-Stadion, Stuttgart

Jogo 52
Portugal x Holanda
Frankenstadion, Nuremberg

Jogo 53
Itália x Austrália
Fritz-Walter-Stadion, Kaiserslautern

Jogo 54
Suíça x Ucrânia
World Cup Stadion, Colônia

Jogo 55
Brasil x Gana
Westfalenstadion, Dortmund

Jogo 56
Espanha x França
Niedersachsenstadion, Hannover



Na sequência, a disputa segue:


Quartas-de-final

Jogo 57 – Venc. Jogo 49 x Venc. Jogo 50
Jogo 58 – Venc. Jogo 53 x Venc. Jogo 54
Jogo 59 – Venc. Jogo 51 x Venc. Jogo 52
Jogo 60 – Venc. Jogo 55 x Venc. Jogo 56


Semifinais

Jogo 61 – Venc. Jogo 57 x Venc. Jogo 58
Jogo 62 – Venc. Jogo 59 x Venc. Jogo 60


Final

Venc. Jogo 61 x Venc. Jogo 62

Escrito por Fabricio K às 11h14
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Os melhores, parte 3

Seleção da terceira rodada:

GOLEIRO
Kawagushi // Japão

LATERAIS
Sagnol // França
Boka // Costa do Marfim

ZAGUEIROS
Bosacki // Polônia
Juan // Brasil

MEIO-CAMPISTAS
Joe Cole // Inglaterra
Ballack // Alemanha
Mendéz // Equador
Nedved // República Tcheca

ATACANTES
Robinho // Brasil
Ronaldo // Brasil

Escrito por Fabricio K às 00h25
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Destaque do dia



Quando houve o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, e a cabeça-de-chave França viu-se com a companhia de Suíça, Coréia do Sul e Togo, era óbvio imaginar que os franceses venceriam o grupo. E com certa facilidade. Mas o que se viu foi diferente. Les Bleus penaram e confirmaram sua classificação às oitavas-de-final somente na última partida.

E a Suíça, que em dois jogos com os franceses, pelas eliminatórias, não foi derrotada, manteve o retrospecto no Mundial e, com duas vitórias nas outras duas partidas, conquistou o primeiro lugar do Grupo G.

Escrito por Fabricio K às 00h16
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Enfim, os 16 melhores

No último dia da fase de classificação da Copa do Mundo, difícil foi acompanhar os jogos. Com times reservas ou simplesmente ruins, as oito equipes que entraram em campo nesta sexta-feira ficaram devendo o mais importante: bom futebol.


GRUPO G

Arábia Saudita 0 x 1 Espanha

Classificados e com o primeiro lugar do Grupo G garantido, os espanhóis entraram em campo para enfrentar a Arábia Saudita com um time completamente reserva: todos os titulares importantes foram poupados pelo técnico Luís Aragonés. Desinteressada, a Espanha venceu pelo placar mínimo, e tem a melhor campanha da primeira fase.

Nas oitavas-de-final, a equipe enfrenta a França, segundo colocado do Grupo H, e a marra de Thierry Henry e amigos. Será um verdadeiro baile de máscaras.


Ucrânia 1 x 0 Tunísia

A goleada para a Espanha, na primeira partida, não foi por acaso. O time da Ucrânia tem apresentado muito pouco neste Mundial, e mais uma vez dependeu de um lampejo do artilheiro Schevchenko para passar pelos tunisianos. E pelo placar mínimo. Eliminada, a Tunísia foi esforçada, mas falta-lhe qualidade técnica para aspirar a algo mais.

Confirmada a segunda colocação do grupo, a Ucrânia enfrenta, nas oitavas-de-final, o primeiro colocado do Grupo H: a Suíça.


GRUPO H

Togo 0 x 2 França

Uma vitória por dois gols de diferença. Era o único resultado que interessava à França, para não depender do resultado da partida entre coreanos e suíços. Sem Zidane, suspenso, Les Bleus abusaram de perder gols na primeira etapa. Somente no segundo tempo, com um gol de Vieira, os franceses respiraram aliviados. E quando Henry fez o segundo, a festa foi completa. Togo, por sua vez, parecia estar em campo pelo simples prazer de jogar futebol, e quase não apresentou dificuldades a seu adversário.

Apesar da festa, a classificação em segundo lugar no grupo coloca os franceses em uma difícil disputa nas oitavas-de-final, quando enfrentarão o campeão do Grupo G: a Espanha.


Suíça 2 x 0 Coréia do Sul

Se os franceses não vencessem sua partida, um empate classificaria suíços e coreanos. Mas a Suíça não quis apostar em outras possibilidades, e partiu para a vitória sobre a Coréia do Sul. Com um futebol muito competitivo, os suíços definiram o placar aos 32min do segundo tempo e garantiram o primeiro lugar do Grupo H. E os coreanos, que apresentaram um futebol bem inferior ao do Mundial de 2002, voltam mais cedo para casa, para a tristeza de sua grande torcida, que compareceu em massa aos estádios.

Nas oitavas-de-final, a Suíça enfrenta a Ucrânia, segundo do Grupo G.

Escrito por Fabricio K às 00h15
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Somos galáticos



(clique na imagem para vê-la maior)

Escrito por Fabricio K às 23h07
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R9



Ronaldo, ladies and gentleman!

Escrito por Fabricio K às 23h06
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O Gordo e o Magro



Direto do Blog do Juca.

Escrito por Fabricio K às 23h02
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Não tá gordo quem goleia



Duas partidas de pouco futebol foram o suficiente para que clamassem por mudanças na Seleção Brasileira. Robinho e Juninho eram os mais cotados, e houve quem pedisse a saída do Ronaldo da equipe. Mas Carlos Alberto Parreira foi além. E, contra o Japão, escalou uma equipe com cinco novidades.

Nem o maior crítico do técnico brasileiro adivinharia: de uma só vez, saíram Adriano, Zé Roberto, Emerson, Cafu e Roberto Carlos. Entraram Robinho, Juninho, Gilberto Silva, Cicinho e Gilberto. E o Brasil, por conta dessas alterações, foi diferente. Bem diferente.

Com uma formação mais ofensiva, os alas se soltaram e o Brasil partiu para cima dos japoneses. Ronaldinho jogava mais próximo do ataque, Juninho ditava o ritmo no meio-campo. Mas quem mostrou evidente crescimento foi Ronaldo. Com a companhia de Robinho e a aproximação de Ronaldinho, o Fenômeno teve uma atuação de gala.

Logo a 7min, Ronaldo recebeu de Ronaldinho, se livrou da marcação e bateu de esquerda. Kawagushi, que seria um dos destaques deste início de partida, fez ótima defesa. Aos 20min, outro passe do Gaúcho para o camisa 9, que bate colocado para mais uma grande defesa do goleiro japonês, que evita o gol com a ponta dos dedos.

Dois minutos depois, Ronaldo recebeu de costas para o gol e ajeitou para Juninho soltar a bomba, da entrada da área. Kawagushi se esticou o quanto pode, e fez uma defesa extraordinária, uma das maiores da Copa do Mundo até então.

O gol brasileiro era iminente. Mas foi o Japão, em um contra-ataque mortal, que abriu o placar. Alex Santos avançou pela esquerda e lançou Tamada, às costas de Lúcio e Cicinho. O atacante dominou e soltou a bomba, no ângulo, indefensável para Dida.

E quando o time de Zico achou que iria para o intervalo à frente do placar, brilhou a estrela do camisa 9 brasileiro: Ronaldinho lançou Cicinho que, de cabeça, aparou para Ronaldo, também de cabeça, mandar para o fundo das redes e fazer seu primeiro gol no Mundial.

O gol aliviou o time brasileiro. Se no primeiro tempo foi vacilante, no segundo a equipe deslanchou. E, logo no primeiro lance, os dois Ronaldos protagonizaram o lance mais bonito da partida: Ronaldinho avançou pelo meio, lançou Ronaldo, recebeu na frente e devolveu de calcanhar. O Fenômeno bateu de primeira, no canto, mas a bola saiu à esquerda do gol.




Na sequência, o Brasil virou. Juninho arriscou da intermediária e o chute saiu com tamanha potência, tamanho efeito, que tirou qualquer possibilidade de defesa de Kawagushi: 2 a 1.

Evidentemente superior em campo, não demorou para o time brasileiro fazer o terceiro: Ronaldinho viu Gilberto avançar pela esquerda, livre de marcação, e lançou em profundidade. O lateral dominou, entrou na área e bateu rasteiro, no canto esquerdo, fora do alcance do goleiro.

A nova formação resultara em um time mais leve, com muitas alternativas. Nos minutos seguintes, Robinho e Juninho obrigaram Kawagushi a belas defesas, em chutes de longa distância. E quando a partida se encaminhava para o seu final, o Fenômeno fez mais um: Juan avançou pelo meio e tabelou com Ronaldo, que girou sobre a marcação e bateu colocado, tirando do goleiro.

No dia em que Ronaldo despertou, a Seleção Brasileira fez sua melhor partida na Copa do Mundo, e encantou a todos. Para fechar a exibição de luxo, o Fenômeno ainda entrou para a história: com os dois gols, superou Pelé e igualou-se ao alemão Gerd Müller, com 14 gols em mundias.

Ronaldo está de volta. Gana que se prepare.


Copa do Mundo 2006
Japão 1 x 4 Brasil
Westfalenstadion, Dortmund


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P.S.: o ótimo título deste post é de Igor Becker.

Escrito por Fabricio K às 13h37
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Os 11 de Parreira

DEFESA

Dida
Não foi exigido. Sem chances no gol.
Nota 6

Cicinho
Muito bem no ataque, muito mal na defesa.
Belo passe de cabeça para o primeiro gol, de Ronaldo.
Nota 7

Lúcio
Prejudicado pelos avanços de Cicinho. Ficou no mano-a-mano.
Não estava na sua posição na hora do gol.
Nota 6

Juan
Passou desapercebido.
Nota 7

Gilberto
No primeiro tempo, ficou mais na marcação, para evitar ataques
às suas costas. No segundo, deslanchou e até fez um belo gol.
Nota 7


MEIO-CAMPO

Gilberto Silva
Mal na cobertura, pelo lado direito de defesa. Bem, no combate.
Nota 6

Juninho
Um dos melhores em campo. Comandou as ações no setor.
Fez um golaço em um dos muitos chutes de longa distância.
Nota 8

Kaká
Mais recuado, não repetiu as boas partidas anteriores.
Sumiu, com a entrada de Juninho.
Nota 5

Ronaldinho
Cresceu com a entrada de Robinho. Mais adiantado, fez sua
melhor partida no Mundial, jogando mais próximo dos dois
atacantes, Participou de dois dos quatro gols do Brasil.
Nota 8


ATAQUE



Ronaldo
Nos dois primeiros lances, obrigou o goleiro a grandes defesas.
No terceiro, fez o gol. E de cabeça. Como pivô, fez sua melhor
exibição, ajeitando a bola para o gol de Juninho e fazendo mais
um para fechar o placar. Mesmo sem estar 100%, Ronaldo é
espetacular. Melhora a olhos vistos.
Nota 8

Robinho
Como esperado, entrou para jogar ao lado de Ronaldo e mudou
a forma de jogar do ataque. Com muita mobilidade, abriu espaço
para os avanços de Ronaldinho e Juninho. Deve seguir titular.
Nota 8

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Zé Roberto
Ricardinho
Rogério Ceni

SEM NOTA


Escrito por Fabricio K às 13h20
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Destaque do dia



Ronaldo chegou ao Mundial da Alemanha com dois objetivos. O principal, evidentemente, é a conquista do Hexa. Mas o Fenômeno, também, quer se tornar o maior artilheiro da história das copas do mundo. E deu um grande passo para tanto na partida contra o Japão: em grande atuação, Ronaldo marcou duas vezes e igualou-se a Gerd Müller, com 14 gols em mundiais.

Mostrando estar em franca recuperação, o Fenômeno tem totais condições de, na sequência das partidas, não só superar a marca do alemão como estabelecer um recorde histórico. A marca já é superior à do Rei Pelé.

Escrito por Fabricio K às 03h54
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Emoção do início ao fim

GRUPO E

República Tcheca 0 x 2 Itália

Foi um grande jogo. A partida que decidiu a primeira colocação do Grupo E teve 45 minutos iniciais de tirar o fôlego. Com Pavel Nedved em dia inspirado, a República Tcheca iniciou pressionando a Itália, que se defendia como podia com Gattuso e Camoranesi à frente dos zagueiros. Quando Nesta, tido como o melhor defensor do mundo, lesionou-se e deixou o gramado, os italianos temeram pelo pior. Mas justamente Materazzi, seu substituto, abriu caminho para a vitória com um belo gol, de cabeça.

Com um homem a menos em campo, expulso, os tchecos só conseguiram esboçar reação na metade do segundo tempo. Mas Filippo Inzaghi fez mais um, já no final da partida, e confirmou a liderança do grupo para os italianos. Agora, a Azzurra tem pela frente uma disputa com a Austrália, pelas oitavas-de-final. E os tchecos, que encantaram a todos na partida de estréia, estão eliminados da Copa do Mundo.


Gana 2 x 1 Estados Unidos

Gana escreveu seu nome na história dos mundiais ao vencer os Estados Unidos e conquistar a segunda colocação do Grupo E: foi a primeira vez que uma equipe africana classificou-se para as oitavas-de-final de uma Copa do Mundo em sua primeira participação. E isso foi conquistado com um belo futebol, o melhor apresentado pelas equipes do continente, certamente. As Estrelas Negras venceram os americanos e agora serão adversários do Brasil na próxima fase.

E os Estados Unidos, que chegaram à Alemanha para ser uma das oito melhores equipes da competição, terão que adiar seu objetivo por mais quatro anos. Se servir de consolo, vale lembrar que o gol de empate, de Clint Dempsey, foi o 100º deste Mundial.


GRUPO F

Japão 1 x 4 Brasil

Uns pediam mudanças no ataque. Outros, no meio-campo. Pois Carlos Alberto Parreira surpreendeu e promoveu alterações em todos os setores da equipe, e o Brasil entrou em campo, para enfrentar o Japão, de forma completamente diferente. Assim, a equipe fez sua melhor atuação na Copa do Mundo e confirmou a primeira colocação do Grupo F. Os japoneses até que tentaram; saíram na frente no marcador, inclusive. Mas as mexidas no time brasileiro resultaram em uma grande atuação de Ronaldo que, mesmo sem estar 100%, conduziu a equipe à vitória.

Na sequência da competição, o Brasil enfrenta Gana, segundo do Grupo E, pelas oitavas-de-final. E o Japão, que não conseguiu repetir a boa campanha de 2002, faz sua malas e volta mais cedo para casa.


Croácia 2 x 2 Austrália

Com a segunda vaga do grupo ainda em aberto, croatas e australianos fizeram um jogo disputadíssimo em Stuttgart. O empate servia para a Austrália, mas foi a Croácia quem abriu o marcador, logo a dois minutos de jogo, com Srna. Um pênalti cobrado por Moore, no final do primeiro tempo, voltou a dar alegria aos Socceroos, mas Niko Kovac fez o segundo contando com a falha do goleiro e tomou a vaga para os croatas mais uma vez.

Quando parecia que tudo estava decidido, Harry Kewell empatou novamente, dando números finais ao placar e colocando os australianos nas oitavas-de-final – quando enfrentarão a temida Itália, campeã do Grupo E. À Croácia, restou lamentar, mais do que o empate no final da partida, o pênalti perdido contra os japoneses – que, se resultasse em gol, os deixaria em vantagem na disputa da vaga.

Escrito por Fabricio K às 03h52
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15º dia

GRUPO G

Togo x França

Com duas derrotas em duas partidas, a seleção de Togo está eliminada do Mundial. Assim, a disputa pelas duas vagas do Grupo G nas oitavas-de-final fica entre as demais três equipes. E a França está entre elas. Mas, depois de dois empates e de apresentar um futebol abaixo da crítica, os franceses precisarão fazer gols e vencer para seguir adiante na competição – algo cada vez mais difícil para uma equipe extremamente dependente dos lampejos de Zinedine Zidane.

Meu placar: 3 a 0 para a França.


Suíça x Coréia do Sul

Um empate e uma vitória. Suíça e Coréia do Sul chegam à rodada decisiva com campanhas praticamente iguais. Os suíços levam uma pequena vantagem no saldo de gols, e podem se classificar para as oitavas-de-final com um empate. E caso a França não vença seu jogo, não apenas a Suíça como também a Coréia do Sul se classificam com um empate amigo.

Meu placar: 2 a 0 para a Suíça.


GRUPO H

Arábia Saudita x Espanha

A Arábia Saudita pode se dar por satisfeita após o empate com os tunisianos na última rodada. Apesar de ainda manterem um fio de esperança na classificação às oitavas-de-final, os sauditas têm muito pouco a esperar de um confronto com a Espanha, que venceu seus dois jogos e é a seleção mais cotada para ficar com a primeira colocação do Grupo H.

Meu placar: 3 a 0 para a Espanha.


Ucrânia x Tunísia

Depois de perder para os espanhóis na primeira rodada, a Ucrânia se recuperou e venceu os sauditas, em uma partida em que Schevchenko fez o seu primeiro gol na Copa do Mundo. Contra a Tunísia, na rodada final da primeira fase, é de se esperar que os ucranianos repitam o bom futebol e, comandados pelo artilheiro, confirmem a classificação às oitavas-de-final.

Meu placar: 2 a 0 para a Ucrânia.

Escrito por Fabricio K às 01h19
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Destaque do dia



Eis Luis Felipe Scolari.
Mas pode chamá-lo de Senhor Copa do Mundo.

Com mais uma vitória no comando da seleção portuguesa, Felipão tornou-se o técnico com o maior número de triunfos consecutivos em um Mundial. Somando as três partidas deste ano com as sete de 2002, quando comandou a Seleção Brasileira, Felipão chegou à sua 10ª vitória seguida. Algo que, até então, nenhum outro treinador havia conseguido.

Escrito por Fabricio K às 22h04
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No embalo de Felipão

GRUPO D

Portugal 2 x 1 México

Já classificado para as oitavas-de-final da Copa do Mundo, Portugal entrou em campo para enfrentar os mexicanos buscando a primeira colocação do Grupo D. E o time de Felipão começou arrasador: logo a seis minutos de jogo, o volante Maniche surpreendeu a marcação ardversária e abriu o placar. Simão fez o segundo, de pênalti, e Fonseca diminuiu na sequência. Mas foi o máximo que o México conseguiu.

Com uma vitória, um empate e uma derrota na fase de classificação, os mexicanos ficaram com a segunda colocação do grupo e, nas oitavas-de-final, enfrentam o primeiro do Grupo C: a Argentina. Os portugueses, campeões do grupo, enfrentam o segundo: a Holanda.


Irã 1 x 1 Angola

Durante 15 minutos, Angola sonhou com a possibilidade de estar nas oitavas-definal. Flávio fez o primeiro gol angolano em copas do mundo, mas Baktirarizadeh empatou e deu números finais ao placar. O empate deixou o Irã na última colocação do Grupo D, e os Palancas Negras comemoraram como um título o terceiro lugar da chave, algo impensável para um país que muito sofreu após anos de guerra civil.


GRUPO C

Holanda 0 x 0 Argentina

Era pra ser um dos melhores jogos da Copa do Mundo. Foi um dos mais sonolentos. Com times repletos de reservas, Argentina e Holanda fizeram uma partida bastante disputada, mas sem grandes emoções. O decepcionante empate em 0 a 0 foi reflexo da pouca produção ofensiva de ambas equipes, que sentiram a falta de seus principais jogadores.

Terminando como tudo começou, os argentinos confirmaram o primeiro lugar do Grupo C, e enfrentam, na sequência, o México. Já os holandeses se deparam com o campeão do Grupo D: Portugal.


Costa do Marfim 3 x 2 Sérvia e Montenegro

Parecia que Sérvia e Montanegro se recuperaria do vexame contra os argentinos. Com dois gols em dez minutos, a equipe começou a partida em alta rotação e parecia destinada a vencer justamente na sua despedida do Mundial. Mas, do outro lado, havia uma Costa do Marfim muito bem disposta. E, com dois gols de Dindane, os marfinenses viraram o placar e encerraram sua participação na Copa do Mundo com alto estilo.

Aos sérvios e montenegrinos, sobrou a provável pior colocação entre as 32 seleções que disputam a competição.

Escrito por Fabricio K às 21h53
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14º dia

No verdadeiro Grupo da Morte, nada está definido: Itália, República Tcheca, Gana e Estados Unidos têm chance de classificação às oitavas-de-final. No Grupo F, o do Brasil, a expectativa é pela confirmação da primeira colocação pelos brasileiros.


GRUPO E

República Tcheca x Itália

Depois de uma bela vitória sobre os americanos, que encheu os olhos de seus admiradores, a República Tcheca foi surpreendida e agora pode ser até eliminada se não vencer os italianos. A Itália, por sua vez, segue em direção à primeira colocação do Grupo E, depois de vencer os africanos e empatar com os Estados Unidos em um jogo que ficou marcado pela violência.

Meu placar: 3 a 2 para a República Tcheca.


Gana x Estados Unidos

De praticamente eliminado a candidatíssimo à segunda colocação do grupo. Gana deu trabalho aos italianos, foi prejudicada pela arbitragem, mas se recuperou frente à República Tcheca e agora, contra os americanos, joga para garantir sua vaga nas oitavas-de-final. Já os Estados Unidos precisam desesperadamente de uma vitória se pretendem seguir adiante na Copa do Mundo.

Meu placar: um empate em 1 a 1.


GRUPO F

Brasil x Japão

Muito criticado, o Brasil conquistou sua classificação para as oitavas-de-final com duas vitórias, mas sem mostrar um futebol condizente com as estrelas que tem no time. Contra os japoneses, o desafio do time de Carlos Alberto Parreira é conquistar a primeira colocação do Grupo F, que evitaria um provável confronto com os italianos. O Japão, por outro lado, quase pôs tudo a perder nos minutos finais da partida contra a Austrália e agora precisa de uma vitória justamente contra um dos favoritos ao título para manter as esperanças de seguir na Copa do Mundo.

Meu placar: 3 a 1 para o Brasil.


Croácia x Austrália

A vitória sobre o Japão por uma boa diferença de gols deixou a Austrália muito próxima das oitavas-de-final, em um grupo em que todas as demais equipes devem perder para o Brasil. Com um empate, o time de Guus Hiddink garante sua vaga. Para a Croácia, entretanto, que não passou de um empate contra os japoneses, somente a vitória interessa. Qualquer outro resultado significa a volta antecipada para casa.

Meu placar: um empate em 1 a 1.

Escrito por Fabricio K às 12h03
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Os melhores, parte 2

Seleção da segunda rodada:

GOLEIRO
Cech // República Tcheca

LATERAIS
Miguel // Portugal
Lahm // Alemanha

ZAGUEIROS
Nesta // Itália
Andrews // Trinidad e Tobago

MEIO-CAMPISTAS
Xabi Alonso // Espanha
Zé Roberto // Brasil
Maxi Rodrigues // Argentina
Mendéz // Equador

ATACANTES
Fernando Torres // Espanha
Saviola // Argentina

Escrito por Fabricio K às 19h20
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Destaque do dia



A Alemanha entrou em campo para enfrentar o Equador para conquistar a liderança do grupo. Logo a quatro minutos de jogo, Klose abriu o placar e o caminho para que os alemães conquistassem mais uma grande vitória e se firmasse como um dos candidatos ao título mundial. E ao fazer o terceiro gol da sua equipe, já no segundo tempo, Miroslav Klose assumiu a artilharia da competição, com quatro gols, e agora já soma nove em copas do mundo.

Faltam apenas três para se igualar a Ronaldo e a Pelé, e cinco para se igualar ao também alemão Gerd Müller, que fez 14 gols.

Escrito por Fabricio K às 19h00
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Os quatro primeiros

A bem da verdade, Alemanha, Equador e Inglaterra já estavam classificados para as oitavas-de-final da Copa do Mundo. E a Suécia já havia encaminhado a sua vaga após a vitória sobre os paraguaios. No dia em que o alemão Miroslav Klose assumiu a artilharia da competição, o gol mais bonito da rodada – e, provavelmente, de todo o Mundial até então – ficou por conta do inglês Joe Cole.


GRUPO A

Equador 0 x 3 Alemanha

Depois de duas boas vitórias, houve quem imaginasse que o Equador pudesse surpreender os anfitriões. Mas a Alemanha entrou em campo determinada e, com certa tranquilidade, venceu os equatorianos e ficou com a primeira colocação do Grupo A. Os sul-americanos, que precisavam apenas de um empate, assustaram logo no primeiro minuto de jogo; mas não foram páreo para o obstinado futebol alemão que, com o apoio irrestrito de sua torcida, segue firme em busca do tetracampeonato.

Nas oitavas-de-final, a Alemanha enfrenta a Suécia, segundo colocado do Grupo B. O Equador, por sua vez, enfrenta o primeiro: a Inglaterra.


Costa Rica 1 x 2 Polônia

Evitar a última colocação do grupo. Foi com esse ímpeto que a Polônia entrou em campo para enfrentar os conta-riquenhos na última rodada da fase de classificação. E conseguiu seu objetivo com dois gols do zagueiro Bosacki, um em cada tempo de jogo. A Costa Rica marcou primeiro, com Gomez, mas não evitou a virada do time polonês, que enfim desempenhou um bom futebol e despediu do Mundial com uma vitória.


GRUPO B

Suécia 2 x 2 Inglaterra

Um jogo sensacional. Assim foi o confronto entre suecos e ingleses, nesta terça-feira. A Inglaterra dominou o primeiro tempo e abriu o placar com um gol extraordinário de Joe Cole – certamente, o mais bonito da Copa do Mundo até então. Mas a Suécia se recuperou e Allback fez o gol de nº 2.000 em mundiais para empatar, na volta para o segundo tempo. Gerrard saiu do banco de reservas para salvar um gol em cima da linha e marcar o segundo gol dos ingleses, logo depois, mas Larsson, nos momentos finais de partida, empatou novamente e deu números finais ao placar.

Primeira colocada do Grupo B, a Inglaterra enfrenta o Equador nas oitavas-de-final. Já a Suécia enfrenta a anfitriã Alemanha, que terminou a primeira fase na liderança do Grupo A.


Paraguai 2 x 0 Trinidad e Tobago

Bem que Trinidad e Tobago tentou, mas a esperança de chegar nas oitavas-de-final da Copa do Mundo ficou na esperança. O Paraguai, que vivia a despedida de um de seus maiores jogadores, o zagueiro Carlos Gamarra, jogou o futebol que ainda não havia jogado e fez os gols que ficara devendo nas rodadas anteriores. A boa vitória, na última rodada, deixa os paraguaios na terceira colocação do Grupo B.

Escrito por Fabricio K às 18h43
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Marias-chuteira, parte 2



A moça da foto é a Raica, atual namorada do Ronaldo Fenômeno.

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Escrito por Fabricio K às 03h35
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Conjecturas, II

Como no Barcelona

É impressão minha ou o Ronaldinho joga mais quando o Robinho entra no time? Não, não digo todo o time, estou falando especificamente do Gaúcho. É certo que na seleção o Ronaldinho joga menos que no Barcelona, em função da companhia – uma coisa é tu olhar para o lado e ver o Deco e o Giully; outra, bem diferente, é ver o Kaká e o Ronaldo – mas parece que ele se diminui, em função dos demais jogadores de renome que há no time.

Mas também é verdade que, no Barcelona, além de haver um esquema de jogo diferente – que o coloca como meia-atacante, livre para lançar, fazer gol ou o que estiver a fim – que o impõe como figura central, também é verdade que há o Eto'o, um atacante velocista. Nos bons tempos, o Ronaldo faria esse papel. Mas não hoje. E aí, o que o Ronaldinho vê quando olha parao ataque, em vez de um velocista (Eto'o) e de um atacante de flanco (Giully ou Messi) são dois tanques, Ronaldo e Adriano, jogadores caracteristicamente de área.

Por essas e outras pensei: querem que o Ronaldinho jogue no Barcelona? Comecem escalando o Robinho no ataque. E mais uma comparação: na seleção titular, não há o Deco. Ele está no banco e se chama Juninho Pernambucano.


O armador do Brasil

É bem como um colega meu falou: o melhor do Caderno de Esportes da Zero Hora é a coluna do Assis (Roberto, irmão do Ronaldo, vulgo Gaúcho), porque a gente tem um panorama melhor do que acontece no jogo – e do que acontece com o próprio Ronaldinho:


Terminado o jogo de ontem, o Ronaldo me ligou. Conversamos muito sobre um assunto que as pessoas precisam entender na hora de analisar o desempenho do meu irmão. Nesta Copa, o Parreira entregou a ele a tarefa de ser o articulador do time. O Ronaldo virou o armador do Brasil.

Claro que o lado plástico do futebol dele fica prejudicado nesta função mais recuada. Para o público resta a sensação de que está faltando o show, o espetáculo, as arrancadas fulminantes do Barcelona. Mas a Seleção Brasileira não é o Barcelona.

– O professor Parreira me pede para ditar o ritmo do meio-campo e valorizar a posse da bola. Quando aparecer o espaço para meter a bola nos atacantes, é comigo. É uma nova função, bem diferente da que eu executo na Espanha. Tô jogando bem de meio-campista mesmo, tendo que ajudar na marcação. Não posso ir à frente como no Barcelona – me explicou o Ronaldo.



É deveras interessante ler sobre o posicionamento do Ronaldinho. Porque o Parreira diz que ele tem total liberdade, como no Barcelona, para atuar no ataque. E se vê, pelo seu depoimento, que não é bem assim. Concordo que o Gaúcho ainda está devendo; mas nessa posição, de armador, há quem jogue mais. De novo: o cara está no banco, e louco pra entrar: Juninho Pernambucano.

Deveria-se tirar o Gaúcho pra colocar o Pernambucano? Claro que não. Mas ao dizer pro Ronaldinho jogar assim, Parreira está desperdiçando dois talentos. Dá pra ver que o time está prestes a ser mudado, só espero que dê tempo. E que as escolhas sejam acertadas – como foram em 94, já que se compara muito este time com aquele.


Gerenciador de talentos

Comentei sobre o Ronaldinho ser o armador do time. E aí me lembrei de que isso me incomoda demais no Parreira, e explico porquê: está todo mundo elogiando o Kaká e tudo mais, que ele está tomando a responsabilidade para si e tal (e que o Ronaldinho não), mas vejo muito da questão do posicionamento nisso.

Porque estamos jogando diferente do que eu imaginava: o volante mais centralizado é o Zé Roberto, e não o Emerson. Esse tem sido o marcador pela direita, cobrindo o Cafu e liberando o Kaká – que, assim, tem espaço pra voar em campo. Pela esquerda, a surpresa: o Ronaldinho é praticamente um terceiro volante. Ele está sempre atrás da linha da bola, ditando o ritmo de jogo e procurando espaço pra lançar. Por isso, também, o Roberto Carlos tem sido nulo no apoio: com quem ele vai jogar? Quem se apresenta? Do outro lado, o Cafu tem o Kaká e o Emerson. E na esquerda? Acho até que foi por isso que, mais para o fim do jogo contra a Austrália, o Kaká acabou ocupando aquele espaço.

Entendo que, entre muitos outros ótimos jogadores, os talentos tenham que se sacrificar. Mas este time brasileiro está muito bagunçado. Eu não via muita culpa do treinador no desempenho do time (pois não gosto de isentar jogador de responsabilidade); mas, depois de ontem, começo a achar que o gerenciador de talentos já está atrapalhando.

Escrito por Fabricio K às 03h29
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13º dia

GRUPO D

Portugal x México

Já classificado, Portugal entra em campo para disputar com o México a primeira colocação do Grupo D. Um empate serve ao time de Felipão, que deve escalar uma equipe mista, já pensando no confronto pelas oitavas-de-final. Os mexicanos, após o decepcionante empate com Angola na última partida, precisam de uma vitória para escaparem de um adversário mais qualificado na próxima fase, provavelmente a Argentina.

Meu placar: um empate em 3 a 3.


Irã x Angola

Depois dos maus resultados das partidas anteriores, iranianos e angolanos estão fora da disputa da Copa do Mundo. Angola, que conquistou seu primeiro ponto em mundiais – e a simpatia de tocedores do mundo todo – sonha, agora, com uma vitória. Que também é o objetivo do Irã, que perdeu seus dois primeiros jogos e não pretende voltar para casa como a pior equipe do grupo.

Meu placar: 2 a 0 para o Irã.


GRUPO C

Holanda x Argentina

A sonora goleada de 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro elevou a Argentina a um patamar acima de todas as outras 31 seleções que disputam o Mundial na Alemanha. Com Messi recuperado de contusão e Tevez pedindo um lugar entre os titulares, os argentinos passaram a ser considerados os grandes favoritos ao título. A Holanda, por sua vez, também conseguiu a classificação antecipadamente, e vê o jogo contra os argentinos como uma verdadeira prova de fogo para sua jovem equipe.

Meu placar: um empate em 2 a 2.


Costa do Marfim x Sérvia e Montenegro

Sem esboçar qualquer reação, sérvios e montenegrinos assistiram os argentinos aplicarem a maior goleada do Mundial até então, colocando uma dúvida sobre o comprometimento da equipe. Quem viu a derrota de Sérvia e Montenegro para a Argentina teve uma certeza: a equipe não parecia disposta a jogar futebol por um país que se separou às vésperas da competição. Por outro lado, a Costa do Marfim até que jogou bem e brigou pela vaga, mas o futebol dos adversários – e a arbitragem – os superaram. Resta à equipe de Didier Drogba se despedir com uma vitória, para melhorar o aproveitamento dos africanos nesta Copa do Mundo.

Meu placar: 2 a 1 para Sérvia e Montenegro.

Escrito por Fabricio K às 03h27
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Destaque do dia



A Ucrânia chegou à Alemanha louvada pela presença de Schevchenko, reconhecidamente um dos maiores jogadores do futebol mundial. Recuperando-se de uma lesão, o atacante não conseguiu impedir que sua seleção fosse goleada na partida de estréia deste Mundial. Contra a Arábia Saudita, entretanto, Schevchenko correu, lançou, armou e fez seu primeiro gol na Copa do Mundo, levando os ucranianos à sua primeira vitória e encaminhando um lugar nas oitavas-de-final.

Escrito por Fabricio K às 15h40
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Dia de recuperações



Togo 0 x 2 Suíça

O empate sem gols na primeira rodada fez com que se duvidasse do potencial da Suíça. Mas os suíços se recuperaram e, com bom futebol, venceram Togo e assumiram a liderança da Chave G – com o mesmo número de pontos que a Coréia do Sul, mas com vantagem no saldo de gols. Com quatro pontos em dois jogos, a Suíça encaminha sua classificação às oitavas-de-final. E os africanos, derrotados em seus dois jogos, estão eliminados do Mundial e farão a última partida somente para cumprir tabela.




Arábia Saudita 0 x 4 Ucrânia

No dia em que Andriy Schevchenko fez o seu primeiro gol na Copa do Mundo, a Ucrânia recuperou-se completamente da vexatória derrota para os espanhóis, na partida de estréia. Com uma bela atuação, os ucranianos venceram a Arábia Saudita e, mais ainda, zeraram o saldo de gols. Para os sauditas, que têm um ponto em dois jogos disputados, ainda há uma esperança de classificação. Que não deve resultar em nada, já que a próxima e última partida é, justamente, contra a Espanha, líder da Chave H.




Espanha 3 x 1 Tunísia

A Tunísia bem que tentou. Durante boa partida da partida contra os espanhóis, esteve à frente no placar e sonhou com a classificação às oitavas-de-final da Copa do Mundo. Mas a Espanha nunca desistiu da vitória, e com uma virada sensacional, assumiu a liderança do grupo. Com uma atuação brilhante do meia Fábregas, a Fúria venceu com gols de Raúl e Fernando Torres e conquistou sua classificação entre as 16 melhores equipes deste Mundial. Aos tunisianos, restou a difícil tarefa de derrotar a Ucrânia para tentar seguir adiante na competição.

Escrito por Fabricio K às 15h37
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Conjecturas, I

Divisão

Eu tenho pensado em uma coisa sobre a Seleção Brasileira: acho que há uma divisão do grupo. As declarações do Kaká (cobrando o Ronaldo) e do Adriano (dizendo que prefere jogar com o Robinho) me fazem crer que sempre houve um grupo forte, dos veteranos (Roberto Carlos, Ronaldo, Emerson), comandado pelo Cafu e que, com o amadurecimento do Kaká, surgiu um novo grupo (comandado por ele mesmo) com jogadores que se vêem como o futuro da seleção (Adriano, Ronaldinho, Robinho).

Se isso atrapalha ou não o rendimento da equipe eu não sei, mas comecei a pensar nisso mais fortemente, depois da partida contra a Austrália. Acredito que haja respeito dos mais novos pelos mais velhos, mas acho que eles se sentem incomodados pela grande importância (e pouco futebol paresentado) dos veteranos.


Veteranos

Antes eu não pensava nisso, mas cada vez mais me convenço que a Seleção Brasileira deveria ter feito como a Holanda. Marco Van Basten ignorou os medalhões, mesmo aqueles que estavam jogando bem, e apostou em um time renovado – que, se não chegar neste ano, vai chegar arrebentando em 2010. Acabamos fazendo como a França, apostando que os medalhões arrebentariam por jogarem pela última vez uma Copa do Mundo. E não é isso que está acontecendo.

A bem da verdade, não acredito que o Parreira teria peito para tanto, além do quê está usando esses veteranos pra dividir a responsabilidade em uma eventual derrota.


E o Ronaldo, hein?

Ficou evidente o crescimento do Ronaldo, não? Mas não acho que tenha sido o suficiente. Não para o que eu espero dele, pelo menos. Sou fã declarado do Fenômeno, queria muito que ele fizesse três gols e se tornasse o maior artilheiro de mundiais de todos os tempos, mas acho que não tem mais jeito. Claro que a máxima diz que a gente não deve duvidar dos craques, que eles podem decidir a qualquer momento, e que há quem lembre 2002 e diga que ele também chegou lá desacreditado. É verdade... mas também não é.

O Ronaldo chegou em 2002 muito melhor que neste ano. Apesar dos sérios problemas de joelho, ele teve muito tempo de recuperação, e se preparou muito pra chegar na Copa e arrebentar. Neste ano, não. A preparação foi ruim, as lesões, apesar de menos graves, foram seguidas, e não houve tempo pra ele se recuperar fisicamente.

Acredito que o jogo contra o Japão será o último do Fenômeno como titular. É aquela coisa: "vai lá, faz teus três gols e entra pra história. Deixa que os outros ganham o título pra ti". Porque, apesar da melhora e da participação no primeiro gol, aquela furada em bola deixou bem claro que ele está completamente sem o tempo de bola, sem ritmo de jogo. E não dá para desperdiçar um tempo precioso achando que duendes entrarão na concentração à noite para curá-lo com poções mágicas. O Robinho está tinindo e, como eu imaginava, deverá ser a primeira opção de mudança.

E digo mais: acredito mais na entrada do Gilberto Silva que na do Juninho na sequência. Simplesmente, porque é o que o Parreira faria se ainda tivesse o Edmílson no grupo.

Escrito por Fabricio K às 11h07
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12º dia

Chegou o momento da decisão. Com quatro jogos por dia, dois de cada grupo ocorrendo ao mesmo tempo, a Copa do Mundo começa a definir suas 16 melhores equipes. Algumas já estavam classificadas, antecipadamente; outras, têm a última chance de brigar por seu lugar nas oitavas-de-final:


CHAVE A

Equador x Alemanha

Previamente classificados às oitavas-de-final, Alemanha e Equador jogam pela disputa do primeiro lugar do grupo. E a vantagem, surpreendentemente, é dos equatorianos que, com uma defesa ainda invicta, precisam de apenas um empate para ficarem com a primeira vaga. Aos alemães, só interessa um resultado: a vitória.

Meu placar: 3 a 0 para a Alemanha.


Costa Rica x Polônia

Já desclassificados, costa-riquenhos e poloneses jogam para encerrar sua participação neste Mundial de forma honrosa. A Polônia, tida como a segunda força do grupo, decepcionou e busca uma alentadora vitória na partida de despedida. À Costa Rica, que fez um bonito papel frente os alemães, resta repetir o bom futebol do jogo de estréia e brigar por algo além da última colocação no grupo.

Meu placar: 3 a 1 para a Polônia.


CHAVE B

Suécia x Inglaterra

Os suecos decepcionaram na partida de estréia, mas a vitória sobre o Paraguai, na última partida, os colocou de volta na briga por um lugar nas quartas-de-final. O desafio da Suécia, agora, é provar que o empate com os trinitinos foi um acidente de percurso. Para a Inglaterra, o jogo é para confirmar a primeira colocação do grupo – que evitaria um provável confronto com os alemães.

Meu placar: 3 a 2 para a Suécia.


Paraguai x Trinidad e Tobago

Não se pode dizer que o Paraguai foi uma decepção, porque, mais uma vez, repetiu o problema da falta de ataque. Assim, mesmo jogando bem contra ingleses e suecos, os paraguaios não conseguiram deixar o seu no placar. Trinidad e Tobago, por sua vez, surpreendeu exatamente por sua consistência defensiva. Em seu último jogo na Alemanha, os trinitinos apostam em mais uma boa jornada da sua defesa para ficar com o honroso terceiro lugar do grupo.

Meu placar: 2 a 0 para a Paraguai.

Escrito por Fabricio K às 11h05
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Os 11 de Parreira

DEFESA

Dida
Uma saída de gol errada, uma defesa sensacional.
Nota 7

Cafu
Se solta para o ataque, mas não produz muito.
Nota 6

Lúcio
Perdeu uma ou outra dividida pelo alto. Sobra disposição.
Nota 7

Juan
Mais técnico que Lúcio, foi eficiente.
Nota 6

Roberto Carlos
Ineficiente no ataque, relutante na defesa.
Nota 3


MEIO-CAMPO

Emerson
Marcou até cansar. Literalmente.
Nota 6




Zé Roberto
Marcou, armou, atacou, defendeu. Fez de tudo. E em alto nível.
Nota 8

Kaká
Mais solto em campo, é a melhor figura do quadrado mágico.
Nota 7

Ronaldinho
Em uma posição de coadjuvante, na qual não está acostumado a atuar,
ainda está devendo uma grande atuação.
Nota 5

-----

Gilberto Silva
Sem ritmo de jogo, entrou vacilante.
Nota 4



ATAQUE

Adriano
Fosse mais solidário e poderia ter feito mais um ou dois gols.
Fez um, e abriu o caminho para a vitória do Brasil.
Nota 6

Ronaldo
Melhorou em relação à última partida e participou do lance do primeiro gol.
O que é pouco, em relação ao que se espera de um titular da Seleção Brasileira,
em uma Copa do Mundo. Em relação ao que se espera do Fenômeno, então,
foi uma melhora pífia.
Nota 4

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Robinho
Ele entra em campo e o time muda. No esquema, no ânimo, na movimentação.
Robinho, definitivamente, merece um lugar entre os 11 titulares.
Nota 8

Fred
Predestinado. Entrou e, em menos de dois minutos, fez um gol.
Nota 9


Escrito por Fabricio K às 23h53
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Vitória da estrela



De início, era comum comparar a Seleção Brasileira que disputa o Mundial na Alemanha ao time campeão moral de 1982. Nunca houve um time tão exaltado. Nunca o Brasil chegou a uma Copa do Mundo com tamanho favoritismo. Entretanto, os jogos passam e a equipe de Carlos Alberto Parreira tem se revelado mais parecida com outra equipe do treinador: a seleção do tetracampeonato, de 1994.

Novamente, o Brasil enfrenta imensas dificuldades na primeira fase. Nem tanto pelos adversários, mas, principalmente, pelo pouco futebol apresentado por seus craques. Ronaldo é uma melancólica caricatura dele mesmo. Ronaldinho, o melhor do mundo, virou coadjuvante. Do chamado quadrado mágico, somente Kaká vem correspondendo à altura. Se tanto.

Contra a Austrália, o time brasileiro enfrentou as mesmas dificuldades da partida de estréia, frente à Croácia: faltou movimentação, faltou aproximação, faltou brilho indivdual. Quando ele aconteceu, Kaká fez o único gol da partida, em um belo chute de fora da área.

Os Aussies, entretanto, não deram esse espaço para o chute de longa distância. E o time passou a depender da movimentação de seus dois homens de frente. Ronaldo até que se mexeu bastante, veio buscar o jogo, veio ajudar na armação. Mas Adriano não. Ficou plantado, à mercê da dura marcação dos comandados de Guus Hiddink.

O gol sairia somente no segundo tempo, e a partir de uma jogada individual do Fenômeno, que recebeu de Ronaldinho e partiu para cima de três zagueiros, mantendo a posse da bola até ver Adriano, com apenas um jogador na marcação. E a alguns passos. Ronaldo fez o passe e o Imperador dominou e desferiu um chute seco, rasteiro, no canto esquerdo de Schwarzer. Eram 4min de jogo.

Aos 26min, novamente Ronaldo deu lugar a Robinho. E, novamente, seu companheiro de ataque no Real Madri mudou a seleção. Na forma de jogar, na movimentação, no ânimo. Em poucos minutos, Robinho quase fez um gol e obrigou o goleiro australiano a uma defesa difícil no lance seguinte. A Austrália, por sua vez, apostava nos contra-ataques. No mais perigoso deles, Harry Keweell quase empatou, ao chutar forte, da entrada da área. A bola passou rente ao travessão de Dida, que fitou a bola fixamente, como se a afastasse das redes com os olhos.




Dida, por sinal, foi personagem de dois momentos extremos. No primeiro, fez uma grande defesa após chute de voleio de Bresciano. Logo depois, em uma saída de gol, deixou-se atrapalhar pelo grandalhão Viduka e perdeu o controle da bola, que sobrou livre para Keweell, mais uma vez, desperdiçar uma ótima chance.

No ataque, Kaká quase marcou o segundo após cabecear no travessão uma cobrança de escanteio batida por Ronaldinho. A vitória pelo placar mínimo parecia definida quando Parreira resolveu surprrender, colocando Fred em campo e pedindo para o ex-cruzeirense segurar a bola no ataque. Mas Fred fez mais. E, menos de dois minutos após sua entrada, marcou o segundo gol brasileiro: recebeu de Ronaldinho, tentou o passe para Kaká, recuperou a bola e lançou Robinho. O chute, forte, explodiu na trave esquerda de Schwarzer, e lá estava Fred, ele mesmo, para pegar o rebote, fazer o seu primeiro gol em Copa do Mundo e correr desenfreadamente, como se não acreditasse no seu feito.

Mesmo sem jogar o futebol espetacular que todos esperavam ver, a Seleção Brasileira cumpre seu papel e se classifica, antecipadamente, às oitavas-de-final. Há visíveis problemas, e Carlos Alberto Parreira acena com um time misto para enfrentar os japoneses, na busca pelo primeiro lugar no grupo. Bem ou mal, há de se comemorar as duas vitórias. O Brasil pode não estar sendo mágico, mas é difícil acreditar que, com jogadores de tamanho talento, não desencantará no momento certo.

Escrito por Fabricio K às 23h52
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Destaque do dia



Existe uma Seleção Brasileira que povoa os sonhos de todo brasileiro, e existe a equipe vem atuando na Alemanha. Uma é capaz de golear a Argentina; outra, sua para vencer a Austrália. E foi com a difícil tarefa de transformar a fantasia em realidade que Carlos Alberto Parreira chegou à Copa do Mundo. Ainda não foi aconteceu, mas o Brasil já está entre as 16 melhores equipes deste Mundial.

A partir de então, espera-se que a história mude.

Escrito por Fabricio K às 13h52
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Entre os 16

O domingo foi de jogos ruins na Alemanha. No dia em que o Brasil conquistou sua classificação para as oitavas-de-final, o destaque ficou por conta dos franceses, que finalmente fizeram um gol - o que não acontecia desde a final da Copa de 98.




Japão 0 x 0 Croácia

Zico, técnico brasileiro que comanda o Japão, pretendia chegar na partida contra o Brasil com a classificação às oitavas-de-final já encaminhada. Não conseguiu. O empate sem gols contra os croatas praticamente elimina os japoneses da Copa do Mundo. E a Croácia, que desperdiçou um pênalti, precisará jogar mais se quiser tomar dos australianos a segunda vaga da Chave F.




Brasil 2 x 0 Austrália

Aos trancos e barrancos, sem ainda jogar o futebol que todos esperavam, o Brasil conquistou sua classificação às oitavas-de-final da Copa do Mundo. Foi uma vitória suada, o time de Guus Hiddink teve boas oportunidades de marcar - que pararam, irremediavelmente, em mais um segura atuação da defesa brasileira -, mas os gols de Adriano e Fred colocaram o time de Carlos Alberto Parreira no caminho da primeira colocação da Chave F.

Mesmo com a derrota, a Austrália mantém as melhores condições de conquistar a segunda vaga do grupo, e deve confirmá-la na partida contra os coratas.




França 1 x 1 Coréia do Sul

Mais do vencer, a França precisava quebrar um tabu: Les Bleus não faziam um gol desde a final da Copa de 98, contra o Brasil. E conseguiram, logo no início da partida, com Thierry Henry. A vitória, entretanto, não veio. Porque como adversário havia uma Coréia do Sul transpirando disposição. E mesmo que os frances possam reclamar de um lance em que a bola entrou, não visto pelo árbitro e seu auxiliar, o gol de empate, na segunda etapa, acabou dando números mais justos ao placar.

Escrito por Fabricio K às 12h06
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11º dia

Togo x Suíça

Em sua estréia em mundiais, Togo começou vencendo a Coréia do Sul, mas acabou derrotado no segundo tempo. Contra a Suíça, que não passou de um empate sem gols com os franceses, os africanos têm a segunda oportunidade de conquistar uma vitória e, assim, brigar por uma vaga nas oitavas-de-final. Os suíços, por sua vez, mesmo sem ter apresentado um bom futebol frente a França, mantêm a esperança de uma boa vitória, para decidir a vaga contra os coreanos na última rodada.

Meu placar: 2 a 0 para a Suíça.


Arábia Saudita x Ucrânia

A Arábia Saudita chegou ao Mundial da Alemanha sem maiores pretensões. Depois de sofrer uma sonora goleada dos alemães, na Copa de 2002, os sauditas pretendem, pelo menos, fazer um bom papel - e o empate com a Tunísia, na primeira partida, já foi um bom começo. A Ucrânia, por outro lado, vem de uma surpreendente derrota por quatro gols para os espanhóis e luta pela honra nesta segunda partida. Mais que a vitória, os ucranianos querem mostrar que ainda podem estar entre as 16 melhores equipes desta Copa do Mundo.

Meu placar: 4 a 0 para a Ucrânia.


Espanha x Tunísia

Após os quatro gols contra os ucranianos, a Espanha foi exaltada pelo ótimo futebol e desenvoltura de seus atacantes. Sempre bem cotados, os espanhóis esperam conquistar mais uma vitória contra a Tunísia, que mesmo após o empate frente a Arábia Saudita, não deve apresentar maiores dificuldades ao adversário. Os tunisianos sabem que seu verdadeiro inimigo, nesta Chave H, atende por um nome: Ucrânia.

Meu placar: 3 a 1 para a Espanha.

Escrito por Fabricio K às 11h29
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Destaque do dia



Em seu primeiro jogo, os ganenses perderam para os italianos, mas foram visivelmente prejudicada pela arbitragem do brasileiro Carlos Simon. Assim como a seleção da Costa do Marfim, derrotada pela Holanda, que não teve duas penalidades máximas marcadas a seu favor pelo árbitro colombiano Oscar Ruiz.

A primeira vitória de uma equipe africana nesta Copa do Mundo veio exatamente daquela que melhor futebol apresentou: Gana fez uma grande partida frente a República Tcheca e venceu com autoridade, tomando para si a reputação de sensação deste Mundial.

Escrito por Fabricio K às 18h45
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O verdadeiro Grupo da Morte



Portugal 2 x 0 Irã

Foi com um golaço do luso-brasileiro Deco que Portugal abriu caminho para ficar com a primeira colocação da Chave D. O Irã resistiu durante o primeiro tempo, e até levou perigo ao gol defendido por Ricardo, mas, melhor tecnicamente, o time de Felipão construiu uma vitória segura e praticamente garantiu-se nas oitavas-de-final. E os iranianos, novamente derrotados, estão eliminados da disputa pela Copa do Mundo.




República Tcheca 0 x 2 Gana

Depois da bela vitória sobre os americanos na estréia, esperava-se, da República Tcheca, a confirmação da vaga nas oitavas-de-final na partida contra os ganenses. Mas o que se viu foi uma grande partida de Gana, que já havia dado trabalho aos italianos e que venceu os tchecos com evidente superioridade. A ponto de, no final da partida, os ganenses terem desperdiçado diversas oportunidades claras de gol e a possibilidade real de golear.




Itália 1 x 1 Estados Unidos

Houve quem creditasse a vitória dos italianos, na partida de estréia, à discutida arbitragem, que não assinalou duas penalidades máximas para os africanos. Por sua vez, os americanos foram derrotados pelos tchecos, mesmo tendo mais tempo de posse de bola. Nessas condições, imaginava-se que o enfrentamento entre Itália e Estados Unidos seria uma guerra. E foi. Em um jogo de três expulsões, os italianos, em vantagem no número de jogadores em campo, não conseguiram traduzir essa superioridade em gols, que poderiam significar uma virtual classificação às oitavas-de-final.

Escrito por Fabricio K às 12h50
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10º dia

Japão x Croácia

A Croácia sempre disse que era melhor enfrentar o Brasil na estréia, porque poderia descartar o resultado, uma provável derrota, e brigar pelas classificação nos dois jogos seguintes. O Japão, por sua vez, defendia que enfrentar os brasileiros na última partida daria a oportunidade de enfrentar a melhor seleção do grupo já classificado. Derrotados na primeira rodada, japoneses e croatas só têm um objetivo para este jogo, comum a ambas as equipes: a vitória.

Meu placar: 2 a 1 para o Japão.


Brasil x Austrália

Apesar da vitória na estréia, foi como se o Brasil houvesse perdido o jogo, tamanha a quantidade de críticas, e a cobrança, agora, é por uma atuação condizente com o time de estrelas de Carlos Alberto Parreira. Por outro lado, a Austrália foi celebrada pela vitória sobre os japoneses nos últimos minutos de jogo, e o técnico deve poupar alguns titulares prevendo uma batalha com a Croácia na última rodada da Chave F. Um nova vitória, tanto de brasileiros como de australianos, encaminha a classificação para as oitavas-de-final.

Meu placar: 1 a 0 para o Brasil.


França x Coréia do Sul

Depois de um melancólico empate sem gols, o desafio da França é fazer seu primeiro gol no Mundial. A liderança da Chave G, neste momento, é da Coréia do Sul, que venceu Togo de virada e pode, com mais um resultado positivo, encaminhar sua classificação à próxima fase da Copa do Mundo da Alemanha.

Meu placar: 2 a 1 para a França.

Escrito por Fabricio K às 11h47
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Alegria argentina



Escrito por Fabricio K às 11h43
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Grandes momentos do esporte



Os angolanos conquistam seu primeiro ponto em Copa do Mundo.

Escrito por Fabricio K às 11h41
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Destaque do dia



Assim como o time brasileiro, a Argentina também tem o seu quarteto mágico: Crespo, Riquelme, Tevez e Messi estão no time dos sonhos de qualquer hermano. Mas José Pekerman, um técnico bem mais ponderado que seu antecessor, Marcelo Bielsa, prefere escalar sua equipe com Saviola no ataque e mais um meia substituindo os craques de Corinthians e Barcelona. Na partida contra Sérvia e Montenegro, os argentinos puderam ver a sua equipe e a equipe de seu técnico em campo. E ambas deram espetáculo.

No primeiro tempo, Saviola comandou o baile: 3 a 0. No segundo, Messi e Tevez passearam em campo e os argentinos fizeram outros três gols nos dez minutos finais de partida, fechando o placar em inacreditáveis 6 a 0. A Argentina deu show em Gelsenkirshen, e encheu de pavor seus inimigos na disputa pela Copa do Mundo.

Escrito por Fabricio K às 03h38
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Show de bola



Argentina 6 x 0 Sérvia e Montenegro

Pode parecer estranho, mas o placar mais elástico desta Copa do Mundo foi construído ao natural. Jogando contra um adversário completamente apático, a Argentina não apenas venceu como deu espetáculo. Com Saviola e Crespo, os hermanos fizeram 3 a 0 ainda no primeiro tempo; com Tevez e Messi, foram mais três gols, e nos dez minutos finais de partida. Foi de encher os olhos. E de assustar os demais pretendentes ao título.

Irreconhecível, Sérvia e Montenegro ficou longe do temido time que tomara apenas um gol em dez partidas de eliminatórias. Com jogadores do nível de Kezman, Milosevic e Stankovic, a seleção é a grande decepção deste Mundial.




Holanda 2 x 1 Costa do Marfim

A arbitragem já havia apresentado falhas nesta Copa do Mundo, mas pode enfim ter interferido diretamente em um resultado - e, consequentemente, na eliminação de uma seleção. No caso, a Costa do Marfim, que foi derrotada pela Holanda mas que teve pelo menos dois pênaltis claríssimos a seu favor não assinalados pelo árbitro Oscar Ruiz. Com duas derrotas em duas partidas, os marfinenses estão fora da competição. Espera-se, agora, que o árbitro colombiano também seja desclassificado, para não prejudicar nenhuma outra equipe.




México 0 x 0 Angola

Por essa, nem mesmo os próprios mexicanos esperavam: jogando contra aquela que é, provavelmente, pior seleção deste Mundial, o México não saiu de um 0 a 0 em sua segunda partida. Empolgados após a boa vitória sobre o Irã, os mexicanos podem ter entregado de bandeja o primeiro lugar da Chave D para os portugueses. Para a Angola, que festejava a classificação para a Copa do Mundo como quem festeja um título mundial, a conquista de seu primeiro ponto será motivo de orgulho e celebração por muitos e muitos anos.

Escrito por Fabricio K às 03h25
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9º dia

Portugal x Irã

O empate entre México e Angola era tudo o que Felipão queria. Depois de fazer três pontos em cima dos angolanos, Portugal se classifica com mais uma vitória. E, consequentemente, elimina os iranianos, que precisam se recuperar da derrota na primeira partida. Para o Irã, uma vitória significará um grande passo às oitavas-de-final, já que sua última partida é, justamente, contra Angola - seleção que, provavelmente, é a pior deste Mundial.

Meu placar: 2 a 1 para Portugal.


República Tcheca x Gana

A República Tcheca deu uma aula de eficiência na primeira rodada da Chave E, ao vencer os Estados Unidos por 3 a 0 mesmo com menos posse de bola. Tidos como a sensação desta Copa do Mundo, os tchecos jogam por uma nova vitória para eliminar os ganenses e encaminhar sua classificação à próxima fase. Gana, por sua vez, fez uma boa partida frente os italianos, mas não evitou a derrota. E joga tudo nesta segunda partida para não ser mais uma seleção africana fora do Mundial da Alemanha.

Meu placar: 3 x 2 para República Tcheca.


Itália x Estados Unidos

Diferente de anos anteriores, a Itália chegou à Copa do Mundo jogando um belo futebol e impondo seu estilo de jogo. Venceu Gana com autoridade, mas nem por isso terá facilidade na partida contra os americanos. Em seu quinto Mundial consecutivo, os Estados Unidos seguiam em franca evolução e tinham em mente chegar às quartas-de-final. Mas, para isso, terão que superar os italianos para ainda se manterem na briga por uma das vagas do grupo.

Meu placar: em empate em 2 a 2.

Escrito por Fabricio K às 02h54
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Marias-chuteira



De vermelho, a ex-Spice Girl Victoria, sra. David Beckham.

Ao seu lado, Cheryl, mulher de Ashley Cole.

Atrás, de preto, Colleen, mulher de Wayne Rooney.


Vai bem a Inglaterra.

Escrito por Fabricio K às 18h13
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Destaque do dia



Na Copa de 2002, o Equador despediu-se da competição ainda na primeira fase, com duas derrotas e uma vitória na terceira e última partida. Neste Mundial, entretanto, os equatorianos vêm surpreendendo pelo futebol competitivo, de muita força, velocidade e habilidade. E quem imagina um fácil triunfo alemão na partida que definirá a primeira colocação do grupo, corre o risco de se enganar redondamente: com uma defesa invicta e cinco gols de saldo positivo, o Equador joga pelo empate contra a Alemanha para ser a melhor equipe da Chave A.

Escrito por Fabricio K às 00h55
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Os primeiros classificados



Equador 3 x 0 Costa Rica

A vitória no primeiro jogo deu a confiança necessária para que o bom time do Equador vencesse os costa-riquenhos com autoridade - e até certa facilidade. E se a Costa Rica encontrou generosos espaços na defesa alemã, que se posicionava em linha, o mesmo não ocorreu contra a segura e invicta defesa equatoriana. Com o novo triunfo, não só o Equador confirmou sua classificação às oitavas-de-final da Copa do Mundo como também retificou a vaga da Alemanha, que vencera os poloneses na véspera.




Inglaterra 2 x 0 Trinidad e Tobago

Não foi por acaso que os tobaguianos conseguiram um empate sem gols contra a Suécia. Também os ingleses sofreram com a ótima marcação da defesa de Trinidad e Tobago, comandada por Andrews e Sancho. Tanto, que a vitória da Inglaterra só aconteceu no final do segundo tempo de partida, após seguidas modificações na equipe promovidas pelo técnico Sven-Göran Eriksson. Vitória que os coloca entre as 16 melhores equipes deste Mundial.




Suécia 1 x 0 Paraguai

Foi com muito sofrimento, mas a Suécia conseguiu sua primeira vitória. Contra o Paraguai, os suecos jogaram mais que na primeira partida, mas novamente enfrentaram dificuldades na hora de fazer gols. Igualmente os paraguaios foram muito mal no setor ofensivo, assim como na estréia, e talvez por isso estejam se despedindo da Copa do Mundo prematuramente. Houvesse melhor companhia para Roque Santa Cruz e o Paraguai poderia até sonhar com algo mais. E se a Suécia pretende disputar o primeiro lugar do grupo de igual para igual com os ingleses, precisará que Ibrahimovic jogue mais. Bem mais.

Escrito por Fabricio K às 00h35
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8º dia

Argentina x Sérvia e Montenegro

Uma das equipes que mais agradaram na primeira rodada deste Mundial, com muita técnica e controle de bola exemplar, a nova Argentina de José Pekerman logo foi eleita a melhor equipe da Chave C. Sérvia e Montenegro, ao contrário, decepcionou pela ineficácia ofensiva na partida contra a Holanda e agora precisa de uma vitória a qualquer custo se ainda tem pretensões de chegar às oitavas-de-final.

Meu placar: 3 a 2 para a Sérvia e Montenegro.


Holanda x Costa do Marfim

A Holanda conquistou uma grande vitória em sua primeira partida neste Mundial, dobrando o paredão sérvio-e-montenegrino. Mas se mostrou dependente demais de um jogador: Arjen Robben. Já a Costa do Marfim, mesmo derrotada em sua estréia em copas do mundo, apresentou um belo futebol e mostrou que tem em Didier Drogba uma forte arma para seguir adiante na Alemanha.

Meu placar: um empate em 2 a 2.


México x Angola

Após a convincente vitória sobre os iranianos, o México entra em campo, para enfrentar a Angola, para sacramentar a classificação às oitavas-de-final. Os angolanos, que saíram de sua estréia em mundiais derrotados, desejam ao menos repetir o futebol apresentado contra os portugueses, que lhes rendeu a simpatia da torcida e vaias para a equipe de Felipão.

Meu placar: 2 a 0 para o México.

Escrito por Fabricio K às 00h25
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Os melhores, parte 1

Seleção da primeira rodada:


GOLEIRO
Hislop // Trinidad e Tobago

LATERAIS
De La Cruz // Equador
Lahm // Alemanha

ZAGUEIROS
Andrews // Trinidad e Tobago
Cannavaro // Itália

MEIO-CAMPISTAS
Marcos Senna // Espanha
Pirlo // Itália
Mendéz // Equador
Rosicky // República Tcheca

ATACANTES
Fernando Torres // Espanha
Robben // Holanda

Escrito por Fabricio K às 19h46
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E agora, Parreira?



O fantasma de 1998 volta a assombrar o Fenômeno. Um dia depois da pífia atuação contra a Croácia, Ronaldo sentiu-se indisposto e foi internado em uma clínica de Frankfurt, para realizar alguns exames. Sentindo mal-estar e tontura, o jogador foi submetido a uma endoscopia.

Durante a estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, ficou evidente a má forma física do jogador. Depois da polêmica acerca do seu peso, das bolhas nos pés e da febre, a indisposição de Ronaldo faz crer que, mais do que físicos, o Fenômeno esteja vivenciado sérios problemas emocionais. Mais exatamente stress, devido à pressão por um rendimento adequado à fama que construiu ao longo dos anos.

Tanto Carlos Alberto Parreira quanto Paulo Paixão afirmam que o melhor para Ronaldo é, exatamente, seguir jogando porque assim chegará ao seu condicionamento físico ideal. Mas é de se pensar se não seria mais indicado retirar o jogador do time titular e prepará-lo para assumir seu lugar na equipe a partir das oitavas-de-final.

Ronaldo tem o nome que tem por tudo que já fez no futebol, desde que foi revelado pelo Cruzeiro, aos 16 anos. E, exatamente por isso, talvez a melhor atitude a ser tomada pela comissão técnica do Brasil seja preservar o jogador. Mas uma grande pergunta deve pairar sobre a cabeça de Parreira, neste momento de decisão: o que é melhor, perder com Ronaldo ou sem Ronaldo?

Escrito por Fabricio K às 19h39
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O melhor do Brasil é a brasileira



Mais aqui e aqui.

Escrito por Fabricio K às 13h00
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Destaque do dia



Uma defesa segura. Um meio-campo formidável. Um ataque insinuante. Jogando em um 4-3-3, a Espanha massacrou a Ucrânia e, mostrou, em campo, que pode finalmente deixar de ser uma promessa para se afirmar como uma das grandes seleções deste Mundial. A diferença de talento e técnica entre as duas equipes foi tamanha que, assim como fizeram 4, os espanhóis poderiam ter feito, facilmente, 6 ou 7 gols. Com Raúl no banco e um ataque formado por Luis Garcia, Fernando Torres e Villas - o destaque do último Campeonato Espanhol, jogando pelo Valencia - a equipe de Luis Aragonés pode ser forte candidata ao título desta Copa do Mundo.

Escrito por Fabricio K às 02h12
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Passeio espanhol



Espanha 4 x 0 Ucrânia

Um gol logo aos três minutos da segunda etapa acabou, de vez, com as esperanças de reação do time ucraniano. Naquele momento, a Espanha fazia seu terceiro gol e sacramentava uma bela vitória em sua estréia no mundial da Alemanha. Fernando Torres fechou a goleada em 4 a 0, após uma troca de passes espetacular que escancarou a diferença do futebol apresentado pelas duas equipes. À Ucrânia restou lamentar que seu maior jogador, Schevchenko, não estivesse em totais condições físicas e agradecer aos céus pelas muitas oportunidades desperdiçadas pelos espanhóis.




Tunísia 2 x 2 Arábia Saudita

O encontro entre as duas piores seleções da Copa do Mundo? Talvez. No jogo mais imprevisível deste Mundial, Tunísia e Arábia Saudita empataram em 2 a 2 e facilitaram a vida de Espanha e, até mesmo, Ucrânia. Jaziri abriu o placar para os tunisianos ainda no primeiro tempo, mas quando o veterano Al Jaber decretou a virada, quase no fim da partida, parecia que os árabes, enfim, conquistariam sua primeira vitória em mundiais. Até que, nos descontos, Jaidi empatou novamente para dar números finais ao placar, em uma partida que surpreendeu pelo número de gols.




Alemanha 1 x 0 Polônia

Inúmeros gols perdidos, muitos desarmes e erros de passe em demasia. O jogo entre alemães e poloneses se encaminhava para um irremediável empate sem gols, quando Neuville aproveitou o cruzamento de Odonkor para fazer o único gol da partida, já nos descontos. E a Alemanha é a primeira seleção a se classificar às oitavas-de-final da Copa do Mundo. A Polônia, em contrapartida, é a primeira a ser eliminada da competição.

Escrito por Fabricio K às 02h02
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7º dia

Equador x Costa Rica

Após a inesperada vitória sobre os poloneses, o Equador entra em campo novamente para confirmar seu lugar entre as 16 melhores seleções desta Copa do Mundo. Já a Costa Rica, que mesmo perdendo por goleada assustou os donos da casa em sua partida de estréia, aposta em Wanchope, autor dos dois gols contra a Alemanha, para se manter no páreo.

Meu placar: um empate em 2 a 2.


Inglaterra x Trinidad e Tobago

Depois de vencer pelo placar mínimo em sua partida de estréia, a Inglaterra enfrenta o time caribenho com o desafio de apresentar um futebol à altura de seus renomados jogadores, como Lampard, Gerrard, Beckham e Owen. Mesmo porque, com uma segunda vitória, os ingleses virtualmente se colocam nas oitavas-de-final. E de Trinidad e Tobago, o que se pode esperar? Depois de um surpreendente empate com os suecos, os tobaguianos garantiram a simpatia da torcida alemã, mas não devem apresentar maiores dificuldades aos comandados de Sven-Goran Ericksson.

Meu placar: 2 a 0 para a Inglaterra.


Suécia x Paraguai

Suecos e paraguaios tiveram péssimas estréias e apostam todas as suas fichas neste segundo jogo para continuarem vivos na competição. Curiosamente, tanto Suécia quanto Paraguai falharam exatamente na hora de marcar gols. E vão precisar, justamente, de bola na rede para candidatar-se à segunda colocação na Chave B - já que a primeira vaga é, virtualmente, dos ingleses. Em um jogo em que o empate não interessa a nenhuma das equipes, uma derrota pode significar a antecipada volta para casa.

Meu placar: 2 a 1 para a Suécia.

Escrito por Fabricio K às 01h38
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Os 11 do Brasil

DEFESA

Dida muito seguro.
Garantiu o resultado quando a Croácia ameaçou o gol brasileiro.
Nota 8

Cafu participou da jogada do gol, de Kaká.
Fez ótimo cruzamento para Ronaldinho cabecear com muito perigo.
Nota 6

Lúcio começou vacilante, mas logo se impôs.
Nota 6

Juan mais discreto que seu companheiro de zaga.
Igualmente não deu espaços aos atacantes adversários.
Nota 7

Roberto Carlos ineficiente.
Um bom chute a gol no 1º tempo.
Nota 5


MEIO-CAMPO

Emerson cão-de-guarda da defesa, um dos melhores da equipe.
Se desdobrou para cobrir os avanços de Cafu e Roberto Carlos.
Nota 7

Zé Roberto fez bem o trabalho defensivo.
E ainda participou na armação dos poucos ataques brasileiros.
Nota 7




Kaká inteligente, foi o melhor em campo.
Fez um golaço e garantiu mais uma vitória brasileira em mundiais.
Nota 8

Ronaldinho muito marcado, pouco fez.
Um chute perigoso no 1º tempo. Melhorou quando voltou mais.
Nota 6


ATAQUE

Adriano perdeu um gol incrível no 2º tempo.
Não soube como jogar mais recuado, e pouco participou.
Nota 5

Ronaldo em sua pior participação com a amarelinha,
o Fenômeno pouco (ou nada) fez. Um bom chute no 1º tempo, e só.
Nota 2

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Robinho entrou bem e deu mais opções ao ataque brasileiro.
Nota 6


Escrito por Fabricio K às 22h04
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Sem prosa, nem verso



A estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo foi cercada de expectativas. Aclamada no mundo inteiro como sendo de outro planeta, a equipe de Carlos Alberto Parreira entrou em campo, para enfrentar a Croácia, como favorito inconteste.

Entretanto, o que se viu ficou muito aquém do esperado. O quadrado mágico se resumiu à boa partida de Kaká, já que Ronaldinho esteve sempre bem marcado, Adriano não conseguiu se adaptar à nova função, jogando mais recuado, e Ronaldo, simplesmente, não apareceu. O Fenômeno, por sinal, foi um caso à parte: visivelmente fora de forma, fez sua pior partida pela seleção em muitos anos e foi justamente substituído por Robinho durante o segunto tempo, após um único chute a gol durante os 67 minutos em que esteve em campo.

E como o quarteto ofensivo não dava a resposta esperada, o Brasil pouco atacou. No primeiro tempo, foram apenas três arremates, dois deles em sequência: aos 14min, Roberto Carlos acertou um belo chute de fora da área, que o goleiro defendeu à escanteio. Na cobrança, Ronaldinho tocou para o lateral, recebeu de volta e chutou cruzado. Mais uma vez, Pletikosa fez uma bela defesa.

No terceiro arremate brasileiro à meta croata, no final da primeira etapa, saiu o gol: Cafu lançou para Kaká, que se livrou da marcação, olhou para o goleiro e bateu de chapa, com o pé esquerdo. Pletikosa se esticou o quanto pôde, mas a bola foi no ângulo direito, indefensável. Um golaço. Justamente em uma das únicas vezes em que um dos jogadores do quadrado mágico conseguiu levar vantagem sobre a marcação croata.

E se o ataque não funcionava, pelo menos no setor defensivo o Brasil se saía muito bem. Dida foi um dos destaques positivos: quando o ataque croata conseguiu superar a barreira imposta por Emerson, Lúcio e Juan, lá estava o goleiro brasileiro, sempre bem colocado para tranquilizar a equipe - e a torcida brasileira.

No início do segundo tempo, foi a Croácia que chegou com perigo, e quase empatou. Prso passou Lúcio e, de frente para o gol, chutou forte. Dida fez ótima defesa, e quando o atacante croata partiu para novo arremate, foi a vez do zagueiro se recuperar e mandar a bola pela linha de fundo. Aos 17min, Ronaldinho quase fez o segundo gol brasileiro, após cruzamento de Cafu. Mas Pletikosa estava atento e praticou uma grande defesa, na cabeçada quase à queima-roupa.




Aos 24min, Ronaldo deixou o campo sob vaias e Robinho entrou em seu lugar. No seu primeiro lance, o atacante do Real Madri fez ótimo passe para Adriano, dentro da área. Mas o Imperador não teve domínio da bola, e desperdiçou uma grande chance de ampliar o marcador.

O cansaço tomava conta de ambas as equipes, e o jogo se encaminhava para a magra vitória brasileira, quando Ronaldinho fez uma falta, já no campo de defesa. Eram 47min. E era, certamente, o último lance da partida. Um gol croata e o empate estava definido. Bola na área, e Juan sobe mais que todo mundo para espantar, de cabeça, e garantir o oitavo triunfo seguido do Brasil em copas do mundo.

Curiosamente, mesmo ficando devendo seu melhor futebol, a Seleção Brasileira terminou sua partida de estréia no Mundial da Alemanha com um recorde.


Copa do Mundo 2006
Brasil 1 x 0 Croácia
Olympiastadion, Berlim

Escrito por Fabricio K às 21h20
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Sim, somos humanos



(clique na imagem para vê-la maior)

Escrito por Fabricio K às 14h05
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Destaque do dia



12 de julho de 1998: Petit faz o terceiro gol da partida e a França comemora, em Sain-Denis, seu primeiro título mundial. E o que deveria ser uma benção acaba se tornando uma maldição: desde então, os franceses não fizeram nem mais um mísero gol em jogos de Copa do Mundo. Em 2002, foram duas derrotas, por 1 a 0 e 2 a 0, e um empate em 0 a 0. Placar repetido pela França em sua estréia no mundial da Alemanha, na partida contra a Suíça. A seguir nesse caminho, nem o retorno de Zinedine Zidane à seleção impedirá mais um vexame de Les Bleus.

Escrito por Fabricio K às 10h22
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Coréia do Sul 2 x 1 Togo

Num jogo sem grandes emoções, a Coréia do Sul assumiu a primeira colocação da Chave G com uma bela vitória sobre Togo. Os africanos abriram o placar ainda no primeiro tempo, mas os coreanos mostraram que podem vencer, sim, sem a ajuda da arbitragem e viraram o placar com um gol de falta de Lee e outro belo gol de Ahn, de fora da área, para a alegria dos seus muitos torcedores presentes nas arquibancadas. A vitória, combinada com o empate entre França e Suíça, coloca os Reds em ótimas condições de conquistar uma vaga às oitavas-de-final.




França 0 x 0 Suíça

O pior jogo do Mundial até então? Provavelmente. França e Suíça se enfrentaram nessa terça-feira e repetiram o resultado das eliminatórias: nas três últimas partidas, é o terceiro empate; o segundo sem gols. Em 270 minutos de confronto, franceses e suíços fizeram apenas um gol cada. Na Alemanha, houve um jogo com quase nenhum lance de gol e pouquíssimas emoções. Os torcedores que estiveram em Sttutgart só têm a lamentar.




Brasil 1 x 0 Croácia

Na partida mais aguardada do dia, o Brasil estreou sem apresentar o futebol esperado pelo torcedor. Como de costume em suas estréias em mundiais, o time brasileiro teve uma atuação vacilante e sem brilho. Mas mostrou o suficiente para vencer por um placar mínimo, com um bonito gol de Kaká, aclamado como um dos possíveis destaques deste Mundial. A Croácia fez o que pode, mas não conseguiu furar o bloqueio brasileiro, de Emerson e Dida. A derrota pelo escore mínimo, entretanto, mantém os croatas vivos na disputa por uma vaga nas oitavas-de-final da competição.

Escrito por Fabricio K às 10h18
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6º dia

Espanha x Ucrânia

Os espanhóis foram ao Mundial de 2002 muito bem cotados para levar o título, até serem eliminados pela Coréia do Sul em uma partida marcada pelos erros de arbitragem. Agora, a Espanha quer mostrar que pode ir além da promessa. Para tanto, conta com o talento de Fábregas, os gols de Fernando Torres e a experiência de Raúl. Já a Ucrânia aposta no artilheiro do Milan, Schevchenko, para brigar pelo primeiro lugar na Chave H e surpreender nesta Copa do Mundo.

Meu placar: um empate em 3 a 3.


Tunísia x Arábia Saudita

Vinte e oito anos sem vitória em mundiais. É com esse retrospecto que a Tunísia entra em campo, na Alemanha, para enfrentar a Arábia Saudita. Que, por sua vez, igualmente chega à Copa do Mundo com uma péssima impressão a ser apagada. Em 2002, os árabes foram os últimos colocados, além de sofrerem a derrota mais elástica da competição: 8 a 0, para os alemães, vice-campeões.

Meu placar: 2 a 1 para a Tunísia.


Alemanha x Polônia

A Alemanha estreou na Copa do Mundo vencendo a Costa Rica; a Polônia, perdendo para o Equador. Em situações completamente opostas, alemães e poloneses se enfrentam nesta quarta-feira, pela segunda rodada da Chave A. E uma nova vitória virtualmente coloca a equipe de Jürgen Klinsmann nas oitavas-de-final.

Meu placar: 2 a 1 para a Alemanha.

Escrito por Fabricio K às 09h57
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O desafio de Ronaldo



Ronaldo chegou ao Mundial de 2002 como uma incógnita. Houve quem o desse como acabado para o futebol, devido a uma grave lesão que o afastou dos gramados por uma temporada. Mas também houve quem acreditou no Fenômeno e em sua determinação de mostrar ao mundo - e, mais do que isso, provar a ele mesmo - que ainda tinha condições ser um atleta. E de alto nível. O resto é história: Ronaldo não apenas jogou a Copa do Mundo como foi o grande destaque do Brasil e o artilheiro da competição.

Neste ano, Nazário chega igualmente em meio a muita desconfiança. As frequentes lesões, a falta de gols e, principalmente, a falta de forma do Fenômeno preocupam o país e enchem o tocedor e a crônica esportiva de dúvidas. O resultado é que frequentemente Ronaldo se vê contrariando e desafiando seus críticos, e o desentendimento com o Presidente Lula talvez seja um dos acontecimentos mais marcantes da atual fase daquele que já foi, por três anos, o melhor do mundo para a FIFA.

Se na Coréia do Sul e no Japão havia uma questão pessoal, neste mundial parece haver apenas a vontade de desmentir aqueles que o criticam duramente. Ronaldo não vê que seu verdadeiro desafio é com ele mesmo. Ao aceitar sua atual condição física e apoiar-se na sua história (de sucesso) para se defender, o Nazário apenas fortalece o que foi no passado, criando um abismo ainda maior entre o que já foi e o que é. Quando entender que precisa provar para si, e não para os outros, que ainda pode ser um jogador espetacular, Ronaldo mostrará ao mundo que ainda pode ser chamado de Fenômeno.

Escrito por Fabricio K às 11h34
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Grandes momentos do esporte





Entra em campo a Itália.

Escrito por Fabricio K às 11h04
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Destaque do dia



Passavam pouco mais de cinco minutos do segundo tempo quando Guus Hiddink resolveu mexer na sua equipe, que perdia por 1 a 0 para o Japão: sacou Bracciano e fez entrar Tim Cahill. Faltavam pouco menos de cinco minutos para o fim da partida, quando Cahill pegou o rebote dentro da área japonesa para empatar o jogo e fazer o primeiro gol da Austrália em copas do mundo. Mas Tim Cahill entraria para a história do país pelo que faria a seguir: após receber de Aloisi, o meia solta a bomba de fora da área para decretar a virada. Aloisi ainda fez o terceiro, já nos descontos, e sacramentou a vitória dos australianos. Mas o jogo, definitivamente, já tinha dono.

Escrito por Fabricio K às 01h17
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Olho no holandês



Austrália 3 x 1 Japão

Quem esperava um jogo chato se decepciou. Na abertura do Grupo F, a Austrália venceu o Japão com três gols nos últimos minutos de jogo e deu um grande passo em direção às oitavas-de-final da Copa do Mundo. Os japoneses, por sua vez, praticamente deram adeus às suas chances de classificação. Porque, para brigar pela segunda vaga, o time de Zico precisará tirar pontos do Brasil e da Croácia, além de recuperar o saldo de gols, agora negativo.

Assim como levar três gols a partir do 83º minuto de partida, isso, certamente, não estava nos planos do técnico brasileiro.




Estados Unidos 0 x 3 República Tcheca

O placar mais dilatado entre todas as partidas realizadas até então aconteceu, justamente, na estréia daquela que deve ser a sensação desta Copa do Mundo: com uma grande atuação do meia Rosicky, a República Tcheca deu um show de eficiência em Gelsenkirchen. Apesar de ter menos tempo de posse de bola, sempre que foram ao ataque os tchecos criaram situações de gol, e chegaram à vitória ao natural.

A derrota por 3 a 0 virtualmente elimina a equipe de Bruce Arena da competição. Porque os Estados Unidos precisarão de uma vitória contra os italianos, que entrarão em campo na próxima partida em uma situação totalmente contrária: para, exatamente, confirmar seu lugar nas oitavas-de-final.




Itália 2 x 0 Gana

Um meia-armador, um meia-de-ligação e dois atacantes. Quem poderia imaginar uma Itália tão ofensiva? Pois Marcello Lippi assumiu a seleção italiana, manteve a força defensiva, mas acrescentou talento e mobilidade do meio para a frente. O resultado é uma equipe que joga futebol com autoridade e dá mostras que pode ser a grande seleção deste mundial. Enfrentando Gana, os italianos fizeram o que se espera de um favorito: venceram e praticamente não deram chances de reação ao adversário.

É bem verdade que os ganenses foram prejudicados pela arbitragem de Carlos Simon, e podem reclamar de um (para alguns, até dois) pênalti claro não marcado a seu favor. Mas a Itália foi de tamanha superioridade que nem o talento de jogadores de renome internacional, como o meia Essien, conseguiram fazer a diferença.

Escrito por Fabricio K às 00h45
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5º dia

Coréia do Sul x Togo

Em 2002, a Coréia do Sul chegou às semifinais ajudada pela arbitragem, mas também pelo bom futebol apresentado. Na Alemanha, entretanto, não contará com sua fanática torcida nem com o comando de Guus Hiddink. Para a sorte dos coreanos, o adversário não deve apresentar maiores dificuldades. Porque Togo, apesar de se classificar para a Copa do Mundo eliminando a sensação do último mundial, o Senegal, não tem muito o que mostrar além de Adebayor, atacante do Arsenal.

Meu placar: 3 a 1 para a Coréia do Sul.


França x Suíça

A França cambaleava nas eliminatórias quando Zinedine Zidane resolveu deixar sua aposentaria. Zizou trouxe consigo Claude Makelele e Lilian Thuran e levou Les Bleu à sua 12ª Copa do Mundo. Diferente de 2002, quando fizeram uma campanha lamentável, os franceses chegam à Alemanha com uma geração decidida a despedir-se com mais um título mundial. O problema é que, justamente em sua estréia, enfrentam a Suíça: um país sem grande tradição em copas do mundo, mas que, em confrontos com a França, nas eliminatórias da Europa, saiu-se invicta.

Meu placar: 2 a 1 para a Suíça.


Brasil x Croácia

Nunca um país chegou com tamanho favoritismo em uma Copa do Mundo quanto o Brasil neste ano. Jogadores como Ronaldo, Kaká e, principalmente, Ronaldinho colocam o time de Carlos Alberto Parreira num patamar quase inalcançável para as outras equipes. Para a Croácia, primeiro time a enfrentar os brasileiros neste mundial, conter o Brasil soa como uma tarefa impossível. A equipe, que já foi a terceira colocada em 1998, não conta mais com Suker, Boban ou Prosinecki, mas tem no artilheiro Prso e no habilidoso meia Niko Kovac suas principais armas.

Meu placar: 2 a 1 para o Brasil.

Escrito por Fabricio K às 00h11
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Grandes momentos do esporte



Escrito por Fabricio K às 12h04
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Destaque do dia



A campanha da Adidas para o mundial da Alemanha brinca com uma expressão comum no futebol quando há um craque em campo: o time seria ele, mais 10. Assim foi com a Holanda de Robben: o atacante do Chelsea, talvez a maior revelação holandesa dos últimos anos, tomou a bola para si e não largou mais. Muito técnico e habilidoso, Arjen Robben surge como o grande destaque da Copa do Mundo até então, e tem totais condições de ser um dos nomes da competição.

Escrito por Fabricio K às 08h50
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Robben +10



Sérvia e Montenegro 0 x 1 Holanda

Tão habilidosos quanto atrapalhados. O que a seleção de Sérvia e Montenegro mostrou de qualidade técnica, mostrou igualmente de desorganização. A Holanda, por sua vez, parece um exército de um homem só: apesar de bons jogadores, como Van Persie, o time holandês deve a vitória à grande atuação individual de Arjen Robben.

O time sérvio e montenegrino é o que mais se parece com a Iugoslávia de anos atrás, pelos talentos individuais. Mas o trio Milosevic-Kezman-Stankovic precisará fazer muito mais do que fez nesta primeira partida, se pretende ser algo mais do que mero figurante nesta Copa do Mundo.




México 3 x 1 Irã

Com dois gols em três minutos, o México resolveu um jogo que parecia destinado ao empate e largou na frente na disputa pela primeira colocação da Chave D. Em uma partida bastante equilibrada, mexicanos e iranianos jogaram de forma muito parecida, com muito toque de bola e jogada aérea. O placar se encaminhava para o 1 a 1, quando o brasileiro naturalizado mexicano Zinha entrou em campo e mudou a história do jogo, armando a jogada para o segundo gol e fazendo o terceiro, um belo gol de cabeça.

O Irã conta com uma equipe de boa técnica e alguns bons jogadores, como Karimi, mas falta-lhe maior objetividade e um definidor, que possa aproveitar melhor as parcas chances de gol criadas pela equipe.




Angola 0 x 1 Portugal

Contra uma equipe visivelmente inferior, o Portugal de Felipão deixou muito a desejar. Fez seu gol cedo, logo no início do jogo, e acenou com uma esperada goleada. Mas a facilidade da disputa trouxe à tona o que há de pior no elenco português: a soberba. Portugal esqueceu a objetividade e passou abusar das firulas, enquanto os angolanos cresciam na partida e começavam a ameaçar o gol de Ricardo, que garantiu a vitória da equipe com belas defesas.

Apesar de toda a aplicação e apoio da torcida, ficou evidente a baixa qualidade técnica da Angola. Diferente da Costa do Marfim que se viu ontem e dos demais times africanos que brilharam em mundiais anteriores, este é um time com pouca habilidade e força física. Perder pelo placar mínimo acabou sendo um prêmio à perseverança angolana.

Escrito por Fabricio K às 08h47
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4º dia

Austrália x Japão

O primeiro jogo do grupo do Brasil coloca, frente-a-frente, duas escolas opostas: de um lado, o futebol-força da Austrália; de outro, o toque de bola do Japão. Com Zico no comando técnico, os japoneses querem mostrar um futebol mais bonito e eficiente, repetindo a classificação às oitavas-de-final da copa anterior. Igualmente, os australianos apostam no seu treinador para serem a segunda força do grupo: após chegar às semifinais com a Holanda, em 1998, e com a Coréia do Sul, em 2002, o holandês Gus Hiddink quer repetir o feito este ano, com os Aussies.

Meu placar: um empate em 2 a 2.


Estados Unidos x República Tcheca

A bela campanha na Euro 2004 e a segunda colocação do ranking da FIFA permitem que a República Tcheca seja considerada uma das grandes força deste mundial, principalmente após Pavel Nedved revogar sua aposentaria da seleção. Por sua vez, os Estados Unidos chegam à Alemanha com poucas mudanças em relação à equipe que foi oitava colocada no mundial do Japão e da Coréia do Sul. A quarta colocação no ranking da FIFA e a boa campanha nas eliminatórias fazem os americanos acreditarem que podem ser algo mais que meros participantes nesta Copa do Mundo.

Meu placar: 3 a 1 para a República Tcheca.


Itália x Gana

Uma equipe renovada. Está é a Itália de Marcelo Lippi que, diferentemente de anos anteriores, chega à Copa do Mundo com um ataque de respeito: o artilheiro Gilardino e a revelação Luca Toni são a esperança de gols dos italianos, reconhecidos mundialmente por seus esquemas defensivos. Gana, por outro lado, estréia em mundiais tentando provar que não merece ser reconhecida apenas pelo sucesso de suas categorias de base. Com vários jogadores em importantes equipes da Europa - como Essien, meia do Chelsea e Kuffour, zagueiro do Roma - os ganenses têm qualidade de sobra para surpreender neste que também poderia ser considerado um grupo da morte.

Meu placar: 2 a 0 para a Itália.

Escrito por Fabricio K às 08h46
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Quem sai?



A grande notícia do fim de semana foi a vitória do time reserva sobre o titular no treino coletivo da Seleção Brasileira. Descontando-se a proximidade da estréia brasileira e a motivação de quem busca um lugar entre os 11 de Parreira (além de os titulares terem vencido os reservas pelo mesmo placar no coletivo anterior), há quem diga que a situação é preocupante e que Robinho e, principalmente Juninho estariam pedindo passagem.

A grande pergunta é, evidentemente: quem sai?

Porque não basta dizer que este ou aquele estão melhores, há de se definir quem deveria ceder seu lugar e, mais ainda, por quê. A bola da vez é Ronaldo. Apesar dos gols nos últimos amistosos, o aparente sobrepeso e a falta de mobilidade ainda fazem com que grande parte da torcida e da crítica duvidem do Fenômeno. Se fosse feita uma votação, certamente Ronaldo seria o primeiro escolhido a deixar a equipe titular. Outro bem votado seria Zé Roberto. Curiosamente, não haveria um motivo para sua saída, apenas uma predileção pelo provável substituto, Juninho, pentacampeão pelo Lyon, que vem sendo o destaque dos treinos.




Acontece que o pedido por este ou aquele jogador não leva em conta o contexto geral. Pede-se por Robinho, por exemplo, mas não se pede por Fred, que igualmente vem treinando muito bem. Simplesmente, porque Adriano é quase uma unanimidade. O torcedor e a crítica mantêm na lembrança a excepcional participação do Imperador na última Copa das Confederações, mas não leva em conta o mau momento do atacante na Internazionale. Por outro lado, as realizações de Ronaldo, em especial a conquista do Penta, são sempre vistas com reserva, enquanto se supervalorizam pequenas lesões e uma aparente falta de forma física ideal.




E Juninho? Vem sendo o grande destaque dos treinos? Sim. Vem merecendo um lugar entre no time titular? Claro que sim. Mas, diga-me: em lugar de quem? Porque no time dito reserva não há Ronaldo, Adriado, Ronaldinho ou Kaká. Não há o quadrado mágico. Há, sim, um belo grupo em que o meia brilha por sua excepcional qualidade técnica. Para defender sua escalação, há quem diga que ele joga, no Lyon, na mesma posição em que Zé Roberto joga no time de Parreira - o que não é verdade. No time francês, Juninho é o Ronaldinho da seleção: um meia liberado para jogar em todas as partes do campo e que o faz pelo lado esquerdo por pura preferência. Sendo assim, alguém defenderia a saída do Gaúcho para sua entrada?

A verdade é que tanto a escalação de Robinho quanto a de Juninho exigiriam uma mudança de esquema. Mais suave, com a entrada do ex-santista; mais radical, com a entrada do Pernambucano. Diz a história que a Seleção Brasileira quase nunca termina uma Copa do Mundo com o time que começou a competição. Resta ver se a equipe de Carlos Alberto Parreira seguirá com a tradição.

Escrito por Fabricio K às 18h46
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Destaque do dia



Azar é do goleiro, costuma-se dizer. Pois foi azar de um e sorte de outro, no caso da seleção de Trinidad e Tobago, que entrou em campo para enfrentar a Suécia. Durante o aquecimento, o titular Kelvin Jack sentiu uma lesão e acabou substituído pelo reserva, Hislop. E o veterano, goleiro do West Ham da Inglaterra, foi o grande destaque da partida: parou o ataque sueco, de Ibrahimovic e Larsson, e garantiu à sua equipe um empate em sua estréia em copas do mundo.

Shaka Hislop já é um dos personagens deste mundial.

Escrito por Fabricio K às 03h10
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Uma decepção. E um grande jogo



Inglaterra 1 x 0 Paraguai

Quando a Inglaterra abriu o placar, logo no início da partida, previu-se um grande jogo, com muitos gols. Puro engano. Ingleses e paraguaios fizeram uma partida de muita luta e pouco futebol. E o Paraguai ainda teve que suportar ver seu grande comandante, Carlos Gamarra, marcar um gol-contra após cobrança de falta de David Beckham.

Não foi uma grande largada, mas no fim do dia a Inglaterra viu-se diante de um grande resultado. Ao Paraguai, resta melhorar sensivelmente o ataque e apostar tudo na partida contra os suecos.




Trinidad e Tobago 0 x 0 Suécia

Grande decepção da Copa do Mundo até aqui, a Suécia viu-se surpreendida pela forte marcação do time caribenho e não saiu do zero. E Trinidad e Tobago, que fazia sua estréia em mundiais, ainda apresentou uma grande atuação do goleiro Hislop, de 37 anos, que fechou o gol e foi destejado pelos companheiros ao final da partida.

Uma das forças da Europa, a Suécia decepciona e deixa escapar a oportunidade de brigar pela primeira colocação do Grupo B - o que pode ter complicado definitivamente seu futuro na competição, já que o segundo colocado fatalmente enfrentará os donos da casa nas oitavas-de-final.




Argentina 2 x 1 Costa do Marfim

Enfim, uma partida de encher os olhos. Na falta de Camarões, os admiradores do futebol africano vestiram a camisa laranja da Costa do Marfim prontos para torcer contra os hermanos. Viram um time muito forte e habilidoso, mas extremamente dependente de Didier Drogba. Do outro lado, havia uma nova Argentina de José Pekerman, com menos velocidade mas com muito controle da bola. Comandados por Riquelme, aqui em sua primeira grande chance na seleção, os argentinos souberam jogar explorando as deficiências do adversário e venceram com autoridade.

É bem verdade que os marfinenses deram trabalho, ainda mais depois de fazerem o seu gol, mas falta à equipe maior senso tático e mais participação coletiva. Fosse numa chave mais fraca e a Costa do Marfim seria forte candidata às oitavas-de-final. Contra os argentinos, viu-se que aos Elefantes falta o algo mais.

Escrito por Fabricio K às 02h56
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3º dia

O segundo dia do mundial marcou a estréia de duas grandes forças na competição: a Inglaterra pouco jogou, mas venceu o Paraguai, e a Argentina superou a Costa do Marfim no melhor jogo da Copa do Mundo até então. A decepção ficou por conta da Suécia, que não saiu do zero no placar frente os estreantes de Trinidad e Tobago.

Hoje, são três as partidas:


Sérvia e Montenegro x Holanda

Esqueça a Holanda de Seedorf e Davids: o grande destaque daquela que já foi a Laranja Mecânica é a revelação do Chelsea, o atacante Arjan Robben. Marco Van Basten assumiu o comando técnico da seleção e protagonizou uma grande (e necessária) renovação. Dos antigos ídolos, apenas Cocu, Van Nistelrooy e o veterano goleiro Van Der Saar permanecem. Já a Sérvia e Montenegro, do artilheiro Kezman, chega à Copa do Mundo disposta a provar que pode ser a primeira força da chave. Para tanto, conta com um futebol de muita habilidade e os talentos do meia Stankovic e do atacante Milosevic.

Meu placar: 3 a 1 para Sérvia e Montenegro.


México x Irã

A FIFA surpreendeu ao defini-lo como um dos cabeças-de-chave, mas a participação do México nos últimos mundiais permite que os mexicanos sonhem com algo mais neste mundial. O problema está nas oitavas-de-final, que apresenta um cruzamento com o grupo da morte. O Irã, por sua vez, vai para seu terceiro mundial sem grandes pretensões. O time é uma incógnita, mas seu técnico, o croata Branko Markovic, está no cargo há quatro anos - o que pode ser um diferencial.

Meu placar: 2 a 1 para o Irã.


Angola x Portugal

A colônia contra a metrópole: assim está sendo tratado o confronto entre angolanos e portugueses que, curiosamente, acontecerá na cidade de Colônia. Portugal, de Felipão, quer repetir a grande campanha da Euro 2004, explorando os talentos do veterano Figo, do luso-brasileiro Deco e da revelação Cristiano Ronaldo. Para Angola, que conquistou sua classificação ao mundial de forma heróica, apenas estar entre os 32 participantes da Copa do Mundo já pode considerado um prêmio.

Meu placar: 3 a 0 para Portugal.

Escrito por Fabricio K às 00h17
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Destaque do dia



Muito se falou de Miloslav Klose e seus dois gols na primeira partida da Copa do Mundo, até pela grande possibilidade de a Alemanha ir à final e Klose ser um dos candidatos a artilheiro da competição. Mas o grande destaque do primeiro dia talvez tenha sido o costa-riquenho Wanchope.

O atacante igualmente deixou dois no placar, e expôs a fragilidade defensiva dos donos da casa, mostrando aos inimigos dos alemães o caminho para derrotar um dos favoritos ao título.

Escrito por Fabricio K às 23h08
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Um dia de surpresas



Alemanha 4 x 2 Costa Rica

Com um recorde. Foi assim que o país sede iniciou sua participação na Copa do Mundo: nunca houve tantos gols em uma partida de abertura do mundial. Atuando com a autoridade de dono da casa, a Alemanha abriu o placar logo no início de jogo e contou com dois golaços, o primeiro e o último, para vencer com folga no marcador. A Costa Rica bem que tentou: assustou os germânicos quando empatou o jogo e deixou Klinsmann preocupado quando fez o segundo gol. Mas falta, ao time de Alexandre Guimarães, maior qualidade para buscar algo a mais.

O primeiro jogo da Copa do Mundo também serviu como cartão de visita de um dos candidatos à artilharia da competição: Klose, que fez dois gols e promete ser o homem-gol da equipe na campanha pelo tetracampeonato.




Equador 2 x 0 Polônia

Surpreendente. Assim pode-se definir a vitória do Equador sobre os poloneses. Nem tanto pela equipe equatoriana, que teve ótima participação nas eliminatórias; mas, principalmente, pela inércia da Polônia. Durante 45 minutos, os poloneses deixaram os equatorianos jogarem, e foram envolvidos pelo futebol de força e velocidade dos sul-americanos. Somente na segunda etapa os europeus entraram no jogo, como se costuma dizer, e poderiam até ter empatado no placar, não fossem duas bolas na trave.

Com essa importante vitória, o Equador sai na frente pela disputa da segunda vaga do Grupo A.

Escrito por Fabricio K às 11h06
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2º dia

O primeiro dia de competição na Alemanha foi de surpresas. A Alemanha surpreendeu, vencendo com uma boa diferença de gols e a Polônia, tida como a segunda força da chave, foi surpreendida pelo Equador e praticamente ficou de fora da disputa pela segunda vaga.

Hoje, são três as partidas:


Inglaterra x Paraguai

Os ingleses chegam ao Mundial com uma grande equipe, a melhor em muitos anos. Há quem diga que esta é a melhor geração da história do país. Com um meio-campo qualificadíssimo, com Gerrard, Lampard e Beckham, e um ataque rápido, com Owen e Rooney, a Inglaterra é uma das grandes forças desta Copa do Mundo. O Paraguai, por sua vez, vem com uma equipe renovada, com seu maior jogador, Gamarra, em decadência, e não deve passar de figurante na competição.

Meu placar: 3 a 0 para a Inglaterra.


Trinidad e Tobago x Suécia

Um dos maiores destaques das eliminatórias européias, a Suécia chega à Alemanha disposta a ganhar o título. E tem time para isso. Larsson teve importante participação na conquista da Champions League pelo Barcelona, e Ibrahimovich, avante da Juventus, é um dos grandes jogadores da Europa, na atualidade. Em contrapartida, Trinidad e Tobago chega à sua primeira Copa do Mundo apostando no talento do veterano Dwight Yorke para não fazer feio.

Meu placar: 4 a 0 para a Suécia.


Argentina x Costa do Marfim

Se há uma seleção que pode desbancar o favoritismo brasileiro, esta é a Argentina. Sempre candidata ao título, a equipe decepcionou nas últimas participações, sendo eliminada precocemente. Neste ano, porém, os comandados de José Pekerman vêm com Riquelme em grande fase e um ataque poderoso, com Tevez, Crespo e Messi. A Costa do Marfim, por sua vez, talvez tivesse melhor sorte se caísse em outro grupo. A melhor força africana tem em Eboué, do Arsenal, e Drogba, do Chelsea, seus grandes destaques.

Meu placar: 3 a 1 para a Argentina.

Escrito por Fabricio K às 09h54
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Bola rolando

Começa, hoje, a 18ª Copa do Mundo. A quinta realizada em solo europeu, a segunda realizada na Alemanha - a primeira, em 1974, foi vencida exatamente pelos anfitriões, que derrotaram a Laranja Mecânica de Johann Cruyff e Rinus Michels. E neste ano, será que a Alemanha chega em mais uma final? O time de Jurgenn Klinsmann segue contestado, mas esse, afinal, é o estigma dos alemães: assim como os italianos, por mais que se duvide de sua capacidade, por mais que acumulem maus resultados, quase sempre estão entre as quatro melhores seleções do torneio.

O Mundial começa com a partida dos donos da casa. Deveria ser o atual detentor da taça a abrir os serviços, mas desde a última disputa o campeão não garante mais sua classificação para a edição seguinte, e a honra passou a ser dos anfitriões.




Alemanha x Costa Rica

Em sua estréia, eu espero uma Alemanha bastante nervosa. Alvo de desconfiança por grande parte de sua torcida, o time alemão deve fazer um jogo cauteloso - mesmo porque não contará com sua principal estrela, Michael Ballack. Por outro lado, a Costa Rica, mesmo com maus resultados nos últimos amistosos, deve jogar solta, para o ataque, buscando surpreender. Porém, a equipe dirigida pelo brasileiro Alexandre Guimarães não tem futebol para fazer frente aos comandados de Klinsmann.

Meu placar: 1 a 0 para a Alemanha.


Equador x Polônia

A Polônia vem de uma boa vitória sobre a Croácia. Já o Equador é o franco-atirador do grupo: em sua segunda participação em mundiais, os equatorianos jogam sem responsabilidade alguma. O time polonês, entretanto é superior, e deve vencer com certa tranquilidade.

Meu placar: 2 a 0 para a Polônia.

Escrito por Fabricio K às 02h33
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Mudanças em vista?

Era diferente o time de Carlos Alberto Parreira.

Quando o técnico tetracampeão voltou a dirigir o Brasil, seu esquema de jogo era diferente: como cão-de-guarda da defesa, tínhamos Emerson. Logo à frente, eram dois os armadores: Juninho, pela direita e Zé Roberto, pela esquerda. Os pontas-de-lança, como Parreira gosta de dizer, eram Kaká e Ronaldinho. Ronaldo, bem à frente, era o único atacante.

Isso, até o quarteto mágico vir à tona. Saiu o Pernambucano, e Adriano passou a jogar no ataque, ou ao lado do Fenômeno ou ao lado de Robinho - como na conquista da Copa da Confederações. Houve quem falasse em quinteto, mas Parreira afirmou que chegara ao seu (e ao nosso) limite.

Time definido, quarteto afirmado, e tudo ia bem na Seleção Brasileira. Até Parreira mostrar, na véspera da Copa do Mundo, que pode mexer no time aparentemente intocável. A aposta era a volta do esquema com dois armadores, e a entrada de Juninho na equipe, mas a boa atuação de Robinho contra a Nova Zelândia, e os reflexos de sua entrada no time, mexeram com a cabeça do treinador brasileiro. Junte-se as bolhas de Ronaldo (e a febre que o impediu de treinar) e o Fenômeno pode perder sua cadeira cativa.

Em princípio, a equipe está confirmada para a estréia contra a Croácia, com Ronaldo e Adriano no ataque. Mas tudo leva a crer que, se o Fenômeno não fizer ótimos 45 minutos iniciais, pode estar dando adeus ao seu lugar entre os 11 titulares. O que, até então, era simplesmente impensável.

Escrito por Fabricio K às 02h16
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Rumo ao Hexa




Bem, amigos do Barbirotto, a partir de amanhã, é por aqui, no Barbirotto na Copa, que você vai acompanhar a Copa do Mundo lance por lance.

Não, eu não estou na Alemanha. Mas coloquei um ponto-extra da NET na sala pra poder assistir ao Mundial e a todas as mesas-redondas possíveis numa TV de 29 polegadas, semi-plana e estéreo. Além disso, me programei para tirar 15 dias de férias a partir do dia 21 - o que me permitirá assistir a grande parte das partidas ao vivo.

E o Futebol S.A.? E o Barbirotto? Ah, pois é. Os blogues entrarão em recesso, ficarão em stand by até o dia 10 de julho - afinal, durante o período da Copa do Mundo, minha vida girará em torno do que acontece na Alemanha.

Sendo assim, seja bem-vindo.

Escrito por Fabricio K às 21h54
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