Barbirotto na Copa


Te vejo em 2010



Chegou a hora de me despedir.

Manter o Barbirotto na Copa durante esses 30 dias de Copa do Mundo foi um prazer enorme. E eu só tenho a agradecer a quem se deu o trabalho de vir até aqui ler minhas opiniões e análises, que se não são profissionais – já que não sou formado em Jornalismo – são escritas com muita paixão pelo futebol.

Muito obrigado a todos.
Até 2010, na África do Sul.

Escrito por Fabricio K às 23h37
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A história das Copas

1930 URUGUAI
Uruguai 4 x 2 Argentina

1934 ITÁLIA
Itália 2 x 1 Checoslováquia

1938 FRANÇA
Itália 4 x 2 Hungria

1950 BRASIL
Uruguai 2 x 1 Brasil

1954 SUÍÇA
Alemanha 3 x 2 Hungria

1958 SUÉCIA
Brasil 5 x 2 Suécia

1962 CHILE
Brasil 3 x 2 Checoslováquia

1966 INGLATERRA
Inglaterra 3 x 2 Alemanha

1970 MÉXICO
Brasil 4 x 1 Itália

1974 ALEMANHA
Alemanha 2 x 1 Holanda

1978 ARGENTINA
Argentina 3 x 1 Holanda

1982 ESPANHA
Itália 3 x 1 Alemanha

1986 MÉXICO
Argentina 3 x 2 Alemanha

1990 ITÁLIA
Alemanha 1 x 0 Argentina

1994 ESTADOS UNIDOS
Brasil 0 x 0 Itália

1998 FRANÇA
França 3 x 0 Brasil

2002 JAPÃO / CORÉIA DO SUL
Brasil 2 x 0 Alemanha

2006 ALEMANHA
Itália 1 x 1 França


Escrito por Fabricio K às 23h17
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Ciao Italia



Uma última homenagem ao time italiano.

Na foto, as maiores motivações do goleiro Buffon e do meio-campo Totti: Alena Seredova e Ilary Blasi, suas namoradas, presenças constantes nas arquibancadas alemãs durante o Mundial.

Escrito por Fabricio K às 23h11
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Os melhores // FIFA

Bola de Ouro
Zinedine ZIDANE // França

Melhor Jogador Jovem
Lukas PODOLSKI // Alemanha


Chuteira de Ouro
Miroslav KLOSE // Alemanha
5 gols

Chuteira de Prata
Hernán CRESPO // Argentina
3 gols

Chuteira de Bronze
RONALDO Nazário // Brasil
3 gols


Prêmio Lev Yashin
Gianluigi BUFFON // Itália

Equipe Mais Empolgante
PORTUGAL

Prêmio FIFA Fair Play
BRASIL e ESPANHA


All-Star Team
Confira neste link os 23 jogadores.

Escrito por Fabricio K às 00h30
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Os melhores // Barbirotto

Seleção da Copa

GOLEIRO
Buffon // Itália

ZAGUEIROS
Lúcio // Brasil
Cannavaro // Itália

LATERAIS
Miguel // Portugal
Lahm // Alemanha

MEIAS
Maniche // Portugal
Vieira // França
Pirlo // Itália
Zidane // França

ATACANTES
Cristiano Ronaldo // Portugal
Klose // Alemanha


Melhor Técnico
Jürgen Klinsmann // Alemanha


Craque da Copa
Cannavaro // Itália

Escrito por Fabricio K às 00h27
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Era uma vez uma Copa do Mundo // 5

A GRANDE CAMPEÃ
Itália




A Itália está sempre entre as seleções favoritas à conquista da Copa do Mundo. Inicia sua participação claudicante, se classifica com dificuldade para a segunda fase mas sempre é um time muito forte, muito difícil de ser batido. E neste Mundial não foi diferente. Não houve quem conseguisse bater a equipe de Marcello Lippi. Uma equipe que sofreu apenas dois gols – um deles contra; o outro, de pênalti. E que, diferente de outras participações, foi consistente do início ao fim. Começou com uma bela vitória na partida de estréia e terminou com uma vitória nos pênaltis e a consequente conquista do tetracampeonato mundial após 24 anos de espera – assim como o Brasil, em 1994.

Azzurra. Campeã do Mundo de 2006.

Escrito por Fabricio K às 23h55
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Era uma vez uma Copa do Mundo // 4

AS SEMIFINAIS


4º Portugal // repetindo a façanha do time de Eusébio de 1966, Portugal chegou às semifinais desta Copa do Mundo. Não conseguiu, entretanto, repetir a 3ª colocação. Mas o torcedor português tem motivos de sobra para comemorar os resultados da equipe sob comando de Felipão – que nesta semana anunciou a renovação de seu contrato por mais dois anos.

3º Alemanha // se o dia da derrota para os italianos foi de choro compulsivo, o dia da vitória sobre Portugal, e da conquista da 3ª colocação no Mundial, foi de imensurável alegria. Com jovens talentos e o brilho de Jürgen Klinsmann no banco de reservas, a Alemanha conquistou o coração de todos e festejou, com merecimento, a realização da melhor Copa do Mundo da história. A festa alemã foi de encher os olhos. De lágrimas.

2º França // o time de maior média de idade entre as 32 seleções participantes começou a competição cambaleante. O empate sem gols contra a Suíça foi quase trágico, mas a classificação às oitavas-de-final veio na última rodada, com uma vitória sobre Togo, e a equipe rejuveneceu ao eliminar os espanhóis. Contra o Brasil, Zidane apresentou a melhor atuação inidivual da Copa, e contra Portugal a França confirmou que era um time de chegada.


(continua)

Escrito por Fabricio K às 23h54
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Era uma vez uma Copa do Mundo // 3

AS QUARTAS-DE-FINAL


8º Ucrânia // Schevchenko. Essa era a única razão para se acreditar no desconhecido time ucraniano. Mas o artilheiro do Milan começou a competição recuperando-se de uma lesão e a Ucrânia enfrentou imensas dificuldades, sendo eliminada pelos italianos, nas quartas-de-final, de forma acachapante.

7º Inglaterra // um gol de falta de Beckham deu à Inglaterra a classificação na partida contra os equatorianos. Frente Portugal, entretanto, a pontaria do capitão não funcionou, e a equipe amargou mais uma dura eliminação nos pênaltis, para a alegria do goleiro português, Ricardo.

6º Argentina // bastou uma goleada de 6 a 0 para uma das favoritas ao título, a Argentina, ser elevada ao posto de finalista. Mas a difícil partida contra os mexicanos pesou na hora de decidir com a Alemanha a vaga para as semifinais. E, nos pênaltis, os hermanos foram eliminados pela eficiência dos donos da casa.

5º Brasil // papelão. Vexame. Vergonha. A crôncia esportiva e o torcedor brasileiro não pouparam críticas ao desempenho do Brasil na Copa. Mas perder para um dos finalistas não pode ser considerado um desastre. No fim das contas, a equipe de Carlos Alberto Parreira foi condenada por um futebol nunca visto além dos sonhos do torcedor.


(continua)

Escrito por Fabricio K às 23h54
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Era uma vez uma Copa do Mundo // 2

AS OITAVAS-DE-FINAL


16º Austrália // Guus Hiddink sabe das coisas. Após levar a Coréia do Sul às semifinais em 2002, o holandês fez um belo trabalho no comando da Austrália, que só foi eliminada, nas oitavas-de-final, após uma penalidade máxima extremamente duvidosa marcada no último minuto de jogo. Melhor para os italianos, que rumaram dali para o título.

15º México // o gol contra os argentinos, logo no início da partida, deixou a torcida eufórica. Mas estar entre as 16 melhores equipes da Copa ficou de bom tamanho para a bela equipe do México.

14º Suécia // a grande campanha nas eliminatórias, e o ótimo desempenho do ataque sueco fizeram crer que ali estava um dos candidatos ao título. O empate com os tobaguianos, entretanto, colocou a Suécia no caminho dos anfitriões, que encerraram sua participação com uma campanha medíocre.

13º Gana // cair no grupo da Itália já foi um grande desafio para Gana. Enfrentar o Brasil nas oitavas-de-final foi outro ainda maior. O placar dilatado não fez juz à atuação da melhor equipe africana da atualidade.


12º Equador // tida como uma das boas surpresas da Copa do Mundo, o Equador fez bonito na primeira fase, eliminando Costa Rica e Polônia, mas não conseguiu repetir o mesmo futebol contra os ingleses. Mesmo assim, saiu da competição com uma honrosa 12ª colocação.

11º Holanda // comandada pelo craque Marco Van Basten, a Holanda chegou à Alemanha com uma equipe renovada. O talento de Robben e Van Persie fez a diferença nos primeiros jogos, mas contra Portugal a falta de experiência pesou. Mas o torcedor não deve se preocupar: essa é uma seleção que deve chegar muito forte ao Mundial de 2010.

10º Suíça // em uma Copa de poucos gols, a Suíça conseguiu uma proeza: foi eliminada sem sofrer um gol sequer. A derrota para os ucranianos aconteceu somente após a cobrança de penalidades máximas. Em que os suíços foram responsáveis por outra proeza: não converteram nenhuma cobrança.

9º Espanha // a Fúria começou a competição goleando os ucranianos por 4 a 0. O ímpeto, entretanto, foi diminuindo aos poucos, e culminou em uma melancólica desclassificação para os franceses. Fábregas e Fernando Torres, jovens talentos espanhóis, terão de esperar mais quatro para provar que podem levar a Espanha a um patamar maior.


(continua)

Escrito por Fabricio K às 23h54
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Era uma vez uma Copa do Mundo // 1

Os italianos seguem comemorando o tetra. Os brasileiros, lamentando a volta para casa sem o hexa. Já os alemães festejam a terceira colocação e a realização do melhor Mundial da história. Uma semana se passou do final da Copa do Mundo da Alemanha, e chegou o momento de fazer um balanço final, com a classificação de cada uma das 32 equipes participantes:


32º Sérvia e Montenegro // às vésperas da competição, um plebiscito definiu a divisão do país em duas nações: Sérvia e Montenegro. O resultado foi uma equipe confusa e desmotivada, que lutava por... nada. Três derrotas e 10 gols sofridos deram à Sérvia e Montenegro a pior colocação na classificação geral.

31º Togo // Togo chegou ao Mundial discutindo premiação e vendo seu técnico entregar o cargo. Depois de surpreender nas eliminatórias, eliminando Senegal, os africanos decepcionaram e foram derrotados nas três partidas da primeira fase.

30º Costa Rica // os dois gols marcados contra os anfitriões, na partida de estréia, fizeram crer que a Costa Rica pudesse realizar uma boa campanha. Mas outras duas derrotas, e a última colocação do Grupo A, acabaram com as pretensões dos costa-riquenhos.

29º Trinidad e Tobago // apontada como uma das piores equipes do Mundial, Trinidad e Tobago vendeu caro as derrotas para ingleses e paraguaios. E o ponto conquistado na partida contra a Suécia entrou para a história da equipe caribenha.

28º Japão // sob comando de Zico, os japoneses foram para a Alemanha sonhando com a classificação à segunda fase. Um sonho que se perdeu nos minutos finais da partida contra os australianos, que acabaria por definir a sorte do Japão no Mundial.

27º Arábia Saudita // pior equipe da Copa de 2002, a Arábia Saudita galgou algumas posições após empatar com a Tunísia em uma partida muito disputada. Mas, ainda assim, amargou a última colocação do Grupo H.

26º Irã // último colocado do Grupo D, o Irã decepcionou seus torcedores, que poderiam não estar tão confiantes na classificação às oitavas-de-final, mas que, certamente, não esperavam ficar atrás até mesmo da Angola.

25º Estados Unidos // a 5ª colocação no Ranking da FIFA deixou os americanos extremamente confiantes em ficar entre as 16 melhores equipes da competição, mas as derrotas para Gana e República Tcheca acabaram com suas pretensões. Curiosamente, os Estados Unidos não perderam para os campeões mundiais.


24º Tunísia // um gol contra a Espanha foi suficiente para colocar os tunisianos acima das oito piores equipes do Mundial. Já é motivo de sobra para comemorar.

23º Angola // bem que a Angola queria: "Nós vamos jogar contra o Brasil!", gritava um torcedor após a classificação para a Copa do Mundo, na última partida das eliminatórias africanas. Não foi possível, após a derrota para Portugal. Mas os dois pontos conquistados nos dois empates, com México e Irã, foram motivo de celebração para a simpática seleção angolana.

22º Croácia // era sabiado que, no Grupo F, o do Brasil, uma vitória valeria ouro. Mas a Croácia, que já foi semifinalista em 1998, não passou do empate frente japoneses e australianos e acabou eliminada ainda na primeira fase.

21º Polônia // favorita à segunda vaga do grupo da Alemanha, a Polônia foi surpreendida pelo forte futebol apresentado pelos equatorianos e não passou da fase de grupos. Ao menos, se despediu com uma boa vitória frente a Costa Rica.

20º República Tcheca // depois da ótima campanha na Euro2004, a República Tcheca conquistou a 2ª colocação no Ranking da FIFA e chegou ao Mundial apontada com uma das grandes seleções. A ótima vitória frente os americanos, entretando, acabou sendo o único bom momento da equipe de Pavel Nedved.

19º Costa do Marfim // duas derrotas que não estavam nos planos: a Costa do Marfim jogou muito bem contra os argentinos e foi prejudicada pela arbitragem na partida contra os holandeses. Mas a vitória sobre os sérvios e montenegrinos, no jogo de despedida, fez justiça à bela equipe de Didier Drogba.

18º Paraguai // forte na defesa, o Paraguai pecou justamente na hora de fazer gols e não consguiu reverter os gols sofridos contra ingleses e suecos. Ao menos, a equipe conseguiu uma boa vitória na partida de despedida do grande zagueiro Carlos Gamarra.

17º Coréia do Sul // semifinalista em 2002, a Coréia do Sul queria provar que poderia, sim, seguir adiante sem a ajuda da arbitragem. Não conseguiu. Buscou outro técnico holandês, Dick Advocaat para o lugar de Guus Hiddink, mas acabou eliminada justamente na última rodada.


(continua)

Escrito por Fabricio K às 23h21
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Tetra. Campeã.



17 de julho de 1994. Após um empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, o Brasil conquista o tetracampeonato mundial após vencer a Itália, nos pênaltis, 24 anos depois de se consagrar tricampeão.

09 de julho de 2006. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, a Itália conquista o tetracampeonato mundial após vencer a França, nos pênaltis, 24 anos depois de se consagrar tricampeã.


Foi uma grande final. Digna de uma grande Copa do Mundo. Houve quem não visse maiores qualidades em nenhuma das equipes, mas se italianos e franceses chegaram à finalíssima foi por mérito. Muitos méritos. De reconhecida robustez defensiva, a Itália procurava tomar a bola do adversário para depois sair para o jogo a partir do ótimo meia Andrea Pirlo. Os passes em profundidade buscavam, quase sempre, Luca Toni, artilheiro do campeonato nacional.

A França, por sua vez, ditava o ritmo de jogo tendo como maiores diferenciais a experiência e a qualidade de técnica de jogadores como Vieira, Thuram, Henry e, principalmente, Zidane. Os franceses tocavam a bola de um lado a outro do campo, esperando o melhor momento para avançar sobre a área adversária. E foi assim que abriram o placar, logo a 6min: Malouda entrou na área pela esquerda e foi derrubado por Materazzi. Pênalti. Que Zidane cobrou e converteu: 1 a 0.

No meio-campo italiano, Pirlo comandava as ações. E o empate não poderia sair de outra forma que não fosse de seus pés: em cobrança de escanteio, a 19min, o meia colocou a bola na cabeça de MaterazzI, que bateu Vieira pelo alto para dar números iguais ao placar: 1 a 1. A mesma jogada quase resultou em novo gol aos 35min: novamente Pirlo bateu o escanteio, dessa vez na cabeça de Luca Toni, que ganhou de seu marcador mas mandou a bola no travessão.

Se estava favorável à Azzurra, a situação da partida se inverteu completamente na segunda etapa. Logo a 2min de jogo, Henry passou pela marcação, entrando na área pela esquerda. Mas o chute saiu mascado, rasteiro, e Buffon defendeu com certa tranquilidade. Pouco depois, o mesmo Henry fez uma grande jogada individual, driblando três marcadores, mas foi desarmado por Zambrotta antes que pudesse chutar a gol. Mesmo isolado no ataque, o atacante do Arsenal era a principal figura ofensiva do time francês. Pressionado por Cannavaro, Henry conseguiu, mais uma vez, uma boa conclusão, mas Buffon estava bem colocado e fez uma defesa segura.




Com a igualdade no placar no tempo regulamentar, a partida seguiu para o tempo extra. E Les Bleus continuaram pressionando os italianos. Ribéry tabelou com Malouda e bateu da entrada da área. A bola saiu pela linha de fundo, bem próxima da trave. Acuada, a Itália se fechava na sua defesa. E antes que terminasse o primeiro tempo da prorrogação, Zidane teve a oportunidade de fazer o gol da vitória: o meia trouxe a bola pelo meio, lançou Sagnol na direita e foi para a área. O cruzamento veio com perfeição, e a cabeçada foi precisa. Mas Buffon fez a maior defesa da Copa, espalmando pela linha de fundo.

Nem bem começara a segunda etapa do tempo extra e o capitão francês despediu-se de forma melancólica do futebol: agredido verbalmente por Materazzi, Zidane revoltou-se e desferiu uma cabeçada no peito do zagueiro italiano. Foi, justamente, excluído da partida pelo argentino Horácio Elizondo – o mesmo que ignorou um pênalti claríssimo do mesmo Materazzi em Malouda, manchando sua arbitragem e comprometendo o resultado final da partida. Que, empatada após 120 minutos, acabou sendo decidida nas penalidades máximas.

Sem Henry, Vieira e Zidane, a França partiu para as cobranças desfalcada. Wiltord, Abidal e Sagnol converteram. Mas Trezeguet desperdiçou a sua, chutando no travessão. E quando Grosso deslocou Barthez para converter o quinto pênalti da sua equipe, os comandados de Marcello Lippi começaram a festa.

Uma festa que levou 24 anos para acontecer.

Escrito por Fabricio K às 22h18
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O craque



Zidane é o Bola de Ouro Adidas.


PONTUAÇÃO FINAL

Zinedine Zidane // 2012 pontos
Fabio Cannavaro // 1977 pontos
Andrea Pirlo // 715 pontos

Escrito por Fabricio K às 09h57
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Alemanha: um time vencedor



Foi um grande jogo. Mantendo a tradição das últimas disputas de 3º lugar, o jogo entre alemães e portugueses teve muitos gols, emoção de sobra e uma atuação memorável de Bastian Schweinsteiger, que fez dois gols e ainda foi responsável direto pelo terceiro gol de sua equipe.

A partida deste sábado foi curiosa em um aspecto: os quatro gols foram marcados na segunda etapa. Nos primeiros 45 minutos, ambas as equipes criaram boas oportunidades de gol, mas os goleiros estiveram muito seguros. Somente aos 15min de jogo Portugal ameaçou o gol de Oliver Kahn, que substituía Lehmann: Simão lançou Pauleta, que entrou na área mas chutou fraco, rasteiro, para boa defesa do goleiro alemão.

A Alemanha respondeu logo em seguida: da intermediária, Kehl, o substituto de Ballack, tentou encobrir Ricardo, que deu dois passos para trás e, com a ponta dos dedos, mandou a bola para escanteio. Cinco minutos depois, Podolski, recém eleito o Melhor Jogador Jovem da competição, soltou um chute potentíssimo da entrada da área, em cobrança de falta. Ricardo fez uma defesa fantástica, evitando o primeiro gol alemão.

Foi de falta, também, a primeira oportunidade da seleção portuguesa, no segundo tempo. Simão bateu, da entrada da área, mas a bola passou por sobre o gol de Kahn.

Passavam dez minutos de jogo quando Schweinsteiger começou a decidir a partida. O meia recebeu a bola na esquerda, cortou para o centro e soltou a bomba. A bola saiu com muito efeito e fez uma curva espetacular, enganando o goleiro Ricardo: 1 a 0. Cinco minutos depois, a Alemanha ampliou: Schweinsteiger cobrou uma falta para o centro da área e Petit desviou para dentro da própria meta, tirando Ricardo da jogada: 2 a 0.




Dois minutos depois, Deco entrou na área alemã e chutou à queima-roupa. Kahn fez uma defesa extraordinária, mandando para escanteio. Atrás no placar, Portugal partia para o ataque. Figo entrou em campo e fez belo passe para Critiano Ronaldo, que chutou para bela defesa do goleiro alemão. No contra-ataque, a bola sobrou para Schweinsteiger que, da intermediária, soltou uma bomba no ângulo esquerdo de Ricardo, indefensável. Passava dos 30 minutos da segunda etapa, e os donos da casa faziam 3 a 0.

Um placar de certa forma injusto para os portugueses, que jogavam bem mas falhavam no momento de definição das jogadas. Cristiano Ronaldo tentou mais uma vez em cobrança de falta da intermediária. A bola tomou muita velocidade e efeito, mas Oliver Kahn recuperou-se a tempo de fazer mais uma bela defesa. Nos últimos instantes de jogo, o goleiro alemão nada pôde fazer no ótimo cruzamento de Figo, que pegou Nuno Gomes sozinho, de cara para o gol aberto. E de cabeça o atacante fez o gol de honra do time português: 3 a 1.

Mesmo sem conseguir repetir o feito de 40 anos atrás, Portugal encerra sua participação na Copa do Mundo de forma brilhante, em uma honrosa 4ª colocação. A Alemanha, por sua vez, celebra o 3º lugar como se fosse o título. E justamente. Porque, ao conquistar 80 milhões de torcedores no seu país, e mais outros tantos ao redor do mundo, a equipe de Jürgen Klinsman pode ser considerada a grande vencedora deste mundial.


DISPUTA DE 3º LUGAR
Alemanha 3 x 1 Portugal
Gottlieb-Daimler-Stadion, Stuttgart

Escrito por Fabricio K às 21h13
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A grande final



Itália x França
Olympiastadion, Berlim


Historicamente, a Itália é um país que enfrenta muitas dificuldades na primeira fase do Mundial. Mas não neste: tirando o empate com os americanos, em que a expulsão de um jogador italiano mudou o rumo da partida, a Azzura conheceu somente vitórias em sua campanha até a grande final. Foram 11 gols marcados e somente um sofrido. Contra. Sem um grande craque, mas com um time de bons jogadores como Pirlo e Buffon, a equipe de Marcello Lippi chega à decisão comandada por um dos melhores jogadores da competição, o zagueiro e capitão Cannavaro.

Depois da pífia campanha em 2002, a França estava longe de ser uma das favoritas ao título. O empate com a Suíça, logo na estréia, somente reforçou a sensação de que novamente Les Bleus protagonizariam um novo vexame. Mas um gol de Vieira abriu caminho para a vitória sobre Togo e a equipe de Raymond Domenech seguiu para as oitavas-de-final. Contra a Espanha, a equipe renasceu, e a extraordinária atuação de Zidane frente os brasileiros mostrou que a França poderia, sim, ser campeã do mundo. Um novo triunfo, dessa vez sobre Portugal, foi somente mais uma etapa na vitoriosa campanha francesa.



As campanhas dos finalistas


ITÁLIA

2 x 0 Gana
1 x 1 Estados Unidos
2 x 0 República Tcheca
1 x 0 Austrália
3 x 0 Ucrânia
2 x 0 Alemanha


FRANÇA

0 x 0 Suíça
1 x 1 Coréia do Sul
2 x 0 Togo
3 x 1 Espanha
1 x 0 Brasil
1 x 0 Portugal

Escrito por Fabricio K às 15h10
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Os Extra-Classe



Coube a Zé Roberto a honra de ser o único brasileiro entre os melhores da Copa do Mundo para a FIFA. Nesta sexta-feira, o Grupo de Estudos Técnicos da entidade apresentou a lista das 23 estrelas do Mundial da Alemanha. São eles:


GOLEIROS
Buffon // Itália
Lehmann // Alemanha
Ricardo // Portugal

ZAGUEIROS
Ayala // Argentina
Cannavaro // Itália
Ricardo Carvalho // Portugal
Terry // Inglaterra
Thuram // França

LATERAIS
Lahm // Alemanha
Zambrotta // Itália

MEIAS
Ballack // Alemanha
Figo e Maniche // Portugal
Pirlo e Gattuso // Itália
Vieira e Zidane // França
Zé Roberto // Brasil

ATACANTES
Crespo // Argentina
Henry // França
Klose // Alemanha
Totti e Luca Toni // Itália


Um dos únicos jogadores a ser eleito duas vezes o melhor em campo, contra a Austrália e contra Gana, Zé Roberto foi um dos poucos a se destacarem na decepcionante campanha da Seleção Brasileira na competição.

Escrito por Fabricio K às 22h55
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Com a cara do comandante



Alemanha x Portugal
Gottlieb-Daimler-Stadion, Stuttgart


Dois grandes treinadores. Dois grandes líderes. Jürgen Klinsman e Luis Felipe Scolari são, sem dúvida, o maior atrativo desta disputa de 3º lugar, que ocorre logo mais, em Stuttgart.

A Alemanha sediou a Copa do Mundo sem maiores pretensões. Teve bons e maus resultados nos amistosos, estreou sob desconfiança geral mas, ao longo da competição, se afirmou como uma das suas maiores forças. Entretanto, o esforço físico – e, principalmente, emocional – para eliminar a Argentina nas quartas-de-final foi demaisiado, e os alemães não encontraram forças para subjugar os italianos na semifinal.

Portugal, por sua vez, chegou ao Mundial com a tarefa de se recuperar do fracasso da Copa de 2002, quando sequer passou da primeira fase. Para tanto, mesclou a experiência de Figo com a juventude de Cristiano Ronaldo, acrescentou o talento do luso-brasileiro Deco e deixou a tarefa de ficar entre as oito melhores equipes da competição para Felipão. Os portugueses foram além, chegaram às semifinais, mas esse foi seu limite.

Para Portugal, a medalha de bronze seria a repetição da melhor campanha do país em um mundial, em 1966, com o time de Eusébio. Para a Alemanha, uma forma de encerrar sua participação de forma honrosa frente sua própria torcida, que tanto apoiou e torceu pelo time.

Seja como for, a partida de hoje reúne duas equipes vencedoras.

Escrito por Fabricio K às 15h40
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A revelação



Poldi é coroado Melhor Jogador Jovem Gillette.

Escrito por Fabricio K às 09h32
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Craque do Mundial



Divulgados, também, os candidatos à Bola de Ouro:

Thierry Henry // França
Patrick Vieira // França
Zinedine Zidane // França
Michael Ballack // Alemanha
Miroslav Klose // Alemanha
Gianluigi Buffon // Itália
Fabio Cannavaro // Itália
Gianluca Zambrotta // Itália
Maniche // Portugal


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Minha aposta:

Como o PVC – Paulo César Vasconcelos, da ESPN Brasil – acho que a decisão deste prêmio terá um pouco de política. Não é por acaso que todos os 10 jogadores sejam das seleções semifinalistas. A lembrança de Maniche, a meu ver, é puramente para reconhecer a campanha de Portugal.

A meu ver, o craque da Copa será do time vencedor. Se Itália, Cannavaro; se França, Zidane. Esses dois devem ficar com as bolas de ouro e prata. A bola de bronze deve ficar com o alemão Klose, tanto para reconhecer a campanha dos anfitriões como porque ele provavelmente será o artilheiro do Mundial.

Escrito por Fabricio K às 00h15
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Melhor Jogador Jovem



A FIFA anunciou os seis finalistas ao Gillette Best Young Player.
São eles:

Tranquilo Barnetta // Suíça
Cesc Fabregas // Espanha
Lionel Messi // Argentina
Lukas Podolski // Alemanha
Cristiano Ronaldo // Portugal
Luis Valencia // Equador

O nome do vencedor será anunciado nesta sexta-feira, dia 7 de julho.


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Minha aposta:

Não acho que tenha haviado uma grande revelação. Barnetta foi uma boa surpresa, assim como Valencia. Fabregas já é um talento reconhecido, assim como Messi – que pouco jogou e só está na lista pelo nome. Podolski teria mais chance se a Alemanha fosse finalista. Acho que o prêmio fica com Cristiano Ronaldo, por suas belas atuações na seleção portuguesa.

Escrito por Fabricio K às 00h11
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Valeu o talento



Como esperado, o time de Luis Felipe Scolari não foi generoso com Zinedine Zidane como foram os brasileiros, e o camisa 10 francês não teve espaço para ser brilhante. Mas isso não o impediu de ser, mais uma vez, decisivo. Com um gol de pênalti, ainda no primeiro, Zidane deu a vitória à França e classificou sua equipe para sua segunda final, em três edições da Copa do Mundo.

Portugal inicou a partida marcando os franceses em seu campo de defesa. Cristiano Ronaldo, pela esquerda, e Figo, pela direita, iniciavam as jogadas ofensivas. Foi pelos lados, logo no início da partida, que os portugueses contruíram duas boas oportunidades de abrir o placar: primeiro, Ronaldo passou por Sagnol e lançou Deco, que bateu da entrada da área. Barthez deu o rebote, mas Pauleta chegou atrasado. Poucos minutos depois, novamente Ronaldo viu Maniche avançar sem marcação. O volante soltou a bomba da intermediária, mas a bola passou sobre o travessão.

Os franceses tinham pouco ou nenhum espaço para jogar. Ribéry e Malouda era bem marcados, e Zidane ficava sob constante vigilância de Costinha. Somente Henry conseguia alguma vantagem individual sobre a marcação. E foi assim que Les Bleus chegaram ao seu gol: Henry driblou Ricardo Carvalho, que errou o bote em um primeiro momento, derrubando o atacante em seguida. Pênalti. O goleiro Ricardo, que já havia sido herói pegando três penalidades máximas contra os ingleses, mais uma vez acertou o canto. Mas Zidane cobrou com perfeição e fez: 1 a 0.

À frente no placar, a França voltou do intervalo pressionando: Henry passou pela marcação e chutou rasteiro, para bela defesa de Ricardo. No minuto seguinte, foi a vez de Ribéry testar o goleiro português, com um belo chute de fora da área, no alto. Novamente, Ricardo faz uma bela defesa.




Somente aos 10min de jogo Portugal conseguiu responder à altura: Pauleta invadiu a área pela esquerda, mas o chute saiu na rede, pelo lado de fora. Na melhor oportunidade do time português na partida, Cristiano Ronaldo soltou a bomba em uma cobrança de falta da intermediária e Barthez deu o rebote, para o meio da área. Mas Figo foi atrapalhado por Postiga e, de frente para o gol, errou o cabeceio, mandando por sobre o travessão. Fernando Meira ainda teve a bola do jogo nos pés, dentro da área francesa, mas chutou para o alto, desviado, na derradeira chance de empate.

Em um jogo extremamente equilibrado, o talento acabou fazendo a diferença. Portugal foi valente, lutou, marcou muito e criou boas oportunidades de gol. Mas, no que permitiu que o talento francês se fizesse valer, deu a chance para o adversário decidir a partida. Vitoriosa, a França enfrenta a Itália, na grande final do próximo domingo. Um dia antes, Portugal enfrenta a Alemanha na disputa do 3º lugar.


Semifinal
Portugal 0 x 1 França
Allianz Arena, Munique

Escrito por Fabricio K às 18h55
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Entre a raça e o futebol-arte



Portugal x França
Allianz Arena, Munique

Copa do Mundo de 1982. Depois de classificar-se para a segunda fase eliminando Camarões somente nos critérios de desempate, a Itália passa por Argentina, Brasil e Polônia antes de vencer a Alemanha Ocidental e sagrar-se tricampeã mundial.

Copa do Mundo de 2006. Depois de classificar-se para as oitavas-de-final somente na última rodada da fase de grupos, eliminando Togo, também um país africano, a França derrota a Espanha e, na sequência, o Brasil, antes de chegar à semifinal.

Se os franceses repetirão a Azzurra, não se sabe. Mas, após a extraordinária atuação de Zidane na partida contra os brasileiros, Les Bleus enfrentam o time de Felipão com certo favoritismo. Portugal, apesar de não ter um grande talento como Zizou, confia na experiência de Luís Figo, na juventude de Cristiano Ronaldo e na volta de Deco para fazer história e chegar em sua primeira final de Copa do Mundo.

Detalhe: será a primeira partida entre portugueses e franceses em um Mundial.

Escrito por Fabricio K às 16h08
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Duelo de titãs



A partida entre alemães e italianos pode não ter sido a melhor desta Copa do Mundo. Mas foi a maior das batalhas. Frente a frente, dois tricampeões do mundo. Dois gigantes do futebol mundial que entraram em campo para conquistar a primeira vaga na finalíssima.

Quem primeiro chegou ao gol adversário foi a Itália. Falta na entrada da área, e Totti bate colocado. A bola desvia na barreira e vai no ângulo, mas Lehmann está atento e faz uma defesa segura. Eram apenas cinco minutos de jogo. Com Totti mais avançado e apenas Luca Toni no ataque, a Itália pressionava os alemães em seu campo de defesa. A tática proposta pelo técnico Marcello Lippi anulava o adversário: Gattuso guardava lugar na frente dos zagueiros. Camoranesi jogava aberto, pela direita, marcando o lateral-esquerdo Lahm. No meio, recuado, Pirlo ditava o ritmo. Um pouco mais à frente, Totti distribuìa o jogo, quase sempre de primeira.

Acuada, a Alemanha tinha dificuldades em sair para o jogo. Sem suas principais saídas de bola – Lahm, muito bem marcado e Frings, suspenso –, cabia a Ballack conduzir a bola da defesa para o ataque. O que era feito de forma muito lenta, permitindo que o adversário se recompusesse rapidamente. Os alemães só chegariam ao ataque com perigo quase ao final do primeiro tempo: Klose puxou o contra-ataque e lançou Schneider, na direita, livre de marcação. O meia soltou a bomba, mas por cima do travessão.

O segundo tempo foi de mais equilíbrio. A Alemanha teve uma grande chance de abrir o placar a 15min de jogo, quando Podolski recebeu de costas para o gol, girou sobre Materazzi e soltou a bomba de perna esquerda, quase à queima-roupa. Mas Buffon fez uma defesa extraordinária, evitando o gol. No rebote, Friedrich chutou por sobre a goleira, desperdiçando a melhor oportunidade da equipe alemã na partida. Do banco, Jürgen Klinsmann começa as alterações: Schweinsteiger, até a última partida titular, entra em campo. Sai Borowski. Poucos minutos depois, foi o capitão Ballack quem teve a oportunidade de marcar, dessa vez em cobrança de falta. Mas a bola saiu com muito efeito e subiu demais.

Com o zero no placar, a partida foi para a prorrogação. E foi a vez de Marcello Lippi mudar sua equipe, colocando em campo Gilardino. Em seu primeiro lance, o atacante do Milan quase marcou: avançou pela direita da área, livrou-se da marcação e concluiu a gol, na saída de Lehmann. A bola, caprichosa, bateu na trave esquerda e se ofereceu na frente de uma goleira vazia, mas foi afastada pela defesa antes que qualquer italiano pudesse pegar o rebote. Mais um minuto, e novamente a Azzurra assusta: Zambrotta arrisca de fora da área e a bola se choca com o travessão antes de sair pela linha de fundo.

Somente ao final do primeiro tempo do tempo extra a Alemanha voltou a chegar com perigo. Podolski recebeu na entrada da área e chutou forte, no alto. Mais uma vez, Buffon estava bem colocado e fez uma defesa extraordinária, evitando o gol alemão.




Quando parecia que a partida seria decidida nos pênaltis, Pirlo resolveu arriscar, de fora da área. Lehmann fez uma grande defesa. Na cobrança do escanteio, o goleiro alemão afasta a bola com um soco e ela novamente cai nos pés do meia, que aguarda o momento exato para fazer um belo passe para Grosso. Livre dentro da área, o lateral-esquerdo bate com efeito, tirando o goleiro do lance e abrindo o placar para os italianos.

Desesperados vendo a vaga na final cada vez mais longe, os alemães partem para o ataque desordenadamente. Podolski perde a bola para Cannavaro, que lança Totti, que vê Gillardino avançando livre e faz o lançamento, em profundidade. O atacante puxa a marcação para o centro da área e toca para Del Piero, que entrara em lugar de Luca Toni, dar um leve toque por cobertura, na saída de Lehmann. Era o fim do sonho alemão.

Fim de partida, tristeza nas arquibancadas. Apesar de muita luta e determinação por parte dos alemães, venceu a qualidade técnica do time italiano e a inteligência de seu treinador, que soube mexer na equipe no momento exato e colocar em campo dois jogadores que foram fundamentais na conquista do resultado positivo.

Vitoriosa, a Itália aguarda a decisão da outra semifinal, entre França Portugal, para conhecer seu adversário do próximo domingo, dia 9 de julho. A grande final será disputada no estádio Olímpico de Berlim.


Semifinal
Alemanha 0 x 2 Itália
Westfalenstadion, Dortmund

Escrito por Fabricio K às 01h06
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O tetra em jogo



Alemanha x Itália
Westfalenstadion, Dortmund


Poucas vezes se viu algo igual. Antes da Copa do Mundo, Jürgen Klinsmann não tinha 10% de aprovação de seus compatriotas. Poucos eram os que acreditavam na seleção alemã, mesmo que esta fosse uma das maiores potências e sediasse seu segundo mundial. Mas o tempo passou, a Alemanha venceu (e convenceu) e o técnico que era execrado por insistir em morar longe de seus comandados hoje conta com quase 90% dos alemães ao seu lado. Não por acaso. Klinsmann deu à equipe alemã o que faltava: coração. Uma equipe antes tida como fria demais, hoje esbanja aplicação e determinação, emocionando e contagiando o torcedor na arquibancada.

No caminho do ex-atacante, campeão do mundo em 1990, está a Itália de Marcello Lippi. Um técnico de reconhecida competência, que fez muito sucesso com a Juventus na década de 90. Sob comando de Lippi, a Azzurra passou a apresentar um futebol moderno e agressivo, diferente do mostrado nos mundiais anteriores. O resultado é visível em campo: no último encontro entre italianos e alemães, em um amistoso disputado no dia 1º de março, em Florença, a equipe de Marcello Lippi venceu com autoridade: 4 a 1, para desespero dos desconfiados germânicos.

Mas a verdade é que hoje nem uma nem outra equipe são as mesmas. A difícil partida contra Gana fez com que os jogadores italianos pedissem ao técnico para o time voltar a jogar como antigamente. Por outro lado, os alemães, após eliminarem um dos favoritos, a Argentina, esbanjam confiança. E o fato de o meio-campo Frings ter sido suspenso da partida após denúncia da RAI, rede de televisão italiana, certamente será um ingrediente a mais neste confronto de gigantes.

Escrito por Fabricio K às 00h30
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Coadjuvantes de luxo

Cada uma das quatro equipes semifinalistas da Copa do Mundo da Alemanha tem, ao menos, um grande talento. E conta, igualmente, com um jogador que, se não é o talento principal, é o que faz a equipe funcionar em função dos seus astros:


Alemanha
Torsten Frings

O cartão de visitas foi apresentado logo na estréia: a Alemanha sofrera o segundo gol da Costa Rica e os quinze minutos finais da partida preocupavam os desconfiados alemães, ainda receosos do que sua seleção apresentaria no Mundial que sediava. Então, Frings acerta um belo chute da intermediária, no ângulo esquerdo do goleiro costa-riquenho, indefensável. Festa nas arquibancadas, e os alemães comemoram uma bela vitória em sua estréia.

Frings é o chamado carregador de piano. Se ele não joga, faz o time jogar. O volante do Werden Bremen marca vigorosamente e apóia com desenvoltura. E se não é o grande talento da equipe, ao desenrolar das partidas acabou se tornando um dos melhores jogadores desta Copa do Mundo.


Itália
Andrea Pirlo

Numa equipe de reconhecidos talentos defensivos, Pirlo é o toque de qualidade no meio-campo italiano. Apesar de ser de Francesco Totti o papel de astro da equipe, é pelo meia do Milan que passam todas as jogadas da seleção italiana. Atuando ao lado dos volantes, Pirlo é o famoso nº8, é o meia-armador clássico, que poucas equipes no futebol mundial têm o privilégio de ter no elenco.

O meia mostrou sua importância na equipe já na partida de estréia da Azzurra, contra a seleção de Gana. Aos 40min do primeiro tempo de um jogo equilibrado, Pirlo recebe um passe curto na cobrança de um escanteio e desfere um belo chute, que passa entre um sem-número de jogadores antes de vencer o goleiro Kingston. Ali, a Itália iniciava seu caminho às semifinais. Ali, Pirlo mostrava que seria um dos destaques do Mundial da Alemanha.


Portugal
Deco

Toque de bola refinado e grande visão de jogo. Uma das primeiras coisas que Luis Felipe Scolari fez, ao assumir o comando da seleção portuguesa, foi convencer Deco, na época grande destaque do Porto, a defender Portugal – deixando de lado uma improvável convocação para a seleção brasileira. O meia, nascido no Brasil e naturalizado português, aceitou. E fez sua estréia exatamente contra o time de Carlos Alberto Parreira, fazendo o gol da primeira vitória de Portugal sobre o Brasil, em quase 40 anos.

Nesta Copa do Mundo, Deco atuou em apenas duas das cinco partidas de sua equipe. Contra o Irã, foi eleito o melhor em campo pela FIFA, quando fez um belo gol de fora da área, abrindo caminho para a vitória portuguesa. Se Figo é o grande astro de Portugal, e Felipão o coração, Deco, sem dúvida, é o cérebro.


França
Patrick Vieira

De cinco partidas, ele foi o melhor em duas. Uma das grandes figuras da seleção francesa na conquista da Eurocopa de 2000, Vieira chegou à Copa do Mundo como um dos melhores do mundo em sua posição, mas ainda coadjuvante de uma equipe que conta com Thierry Henry e Zinedine Zidane. Ao longo da competição, entretanto, o volante da Juventus tornou-se um dos principais jogadores da equipe, tendo feito gols em momentos decisivos – como na vitória sobre a Espanha, pelas oitavas-de-final.

Depois de brilhar nos campos ingleses durante quase dez anos, tempo em que defendeu o Arsenal, Vieira se transferiu para a Juventus, em 2005, e já tornou-se campeão italiano. Se é verdade que o sucesso é 99% transpiração e 1% inspiração, Patrick Vieira é o complemento perfeito para a magia de Zidane.

Escrito por Fabricio K às 00h26
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Os 4 fantásticos

Quatro capitães. No comando de Alemanha, Itália, Portugal e França, há quatro grandes jogadores. Que, mais do que talentos individuais, são líderes dentro e fora de campo:


MICHAEL BALLACK
Alemanha

Na vitória dos brasileiros sobre os alemães, na Copa de 2002, ele não esteve presente, pois estava suspenso. Eleito por duas vezes o melhor em campo pela FIFA – nas partidas contra o Equador e a Argentina – Michael Ballack faz questão de comandar a seleção alemã na final deste Mundial. Se Jurgen Klinsmann é o coração, Ballack é o centro técnico do time alemão: por ele, passam todas as iniciativas da equipe. E se a Alemanha caminha rumo ao seu quarto título mundial, muito se deve ao seu camisa 13.

Depois de quatro anos atuando pelo Bayern, de Munique, Michael Ballack seguirá para a Inglaterra depois da Copa do Mundo. Jogará pelo Chelsea.


FABIO CANNAVARO
Itália

O melhor zagueiro do mundo? Provavelmente. Fabio Cannavaro, além de capitão, é o chefe daquele que é considerado o melhor sistema defensivo do futebol mundial. Ao lado de Nesta e do goleiro Buffon, seu companheiro na Juventus, Cannavaro é símbolo do que o futebol italiano tem de melhor. Nesta Copa do Mundo, a Azzurra sofreu apenas um gol em cinco partidas. Um gol contra. Dizem que um grande equipe começa com um grande goleiro. No caso da Itália, começa com um defensor extraordinário.

Fabio Cannavaro atua na Juventus, de Turim, desde 2004.


LUÍS FIGO
Portugal

Melhor do Mundo em 2001, Luis Figo chegou ao Mundial do Japão e da Coréia do Sul sob grande expectativa. Mas a seleção portuguesa afundou ainda na primeira fase, e o craque, na época no Real Madrid, ficou marcado como símbolo daquele fracasso. Então, Luis Felipe Scolari assumiu o comando de Portugal, o elegeu como seu capitão e o transformou em um dos destaques da Euro2004. Nesta Copa do Mundo, Figo vem repentindo o futebol que o consagrou mundialmente, liderando uma equipe de jovens talentos.

Em 2000, Luis Figo protagonizou a maior transação do futebol mundial, ao transferir-se do Barcelona para o arqui-rival Real Madrid por 60 milhões de euros. Depois de quase cinco anos no time espanhol, desde 2005 o meia de 33 anos atua na Internazionale, de Milão.


ZINEDINE ZIDANE
França

Após cinco anos atuando pela Juventus, de Turim, Zinedine Zidane transferiu-se para o Real Madrid por mais de 70 milhões de euros. Um dos únicos jogadores eleitos três vezes pela FIFA como Melhor do Mundo, Zidane é um verdadeiro gênio do futebol. Quem o vê em campo imagina um futebol que não existe mais. Um futebol que era jogado há 30 ou 40 anos. Ou em nossos sonhos. Depois de se despedir da seleção francesa após a Euro2004, o meia foi convencido a voltar atrás, e foi fundamental para a recuperação da França nas eliminatórias. Mesmo com 34 anos, Zidane é o maestro da equipe e um dos melhores jogadores desta Copa do Mundo.

Desde 2001 no Real Madrid, Zinedine Zidane fez sua despedida do clube espanhol às vésperas do Mundial, que será o seu último. O meia anunciou sua aposentadoria para o final da participação francesa na competição.

Escrito por Fabricio K às 00h11
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Ecos de 1982

Conforme a Copa do Mundo foi acontecendo, começou-se a comparar a competição com edições anteriores. Sempre usando o Brasil como referência, lembrou-se tanto do título de 94 quanto do desastre em 98. Quando a Itália começou a chegar entre os melhores, as referências foram 70 e 90. Mas, com os resultados deste sábado, enfim chegou-se à melhor comparação: 1982.

Desde o Mundial da Espanha, não haviam quatro semifinalistas europeus. E três deles são os mesmos: Alemanha, Itália e França. A diferença fica na quarta equipe: naquele ano, foi a Polônia; neste, Portugal.

Também o sucesso francês relembra 1982: naquela ocasião, a Itália começou claudicante mas, após vencer a favorita Seleção Brasileira, chegou ao tricampeonato. O mesmo acontece, agora, com a França. Um time que teve um início ruim, mas que, no momento decisivo, cresceu. E chegou a uma consistente vitória sobre o Brasil, novamente o favorito a vencer a competição.

Se a equipe de Zinedine Zidane chegará ao título, não se sabe. Mas é verdade que o sucesso das quatro seleções semifinalistas afirma o poderio europeu no futebol mundial.

Escrito por Fabricio K às 21h13
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A imagem do fracasso



Apesar do mau gosto da chamada, a capa do Olé foi ótima.

A foto é espetacular. Clica na imagem pra ver ela maior.

Escrito por Fabricio K às 11h39
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Uma equipe sem alma



Há motivos de sobra para criticar a equipe brasileira que saiu de campo derrotado pela França. Até mesmo, para crucificar este ou aquele jogador. Mas o principal deles esteve presente em todas as partidas desta equipe na Copa do Mundo. A Seleção Brasileira foi um grupo sem alma. Sem coração. Uma equipe que não luta pelo jogo, que não briga pelo resultado. Que não joga em conjunto, que não se mostra capaz de superar as adversidades que o futebol impõe. Falou-se que o Brasil era um time de estrelas. Errado. O Brasil tinha, sim, suas estrelas. Mas nunca foi um time.

Fiquemos nos títulos mais recentes, a título de comparação.

Em 1994, o grupo brasileiro tinha ótimos jogadores. Até mesmo um craque, Romário. Mas o talento individual de cada um deles nunca foi colocado à frente do coletivo. Se o Baixinho foi o destaque, é porque a equipe assim o quis. Porque a equipe viu que, com Romário, teria sucesso. E teve. E o Brasil foi campeão, depois de um hiato de 24 anos.

Veio 1998, e a briga de egos levou a Seleção Brasileira ao fracasso em Sain-Denis. Sobrou para Felipão juntar os cacos e, poucos meses antes da Copa de 2002, formar um grupo vencedor. A Família Scolari, como a imprensa chamou. Uma equipe que tinha Ronaldo. Que tinha Rivaldo. Mas que em nenhum momento elegeu um ou outro como responsáveis por um eventual sucesso (ou fracasso). Novamente, o grupo foi colocado à frente do indivíduo. Novamente, o Brasil foi campeão.

Chegamos a 2006, e a Seleção Brasileira é favorita absoluta ao Hexa. Ronaldo. Ronaldinho. Kaká. Os talentos são tantos, que é difícil sequer pensar em um fracasso brasileiro. E então, em vez de formar um grupo, uma família, Carlos Alberto Parreira distribui funções e espera que, na individualidade, a equipe chegue ao esperado título. O que não acontece, para o espanto do gestor de talentos.

Ninguém espera, obviamente, que o Brasil vença todos os mundiais. Por melhor que seja a equipe, há adversários igualmente competentes que desejam tanto ou mais conquistar o título mundial. O que não se pode aceitar é a atitude da equipe brasileira, que assistiu à bela atuação francesa, sem esboçar qualquer reação. A França venceu, com justiça e autoridade, sem que houvesse luta por parte dos brasileiros. Que entram para a história como protagonistas de uma das maiores decepções da Seleção Brasileira em sua vitoriosa história em copas do mundo.

Escrito por Fabricio K às 09h00
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Simplesmente genial



Às vésperas da Copa do Mundo, Zinedine Zidane anunciou sua aposentadoria. Depois de fazer sua última partida por seu clube, o Real Madri, Zizou estipulava a última partida da seleção francesa no Mundial da Alemanha como também a sua última.

O empate sem gols contra a Suíça fez a torcida crer que a aposentadoria seria em breve. Mais um empate, dessa vez contra a Coréia do Sul, e os franceses começam a contagem regressiva para se despedir do seu astro maior. Mas vem a vitória sobre Togo, e a classificação às oitavas-de-final. Mais uma vez, a aposentadoria estava adiada.

Jogo contra a Espanha: 1 a 0 para os espanhóis, e Zidane parece cada vez mais longe dos gramados. Mas Ribéry empata, Vieira vira o jogo e o próprio camisa 10, já no finalzinho da partida, faz um belo gol para confirmar a vitória dos franceses. Zizou estava mais vivo que nunca.

Vem a partida contra o Brasil, pelas quartas-de-final, e o meia parece rejuvenecer a cada minuto de jogo. Em uma das maiores atuações de um jogador de futebol, Zizou comanda a equipe francesa a uma vitória histórica sobre os favoritos à conquista do título. O Brasil se vai, Zidane fica.

Pelo bem do futebol.

Escrito por Fabricio K às 08h58
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Au revoir, Brasil



Desde a sua estréia na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira esperou por um momento mágico. Carlos Alberto Parreira, que sempre se definiu como um gestor de talentos, apostava que suas estrelas fossem resolver as partidas a qualquer momento.

Durante algum tempo, funcionou:

Contra a Croácia, foi um golaço de Kaká.
Contra a Austrália, Fred entrou no final e sacramentou a vitória.
Contra o Japão, Ronaldo se reencontrou com o gol.
Contra Gana, Ronaldo abriu o placar logo cedo.

Contra a França, a mágica não apareceu.

Pelo menos, não do lado brasileiro. Porque, do lado da França, ela esteve presente durante os 90 minutos de partida. No momento decisivo, Zidane, um dos últimos gênios da bola, comandou sua equipe e a levou a uma grande vitória. Sem que houvesse uma marcação específica sobre ele, Zizou ditou o ritmo da partida do início ao fim – com direito a um emblemático chapéu em Ronaldo, no meio de campo.

O início do Brasil foi promissor: nos primeiros 15 minutos, a equipe de Parreira pressionou seu adversário e jogou no campo da França. Aos poucos, entretanto, o time francês foi tomando conta do jogo. Malouda, pela esquerda e Ribéry, pela direita, eram constantemente acionados. Quando havia a oportunidade, Zidane fazia um lançamento longo, buscando a participação de Henry. Enquanto o Brasil afunilava, a França procurava abrir, alongar o jogo. Durante os primeiros 45 minutos, nada de tão significativo aconteceu. Na melhor oportunidade, Zidane cobrou uma falta na barreira.

Na volta para o segundo tempo, entretanto, a superioridade francesa se converteu em gol. Zidane bateu a falta, a bola cruzou a área brasileira e chegou em Henry que, totalmente livre de marcação, só precisou tocar a bola para o fundo das redes. Dida, mesmo na jogada, não teve chance alguma de defesa.




Atrás no placar, o Brasil partiu para modificações. Primeiro, Parreira colocou Adriano. Na sequência, Cicinho e Robinho. Deixaram a equipe Juninho e Kaká, de participações decepcionantes, e Cafu, de lamentável atuação. Fossem possíveis mais substituições, e certamente o técnico brasileiro as faria, tamanha a morosidade da equipe.

As mudanças na equipe deram resultado. Mesmo que desorganizadamente, o time brasileiro voltou a pressionar o francês. Robinho, de frente para o gol, chutou cruzado, pela linha de fundo. Logo depois, Ronaldo fez ótima jogada individual e foi derrubado por Thuram, na entrada da área. Ronaldinho cobrou por cima do travessão do gol defendido por Barthez. Nos últimos momentos da partida, Saha ficou frente a frente com Dida e chutou rasteiro, mas o goleiro fez uma grande defesa, evitando o segundo gol.

Naquele que era para ser o dia da revanche, a Seleção Brasileira saiu derrotada e confirmou ser freguês do adversário. A França segue para uma grande semifinal contra Portugal e Zidane adia a sua aposentadoria por mais alguns dias.

O futebol agradece.


Quartas-de-Final
Brasil 0 x 1 França
Waldstadion, Frankfurt

Escrito por Fabricio K às 00h14
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Os 11 de Parreira

DEFESA

Dida
Sem culpa alguma no gol. Excelente quando foi exigido.
Nota 9

Cafu

Uma atuação desastrosa. A idade pesou.
Nota 2

Lúcio

A bravura de sempre. Um lutador solitário.
Nota 8

Juan

Passou trabalho com a movimentação do ataque francês.
Muito bem no combate.
Nota 7

Roberto Carlos

Estava bem, até falhar grosseiramente no gol francês.
Lutou muito, mas faltou eficiência.
Nota 4

-----

Cicinho
Entrou com pouco tempo para mudar o resultado.
Mas foi muito melhor que o titular.
Nota 6



MEIO-CAMPO

Gilberto Silva
Passou muito trabalho na marcação de Zidane.
Nota 6

Juninho

Seria uma arma contra a França, foi peça nula para o Brasil.
Nota 3

Zé Roberto

Não encontrou espaço para repetir as atuações anteriores.
Brigou, marcou, mas faltou companhia.
Nota 5

Kaká

Fez sua pior atuação na Copa do Mundo. Irreconhecível.
Nota 3

Ronaldinho

Seu maior problema foi se contentar em ser coadjuvante.
Nota 5


ATAQUE

Ronaldo
Solitário no primeiro tempo, melhorou quando teve companhia.
Foi um dos únicos que brigou pelo resultado.
Nota 6

-----

Adriano
Jogou poucos minutos, lutou mas nada acrescentou.
Nota 4

Robinho

Entrou muito tarde. Deu novo ânimo para o time.
Enquanto esteve em campo, o Brasil teve ataque.
Nota 7


Escrito por Fabricio K às 00h12
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Um herói chamado Ricardo



Portugal chegou à disputa de quartas-de-final com sérios desfalques. Costinha, um dos volantes, foi bem substituído por Petit, um dos reservas da posição. Tiago, outro volante, entrou em lugar de Deco. E aí, faltou algo essencial, característico do jogador luso-brasileiro: criatividade. Apesar de muito bom jogador, Tiago não tem a qualidade do passe e do chute de Deco, e Portugal sentiu. O time de Felipão foi combativo, foi valente, mas não teve o algo a mais, não teve o diferencial.

A Inglaterra, por sua vez, não mostrou muito mais. Depois da lesão de Michael Owen, o técnico Sven-Goran Ericksson assumiu o esquema com apenas um ataque na frente, Wayne Rooney, e apostou em seus talentos do meio-campo para resolverem a partida. A responsabilidade caiu, assim, sobre Gerrard, Lampard e Beckham. Todos ótimos jogadores, mas todos coadjuvantes. À exceção de David Beckham, uma estrela afirmada, nem um nem outro são decisivos, nem em seus clubes. E quando Rooney foi expulso, e Beckham precisou deixar o campo por lesão, o time inglês se viu sem alternativas para fazer o gol que o levaria à vitória.

Dessa forma, a partida seguiu para a prorrogação. A Inglaterra protestou um pênalti, em Lennon. Portugal reclamou de um gol anulado de Postiga. Em ambos os lances, o árbitro argentino Horacio Elizondo acertou, e a partida, justamente, acabou decidida na disputa de penalidades máximas. E então, Ricardo, o goleiro português que já havia sido herói na Euro2004, repetiu a façanha. Dessa vez, defendendo as cobranças de Lampard, Gerrad e Carragher.

Quarenta anos depois do feito de 1966, a equipe de Luis Felipe Scolari repete a geração de Eusébio e chega às semifinais de uma Copa do Mundo. E o sonhado confronto com os brasileiros ficará para outra ocasião: no próximo dia 5 de julho, Portugal enfrenta a França, em Munique.


Quartas-de-Final
Inglaterra (1) 0 x 0 (3) Portugal
Arena AufSchalke, Gelsenkirchen

Escrito por Fabricio K às 20h02
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O dia da revanche



Brasil x França
Waldstadion, Frankfurt


Os mais velhos vão lembrar que, em 1958, o Brasil venceu os franceses por 5 a 2 na semifinal, vindo a vencer sua primeira Copa do Mundo poucos dias depois. Mas não é esse fato que ficou registrado no inconsciente coletivo brasileiro. Ainda dói a derrota por 3 a 0 na final de 1998, quando Zidane brilhou enquanto tentava-se entender o que acontecera com Ronaldo. Nem as quartas-de-final de 1986, nem o pênalti desperdiçado por Zico, nem a eliminação na cobrança de pênaltis, foi tão frustrante para o torcedor brasileiro. Dessa forma, não há como ver a partida de logo mais como uma revanche. Uma vingança pela derrota em Sain-Denis.

A França entra em campo renovada. Não nos nomes, mas no ânimo. Três jogadores campeões do mundo há oito anos estarão em campo para enfrentar os brasileiros, entre eles Zidane, o grande maestro da equipe que começou o Mundial da Alemanha claudicante, mas que chegou às quartas-de-final depois de uma espetacular vitória sobre a Espanha. A Seleção Brasileira, por sua vez, entra em campo com a melhor campanha da Copa do Mundo. É uma equipe que só vence, mas que ainda não convence. E que chega à partida também com três jogadores na equipe que estiveram naquela final.

Entre eles Ronaldo. Que deseja, mais do que qualquer outro jogador, exorcisar o fantasma de 98.

Escrito por Fabricio K às 15h40
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Scolari x Ericksson, round três



Inglaterra x Portugal
Arena AufSchalke, Gelsenkirchen


Copa do Mundo de 2002, quartas-de-final. O Brasil, de Felipão, enfrenta a Inglaterra, de Sven-Goran Ericksson. Os ingleses saem na frente, com gol de Michael Owen. Rivaldo empata, ainda no primeiro tempo e Ronaldinho vira o jogo em cobrança de falta na volta para o intervalo. E o Brasil segue adiante, para enfrentar a Turquia em uma das semifinais.

Eurocopa de 2004, quartas-de-final. Portugal, de Felipão, enfrenta a Inglaterra, de Sven-Goran Ericksson. Depois de um empate em dois gols no tempo regulamentar e na prorrogação, o goleiro português Ricardo vira herói nas cobranças de penalidades máximas e Portugal segue adiante, para enfrentar a Holanda em uma das semifinais.

Copa do Mundo de 2006, quartas-de-final. Inglaterra e Portugal vêem-se, novamente, frente a frente. O time de Sven-Goran Ericksson se classifica após uma vitória sobre o Equador. O de Felipão, por sua vez, chega após vencer um jogo disputadísimo contra a Holanda. Não se trata de uma batalha pessoal entre os treinadores, mas o retrospecto de Luis Felipe Scolari pode contar pontos a favor do time português. Se há uma equipe que Felipão conhece bem e sabe como enfrentar, esta é a Inglaterra. Por outro lado, é a chance de Ericksson se despedir da seleção inglesa em grande estilo.

A Inglaterra não chega às semifinais de um Mundial desde a Copa de 1990.

Escrito por Fabricio K às 11h59
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Passeio italiano



Nem o italiano mais apaixonado poderia adivinhar. A Itália não teve a menor dificuldade em vencer os ucranianos e se classificar para as semifinais da Copa do Mundo, quando enfrentará a anfitriã, Alemanha, em uma reedição da semifinal da Copa de 70.

Facilitou a tarefa dos italianos a Ucrânia ter se comportado como um humilde convidado em um grande evento. Desde o primeiro minuto de jogo a iniciativa foi toda da equipe dirigida por Marcello Lippi. E o primeiro gol não demorou a sair: Zambrotta recebeu a bola na direita, avançou pelo meio e, da entrada da área, desferiu um belo chute, de pé esquerdo. A bola saiu rente ao gramado, tirando Shovkovskyi da jogada: 1 a 0.

Com Totti comandando o meio-campo, a Itália tocava a partida ao seu ritmo. Somente no início do segundo tempo os ucranianos esboçaram alguma reação, mas a defesa italiana permanecia impenetrável. As bolas que chegavam ao gol eram defendidas por Buffon, uma muralha intransponível. Os italianos, por sua vez, quando chegavam ao ataque eram fatais: Totti cruzou e Luca Toni, de peixinho, fez 2 a 0.

A Ucrânia tentava, mas a bola insistia em não entrar. Quando Gusin conseguiu ganhar de Cannavaro e vencer Buffon, a bola explodiu no travessão antes de ser afastada por um zagueiro. Pouco depois, a Iatália matou o jogo: Zambrotta escapou pela esquerda, saiu da marcação e, de carrinho, tocou para dentro da área, onde estava Luca Toni, que só precisou tocar a bola para o gol vazio e fechar o placar em 3 a 0.

O adversário não era dos mais qualificados, Schevchenko ainda recuperava seu melhor condicionamento físico, mas também é verdade que a Itália, justamente em um momento decisivo, fez sua melhor apresentação neste Mundial. E agora parte para um jogo memorável com os alemães, no próximo dia 4 de julho, em Dortmund.


Quartas-de-Final
Itália 3 x 0 Ucrânia
World Cup Stadium, Hamburgo

Escrito por Fabricio K às 11h22
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